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Após conduzir um debate sobre relações de gênero na atualidade, um professor de filosofia apresenta uma explicação sobre aspectos da Filosofia de Agostinho de Hipona. O objetivo é demonstrar aos estudantes que, na História da Filosofia, é comum que teorias filosóficas incorporem preconceitos patriarcais. Esse fato é constatado no texto, no qual se aborda a concepção de que a mulher é
passível de degeneração, em razão de não ser plenamente boa.
subordinada ao conjunto da criação, em razão de sua imperfeição particular.
dotada de inteligência inferior à do homem, por determinação divina.
submetida hierarquicamente ao homem, por sua constituição física.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) sobre o período denominado Filosofia Medieval (século XIII ao XIV).
( ) A Igreja Romana dominava a Europa, ungia e coroava reis, organizava cruzadas e criava universidades ou escola.
( ) Por ter sido ensinada nas escolas, a filosofia medieval também é conhecida como escolástica.
( ) A filosofia do período medieval é denominada patrística, pois também foi resultado das ideias dos Padres da Igreja do Oriente.
( ) Além das influências de Platão e de Aristóteles, a Filosofia Medieval recebeu contribuições significativas das ideias de Santo Agostinho.
( ) Surge propriamente a filosofia cristã, que é, na verdade, a Teologia.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
V • V • F • V • V
V • V • F • V • F
V • F • V • F • V
F • V • V • V • V
F • V • F • V • V
A doutrina cristã do Logos, que se desenvolveu a partir do século II da nossa Era, manifesta o esforço intelectual de ler a filosofia grega a partir da doutrina do Deus Uno e Trino e configurar os elementos da sabedoria helênica sobre uma finalidade, um télos, que orienta as disposições e as ordens do mundo com a fé que identificava em Cristo o Verbo, a Palavra pelo qual Deus, o ser imaterial, imortal, transcendente, agia de maneira providente na História. O mundo é aparente e transitório diferentemente de Deus, que não estando subjugado a nenhuma dessas condições, as assumiu como consequência da Encarnação. Seja no pensamento filosófico que estabelece o Nous como inteligência ordenadora, seja no pensamento do Logos, a Palavra que revela o Deus presente na História – filosofias distintas não apenas pelas épocas, mas pelas implicações que carregam –, há dois elementos que as tornam convergentes entre os filósofos cristãos e os gregos, segundo o pensamento de Justino apresentado na sua Apologia:
a Justiça e a Bondade.
a Verdade e a Fé.
a Filosofia e a Teologia.
a Verdade e a Justiça.
a Fé e a Inteligência.
Conduzindo um debate sobre o fundamentalismo religioso, um professor de filosofia observa que a realidade educacional da sociedade brasileira, registrada nesse texto, pode ser investigada criticamente pela Filosofia, em interdisciplinaridade com a História, na medida em que
perspectivas intelectuais externas ao cânone filosófico compreendem a origem do problema no etnocentrismo europeu, concretizado na repressão à alteridade, e defendem a ultrapassagem das referências ocidentais tradicionais em favor da pluralidade de visões de mundo.
vertentes contemporâneas da Filosofia e da Psicanálise explicam a situação como desenvolvimento civilizacional de mecanismos inconscientes, fixados institucionalmente na dominação cristã, e preconizam a gradual substituição da religiosidade pela descrição científica do mundo.
tendências atuais da teoria crítica interpretam o predomínio cultural do cristianismo em sua confluência com a razão instrumental, estabelecida no núcleo do capitalismo, e propõem seu enfrentamento por posturas sociais identificadas com propostas pedagógicas multiculturalistas.
correntes de pensamento inspiradas no utilitarismo clássico concebem esse quadro educacional como expressão de decisões sociopolíticas, construídas mediante práticas sociais, e enfatizam a premência de profundo debate público para manter ou modificar a situação.
Baruch Spinoza defendeu uma concepção de Deus ou Natureza (Deus sive Natura). Isso significa que esse filósofo entende Deus como um(a):
Deus pessoal, visto sua herança da tradição filosófica judaica.
Substância pluriforme.
Entidade anímica presente de forma fragmentada no universo.
Substância única e infinita.
Efeito do transbordamento da Natureza que antecede a forma divina.


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A religião, em geral, e os mitos, em particular, têm uma função explicativa para o grupo social ou para a sociedade em que se manifesta. Ao narrar para si o seu começo e o início de toda a realidade, determinada sociedade engendra uma:
Cosmologia.
Teodiceia.
Escatologia.
Cosmogonia.
Teologia.
“Três questões podem ser formuladas sobre a existência de Deus: 1. A existência de Deus é uma verdade evidente? 2. A existência de Deus pode ser demonstrada? 3. Deus existe?”.
(Aquino, Santo Tomás. Suma Teológica, I, questão 2, art.1).
A questão da existência de Deus é central na filosofia cristã, no tocante às provas da existência de Deus pela razão.
As cinco vias de Santo Tomás de Aquino consistem em provas irrefutáveis que Deus existe.
O entendimento de Deus previsto nas provas partem da consideração do cosmo como criação divina.
Para Santo Tomás, a razão procura demonstrar a seu modo o que a fé anteriormente incutiu na alma humana, como um caminho para a fé cristã.
As marcas do Criador em sua Criação só é possível pela fé revelada.
O mundo natural não é objeto de reflexão, pois Deus não está na natureza.
A primeira proposta de reforma agrária da Igreja Católica, no Brasil, data de 1950. Considerando o perfil e o processo pelos quais foi concebido esse documento, é correto afirmar que ele é melhor definido como uma proposta:
Progressista, elaborada com ampla participação dos trabalhadores rurais.
Conservadora, elaborada sem a participação dos trabalhadores rurais.
Progressista, mas elaborada sem a participação dos trabalhadores rurais.
Conservadora, mas elaborada com ampla participação dos trabalhadores rurais.
De perfil moderado, que marca o momento no qual os trabalhadores rurais tomaram consciência dos acontecimentos sociais que os atingiam diretamente.
Em uma escola onde as datas comemorativas ainda são majoritariamente vinculadas ao calendário cristão, uma professora de filosofia, dialogando com seus estudantes, ouve que muitos deles não reconhecem que suas crenças intimas estão representadas nos referidos eventos comemorativos. Como recurso didático, a professora apresenta fragmentos e aforismos de Kierkegaard e Nietzsche e conduz estudos e discussões problematizadoras a respeito da diversidade de práticas e crenças religiosas e não religiosas. Considerando que há uma grande diferença entre as práticas institucinalizadas e as vivências subjetivas, qual das assertivas corresponde conceitualmente às teorias de Kierkegaard e Nietzsche a respeito dos modelos de religiões institucionalizadas?
Kierkegaard destaca que eventos de exteriorização do cristianismo são manifestações de eurocentrismo e etnocentrismo do cristianismo pelo mundo; e Nietzsche rejeita radicalmente o cristianismo institucional, por seu papel sociopolítico na perpetuação das desigualdades sociais.
Kierkegaard adverte que o cristianismo institucionalizado é prejudicial à consumação de uma Filosofia cristã caracterizada pela objetividade; e Nietzsche critica a religiosidade cristã, por qualificá-la como obstáculo à emancipação das sociedades humanas mediante o conhecimento científico.
Kierkegaard entende que os ritos de religiões institucionalizadas não se vinculam à autêntica subjetividade cristã com a qual os seres humanos realizam sua humanidade; e Nietzsche avalia o cristianismo como metafísica que desvaloriza a vida efetiva dos seres humanos no mundo.
Kierkegaard considera que eventos de natureza religiosa cristã dificultam a ascensão dialética do indivíduo para o estágio ético da existência; e Nietzsche compreende o cristianismo como empecilho cultural à realização plena da natureza humana essencialmente racional.
O cristianismo influencia de forma determinante as preocupações filosóficas ao longo de toda a Idade Média na Europa; entretanto, a presença da religião cristã já se fazia sentir sobre a filosofia no século II da Era Comum, que viu surgir os chamados apologistas. O mais importante pensador dessa escola filosófica e que problematizou a questão do “lógos”, retomada de Fílon de Alexandria, foi:
Orígenes.
Taciano.
Atenágoras.
Teófilo.
Justino.


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“Portanto, diga que esta proposição ‘Deus existe’ em si mesma é por si evidente, porque o predicado se identifica com o sujeito; Deus, com efeito, como veremos a seguir, é seu próprio ser: porém, como ignoramos a essência de Deus, para nós não é evidente, mas necessita ser demonstrada por meio das coisas que nos são mais conhecidas, apesar de que por si sejam menos evidentes, isto é, por meio de efeitos”.
Fonte: São Tomás. A Suma Teológica, volume I. In: Reali, G. & Antiseri, D. História da Filosofia – Patrística e Escolástica. Volume 2. São Paulo: Paulus, 2023.
Tomás de Aquino apresenta cinco vias a posteriori para demonstrar a existência de Deus. O tomismo, por “repousar” no aristotelismo, parte dos entes do mundo para remontar o Princípio que é Deus. Sobre as Cinco Vias de Tomás de Aquino, assinale a alternativa CORRETA:
Motor Imóvel: Nessa Prova da Existência de Deus, Tomás de Aquino considera que Deus é a inteligência que faz tudo existir, sendo o ponto de chegada salvador de tudo o que existe.
Causa Primeira: Nessa Prova da Existência de Deus, Tomás de Aquino considera que Deus é a primeira causa não-causada, pois não é possível que exista uma série infinita de causas.
Ser Necessário: Nessa Prova da Existência de Deus, Tomás de Aquino considera que Deus é um príncipio moral necessário para que os homens não se aniquilassem. A moral é o elemento que dá condições existenciais à inteligibilidade humana.
Sumo Bem: Nessa Prova da Existência de Deus, Tomás de Aquino considera que Deus é a possibilidade do livre arbítrio humano. Como o homem pode escolher entre a lei divina e os vícios, Deus existe.
Inteligência Providencial: Nessa Prova da Existência de Deus, Tomás de Aquino considera que Deus é o Sumo Governante do Universo e, como tudo que existe, é pautado por uma lógica intrínseca. Deus existe e é o grande arquiteto do universo.
Leia o seguinte trecho escrito por Agostinho de Hipona (354-430):
Do mesmo modo que [Deus] é criador de todas as naturezas, é dispensador de todo poder, não do querer, porque o mal querer não procede dele, visto ser contrário à natureza dele procedente.
(AGOSTINHO, A Cidade de Deus (contra os pagãos), 2003, p. 203.)
Para Agostinho, não se deve atribuir a Deus a origem do mal, porque:
Deus apenas transforma a matéria que é, por natureza, má.
O mal moral não possui essência e, portanto, não produz efeitos danosos no mundo.
O mal, enquanto princípio ontológico, independe de Deus.
Deus, por ser e emanar o bem, não pode criar o que lhe é oposto, o mal.
O surgimento do mal é anterior à existência de Deus.
“Depois desta era Deus repousará como no sétimo dia, fazendo nele repousar aquele mesmo sétimo dia que seremos nós. Seria demasiado longo neste ponto examinar atentamente cada uma dessas eras; todavia, esta sétima será o nosso sábado, cujo fim não será o declínio, e sim o dia do Senhor, como que um oitavo dia da vida eterna, o qual foi consagrado na ressurreição de Cristo, prefigurando o repouso eterno do espírito e do corpo. Aí repousaremos e veremos, veremos e amaremos, amaremos e louvaremos. Isso será no fim, e não haverá fim! Que outra coisa é nosso fim, senão chegar ao reino que não tem fim?”
Fonte: Agostinho. A Cidade de Deus. In: Reali, G. & Antiseri, D. História da Filosofia – Patrística e Escolástica. Volume 2. São Paulo: Paulus, 2023.
Agostinho representa, indubitavelmente, o apogeu da Patrística. Suas obras e ideias apontam como os ideários apologistas do cristianismo conservaram as primeiras tradições hermenêuticas dos textos considerados sagrados, os entendimentos dogmáticos e a influência e adaptação da filosofia greco-platônica. Assinale a alternativa CORRETA sobre a Filosofia de Agostinho:
Para Agostinho, o conhecimento não leva à Iluminação, uma vez que só a fé e o amor são caminhos para se alcançar a Salvação.
Para Agostinho, a fé e a razão são de tal modo antagônicas que as duas cidades (A Cidade Terrena e a Cidade Divina) representam, metaforicamente, a fé e a razão.
Para Agostinho, a fé é um pré-conhecimento em relação à razão. Por sua vez, a razão deve transpor criticamente as verdades de fé. Trata-se de um “círculo hermenêutico” em que a fé ganha clareza da razão e em que a razão impulsiona a fé.
Para Agostinho, o conjunto dos homens que amam a Deus forma a Cidade Terrestre. A Cidade de Deus, por sua vez, seria formada pelo conjunto de almas ascendidas e glorificadas no Paraíso depois do processo de Redenção e Salvação.
Para Agostinho, a Salvação é universal, portanto, só existe a Cidade Divina. A Cidade Terrena é, em si, apenas uma alegoria do mal.
Leia o texto a seguir.
Este movimento teve grande importância na configuração do pensamento cristão, por diversas razões. Primeiro, porque buscou conciliar a fé com a razão aristotélica, fazendo uso de seus métodos e conceitos para analisar e explicar as verdades reveladas do cristianismo, abrindo assim novos caminhos para o pensamento. Além disso, desenvolveu um método rigoroso de análise e argumentação, que foi muito influente no pensamento europeu posterior.
O texto descreve o movimento conhecido como
patrística.
humanismo.
mística.
averroísmo.
escolástica.
O modo como os pensadores renascentistas compreendem o indivíduo depende de sua imagem de homem. Lutero concebe o homem como tendo sido criado por Deus com duas partes diferentes: uma interior e outra exterior. A parte interior é a verdadeira. Ela se deve diretamente a Deus. Já a parte exterior se deve à vontade do homem. (Wolfgang Neuser, Educação, Porto Alegre, v. 34, n. 1, p. 27, jan./abr. 2011)
Segundo contexto acima, assinale a alternativa INCORRETA:
A parte interior é constituída completamente pela graça divina, a exterior é afetada pelo estado do próprio homem.
De acordo com o modelo luterano, a tarefa da educação consiste em desenvolver o indivíduo em si mesmo, segundo sua própria finalidade.
Os homens podem transformar ou mudar somente aquilo que diz respeito aos aspectos da exterioridade humana.
De acordo com o modelo luterano, a tarefa da educação não consiste em desenvolver o indivíduo em si mesmo, segundo sua própria finalidade.


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“Pois de nenhum modo submeto Deus ao fado, mas concebo que todas as coisas se seguem da natureza de Deus por uma necessidade inevitável, do mesmo modo que todos concebem que, da própria natureza de Deus, segue-se que Deus entende a si mesmo; certamente, ninguém nega que isso se segue necessariamente da natureza divina, e, todavia, ninguém concebe Deus coagido por algum fado, mas sim que ele, ainda que necessariamente, entende a si mesmo com total liberdade.”
ESPINOSA, Bento de. Correspondência entre Espinosa e Oldenburg. Belo Horizonte: Autêntica, 2021, Carta LXXV.
Assinale a opção que identifica corretamente a concepção espinosana de Deus.
Ente supremo cuja livre vontade supera as legislações natural e humana.
A própria natureza, processo material de produção que funciona mecanicamente.
Inteligência intrínseca da natureza cuja operação se orienta a finalidades predeterminadas.
Substância única a partir da qual todas as coisas vêm a ser de maneira determinada.
Ser dessemelhante do humano por sua natureza absolutamente transcendente.
As culturas e as religiões das sociedades humanas não são estáticas: modificam-se e adaptam-se ao longo da história. Sobre a diversidade cultural e religiosa, analisar os itens abaixo:
I. O fato de o Estado ser laico significa que as crenças religiosas não têm influência política.
II. Entre os movimentos sociais, os movimentos religiosos exercem, certamente, grandes influências na sociedade, gerando, inexoravelmente, consequências políticas.
III. Existem tanto leis regulatórias de atividades quanto leis relacionadas a costumes e fatos sociais. As religiões também regulam e tratam dos costumes e das ações dos indivíduos.
Estão CORRETOS:
Somente os itens I e II.
Somente os itens I e III.
Somente os itens II e III.
Todos os itens.
“A religião é a cisão do homem consigo mesmo: ele estabelece Deus como um ser anteposto a ele. Mas na religião o homem objetiva a sua própria essência secreta. Esta essência nada mais é do que a inteligência, a razão ou o entendimento. Deus pensado como o extremo do homem.”
Adaptado de FEUERBACH, L. A essência do cristianismo. São Paulo: Folha de S. Paulo, 2022.
Segundo o que afirma Feuerbach no trecho citado, a religião tem fundamentação:
metafísica.
social.
política.
antropológica.
instintual.
Um dos traços marcantes da Escolástica foi a necessidade que os autores desse período tiveram de provar a existência de Deus. No que tange a esse aspecto, assinale a alternativa correspondente aos pensadores que propuseram provas da existência de Deus durante o período escolástico.
Santo Tomás de Aquino e Santo Anselmo
Descartes e Christian Wolff
Guilherme de Ockham e Pascal
Pedro Abelardo e São Jerônimo
Santo Agostinho e Plotino
Preencha as lacunas e assinale a alternativa correta.
Uma das obras mais famosas da Renascença é Elogio da loucura, na qual ______________, depois de oferecer toda uma gama de graus de “loucura”, apresenta esta última na sua autenticidade como reveladora da verdade, como aquilo que rompe os véus e faz ver a comédia da vida; e o ápice da loucura, segundo este filósofo, está na ______________.
Nicolau de Cusa / douta ignorância
Michel de Montaigne / busca pelo poder
Erasmo de Rotterdam / fé em Cristo
Martinho Lutero / Sagrada Escritura
Tomás Morus / vaidade humana