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Texto para questões de 55 a 57
A crítica de Sócrates ao saber, aparentemente negativa, tem dupla significação. De um lado, supõe que o saber e a verdade devem ser engendrados pelo próprio indivíduo. Por isso Sócrates afirma que se contenta, na discussão com outrem, em desempenhar o papel de parteiro. Ele mesmo não sabe nada e não ensina nada, mas contenta-se em questionar, e são suas questões, suas interrogações, que auxiliam seus interlocutores a parir “sua” verdade. Essa imagem nos permite entender bem que é na alma que se encontra o saber e que ao indivíduo cabe descobri-la, até que ele descubra, graças a Sócrates, que seu saber era vazio. Na perspectiva de seu próprio pensamento, Platão exprimirá miticamente essa ideia, dizendo que todo conhecimento é reminiscência de uma visão que a alma teve em uma existência anterior.
HADOT, P. O que é a filosofia antiga? São Paulo: Loyola, 1999 (adaptado).
No primeiro livro de A República, Platão apresenta a célebre afirmação de Trasímaco de que a justiça equivale ao “favorável para o mais forte”. Com o intuito de refutar a tese do sofista, Platão formula outra definição, na qual defende a
compatibilidade das estruturas assimétricas de poder com uma construção coletiva de justiça.
supremacia da corrente relativista a respeito do que é moralmente aceitável fazer perante o grupo social.
demonstração de uma noção ética oriunda das opiniões comuns das pessoas conforme o ceticismo.
defesa do monopólio da violência como elemento de justificativa para a imposição das regras morais.