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Conduzindo um debate sobre o fundamentalismo religioso, um...

Texto para questões 41 e 42


Sem o reconhecimento da diversidade religiosa, em muitas escolas públicas, currículos, ritos e ritmos escolares colaboram para a manutenção dos rótulos e preconceitos perante algumas expressões religiosas e não religiosas. O calendário escolar restringe-se à comemoração das datas e festas previstas na liturgia cristã, contando, frequentemente, com a presença de seus líderes na realização de celebrações, comemorações e formaturas. A reprodução de tais relações e práticas perpetua uma cosmovisão padronizadora de comportamentos, ritmos, aprendizagens e identidades, em que a diversidade religiosa é caracterizada mais por ausências do que presenças.


CECCHETTI, E. Diversidade religiosa e currículo escolar: presenças, ausências e desafios.

Disponível em: www.ucs.br. Acesso em: 5 maio 2025 (adaptado).

Conduzindo um debate sobre o fundamentalismo religioso, um professor de filosofia observa que a realidade educacional da sociedade brasileira, registrada nesse texto, pode ser investigada criticamente pela Filosofia, em interdisciplinaridade com a História, na medida em que


A

perspectivas intelectuais externas ao cânone filosófico compreendem a origem do problema no etnocentrismo europeu, concretizado na repressão à alteridade, e defendem a ultrapassagem das referências ocidentais tradicionais em favor da pluralidade de visões de mundo.


B

vertentes contemporâneas da Filosofia e da Psicanálise explicam a situação como desenvolvimento civilizacional de mecanismos inconscientes, fixados institucionalmente na dominação cristã, e preconizam a gradual substituição da religiosidade pela descrição científica do mundo.


C

tendências atuais da teoria crítica interpretam o predomínio cultural do cristianismo em sua confluência com a razão instrumental, estabelecida no núcleo do capitalismo, e propõem seu enfrentamento por posturas sociais identificadas com propostas pedagógicas multiculturalistas.


D

correntes de pensamento inspiradas no utilitarismo clássico concebem esse quadro educacional como expressão de decisões sociopolíticas, construídas mediante práticas sociais, e enfatizam a premência de profundo debate público para manter ou modificar a situação.