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E isto porque a experiência é conhecimento dos singulares...

E isto porque a experiência é conhecimento dos singulares, e a ciência, dos universais; e, por outro lado, porque as operações e as gerações todas dizem respeito ao singular. Não é o Homem, com efeito, a quem o médico cura, se não por acidente, mas Cálias ou Sócrates, ou a qualquer um outro assim designado, ao qual aconteceu também ser homem. Portanto, quem possua a noção sem a experiência, e conheça o universal ignorando o particular nele contido, enganar-se-á muitas vezes no tratamento, porque o objeto da cura é, de preferência, o singular.


ARISTÓTELES. Metafísica. São Paulo: Abril Cultural, 1973 (adaptado).


Esse trecho pode ser usado como modelo em sala de aula, visto que o ensino da filosofia


A

deve ser pensado considerando-se a universalidade do saber e da ciência em detrimento do conhecimento do particular, do singular.


B

considera que o aprendizado do estudante é acidental, pois, assim como na Medicina, o professor se dirige a cada estudante em sua particularidade.


C

considera o estudante, ao mesmo tempo, como uma pessoa com contexto social e histórico, e como um ser humano capaz de pensar universalmente.


D

deve ser pensado como uma cura que o médico leva ao paciente, comparando a posição de não saber do estudante como uma enfermidade.