Hans Jonas trata da sempre crescente expansão da tecnologia...
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Hans Jonas trata da sempre crescente expansão da tecnologia...

Hans Jonas trata da sempre crescente expansão da tecnologia como um trunfo que aumenta exponencialmente o poder transformador da humanidade e, ao mesmo tempo, aprisiona o homem em uma determinada mentalidade – uma certa visão da natureza e uma compreensão cada vez mais limitada de si mesmo.


“O triunfo do homo faber sobre seu objeto externo significa, ao mesmo tempo, o seu triunfo na constituição interna do homo sapiens, do qual ele outrora costumava ser uma parte servil.”

“[...] O próprio homem passou a figurar entre os objetos da técnica. O homo faber aplica sua arte sobre si mesmo e se habilita a refabricar inventivamente o inventor e confeccionador de todo o resto.”


Fonte: (JONAS, Hans. O princípio responsabilidade: ensaio de uma ética para a civilização tecnológica. Rio de Janeiro: Contraponto, 2006. p. 43 e p. 57, respectivamente).


De acordo com o autor d’O princípio responsabilidade, as consequências que já estariam delineadas no futuro próximo da humanidade, uma vez assumidos os triunfos da técnica e da compreensão da natureza humana como homo faber em vez de homo sapiens, são:


A

a expansão exagerada da expectativa de vida humana; o controle do nosso comportamento através de agentes químicos ou implantação de eletrodos; a manipulação genética de gerações futuras.


B

o fim da fome e da pobreza; a diminuição da poluição ambiental graças à troca da matriz energética por uma mais limpa e sustentável; o início de um período de paz duradouro entre as nações.


C

a exploração de recursos espaciais e a colonização de outros planetas; uma melhor preservação dos recursos naturais terrestres para as futuras gerações; a utilização da energia solar como fonte de energia global.


D

a expansão da internet e da inteligência artificial para todos os aparelhos eletrônicos; a redução geral das jornadas de trabalho devido à maior produtividade das tecnologias inteligentes; a criação de uma rede de vigilância onipresente.


E

o aprofundamento das desigualdades econômicas entre as nações; a alienação cada vez maior do trabalhador em relação ao seu trabalho; o crescimento exponencial do lucro e do poder das empresas de tecnologia.