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Leia o trecho do diálogo platônico A República.
– Fica sabendo que o que transmite a verdade aos objetos cognoscíveis e dá ao sujeito que conhece esse poder, é a ideia do bem. Entende que é ela a causa do saber e da verdade, na medida em que esta é conhecida, mas, sendo ambos assim belos, o saber e a verdade, terás razão em pensar que há algo de mais belo ainda do que eles. E, tal como se pode pensar corretamente que neste mundo a luz e a vista são semelhantes ao Sol, mas já não é certo tomá-las pelo Sol, da mesma maneira, no outro, é correto considerar a ciência e a verdade, ambas elas, semelhantes ao bem, mas não está certo tomá-las, a um ou a outra, pelo bem, mas sim formar um conceito ainda mais elevado do que seja o bem.
(Platão. A República, 2010)
Em A República, a chamada “analogia do Sol” sobre a natureza do bem é utilizada por Platão como
princípio físico sobre a importância da luminosidade solar.
recurso usado para legitimar leis e costumes sociais.
hábito da experiência sensível tomado como guia da ação.
conjunto de opiniões políticas para a governança da polis.
instância que dá inteligibilidade ao conhecido e orienta o intelecto.
No primeiro livro de A República, Platão apresenta a célebre afirmação de Trasímaco de que a justiça equivale ao “favorável para o mais forte”. Com o intuito de refutar a tese do sofista, Platão formula outra definição, na qual defende a
compatibilidade das estruturas assimétricas de poder com uma construção coletiva de justiça.
supremacia da corrente relativista a respeito do que é moralmente aceitável fazer perante o grupo social.
demonstração de uma noção ética oriunda das opiniões comuns das pessoas conforme o ceticismo.
defesa do monopólio da violência como elemento de justificativa para a imposição das regras morais.
Em A República, Platão constrói a sua visão sobre a justiça após assumir os desafios levantados por Trasímaco, no Livro I, e depois por Gláucon e Adimanto, no Livro II.
Em relação à discussão sobre a justiça que Platão desenvolve nessa obra, é correto afirmar que:
Platão defende que a justiça deve ser benéfica para a pessoa justa, tanto em sua relação com a sua cidade quanto em sua relação consigo mesma.
Platão admite que o argumento do Anel de Giges, apresentado por Gláucon, demonstra que a justiça nem sempre é preferível à injustiça.
Platão concorda com seus interlocutores que a origem da justiça reside na cidade, surgindo como um acordo social mutuamente benéfico.
Platão endossa a visão de Trasímaco que a justiça só será benéfica para um indivíduo fraco no contexto de uma cidade justa.
Na obra A República, Platão desenvolve a sua filosofia sobre a Cidade Ideal e a sua relação com a Justiça. Nenhuma cidade pode ser a ideal sem pensar o que é a justiça e o que constitui a sua natureza; como ela orienta as paixões e a razão, gerando a virtude e assim situando cada pessoa mediante aquilo com que ela pode contribuir na construção da cidade. Àqueles cuja virtude produz o saber das coisas práticas, cabe assumi-las e as realizar, e, assim, a Justiça se conserva na Pólis. Àqueles cuja virtude é a disciplina militar, compete-lhes a estratégia e a organização em tropas. É reservado àqueles que podem pensar a Justiça e alcançam a sua ideia o governo da Cidade e a realização da Justiça mediante o bom e correto julgamento das realidades. Sobre as realidades, Platão as distinguiu numa célebre alegoria, que está no Livro VII e que recebeu o nome de Alegoria da Caverna. Nela, uma ideia é fundamental para a compreensão da distinção que o filósofo faz dos tipos de alma que constituem o ser humano e lhe permite, mediante o seu exercício rigoroso, contemplar as coisas à luz do sol e na sua falta, satisfazer-se à projeção das chamas da fogueira; essa ideia é a de
argumentação.
educação.
contemplação.
rememoração.
especulação.
No livro VI d’A República, Platão propõe uma analogia entre o Sol e o Bem. O papel desempenhado por aquele, no terreno sensível, seria o mesmo que o desempenhado por este, no inteligível.
Ainda de acordo com essa imagem, é correto afirmar que a visão é a análoga sensível
da ideia.
do intelecto.
da verdade.
do simulacro.


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No Livro VII d’A República, Platão (428-347 a. C.) descreve a conhecida “Alegoria da Caverna”, que é fundamental para entendermos a filosofia platônica e sobre a qual se baseiam importantes discussões da Filosofia posterior. Considerando a filosofia de Platão e o Livro VII d’A República, assinale a alternativa CORRETA.
Na história descrita por Platão no Livro VII, os homens algemados no interior da caverna seriam aqueles mais esclarecidos e capazes de governar a Pólis.
As sombras no fundo da caverna representariam na alegoria apenas imagens do mundo sensível, portanto não poderiam ser tomadas como verdadeiras.
Os homens que conseguissem se soltar das algemas e conhecessem a luz do dia deveriam retornar para a caverna, pois eles teriam acessado o mundo sensível, que é verdadeiro e racional.
Para Platão, é no mundo sensível que encontramos a epistéme, já que é por meio dos sentidos que alcançamos a verdade una e imutável.
Como os fenômenos são a única verdade, o mundo das ideias existe somente porque participa do mundo dos fenômenos, sendo o mundo das ideias cópia do mundo dos sentidos.
Platão e Aristóteles pensaram quais seriam as boas e más formas de governo.
Certo
Errado
Podemos assinalar diversos acontecimentos e contextos históricos que contribuíram para a determinação histórica que engendrou a filosofia. Entretanto, em geral, os estudiosos da História da Filosofia consideram um, dentre eles, como o mais importante. Assim, a principal determinação histórica para o nascimento da filosofia, segundo a maioria dos historiadores, foi um acontecimento político, pois ele determinou o crescimento da cidade-estado, ou da pólis grega, o qual contribuiu decisivamente para o desenvolvimento da filosofia.
Refletindo sobre as afirmações acima, assinale a alternativa correta.
A intensa presença nessa cidade-estado da figura do precursor da filosofia representada pelo Mestre da Verdade, que era um poeta, um adivinho e o rei de justiça. Essa figura era considerada uma pessoa sábia e discursava para os cidadãos nas assembleias políticas. Ele era considerado uma pessoa com dons da vidência, que lhe permitia ir além da aparência sensível ou imediata das coisas. Essas capacidades serão os atributos fundamentais dos futuros filósofos
Na pólis grega, os guerreiros passaram a ter o direito da palavra. Esta palavra discursiva é diferente da palavra inspirada, mágica e eficaz. Trata-se de uma palavra compartilhada, ou seja, uma palavra-diálogo. Era uma palavra pública pronunciada numa assembleia. Todo guerreiro tinha o direito de falar e emitir suas opiniões (isegoría), porém existe uma hierarquia entre eles. A a palavra dos mais velhos, sábios ou líderes são consideradas mais confiáveis, tornando-se assim o predecessor discursivo do filósofo
A pólis grega possibilitou o aparecimento de um discurso (lógos) público, dialogal, compartilhado e decisional. Esse discurso era exercido na capacidade dos homens de emitirem juízos e, para tanto, trocarem opiniões baseadas em argumentos, os quais tinham o poder de convencer ou não, conforme suas forças, as assembleias dos cidadãos
A presença na pólis de seitas de mistérios e de iniciação mágico-religiosa, que eram formadas por grupos de amigos que buscavam a sabedoria (filosofia). Essas seitas tinham um ativo papel nas discussões e decisões políticas de suas cidades
A filosofia nasce na pólis devido ao apoio que recebeu de alguns reis ou conselhos estatais, os quais estavam interessados no desenvolvimento técnico e científico das comunidades que lideravam. O apoio aos filósofos desenvolveu uma pedagogia voltada para estes propósitos e engajando os cidadãos nesse projeto
De acordo com Chaui, os aspectos da democracia grega mais importantes para a filosofia são a inclusão dos dependentes na cidadania (mulheres, escravos e estrangeiros) e a educação, que passou a se centrar na retórica, na persuasão e na poesia.
Certo
Errado
Leia o trecho a seguir:
“– Então, disse, gerar justiça também é dispor os elementos da alma de modo que, de acordo com a natureza, entre eles haja uma relação de domínio e sujeição, mas gerar injustiça é ir contra a natureza tanto quando um governa o outro como também quando um é governado pelo outro?
– Certamente, disse.
– Ah! A virtude, pelo que se vê, seria como que saúde, beleza e boa disposição da alma, mas o vício, doença, feiura e fraqueza.
– É isso.”
(PLATÃO. A República: ou Sobre a Justiça, Diálogo Político. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2014, p. 172).
Tendo como referência este trecho do Livro IV, da obra A República, de Platão, marque a alternativa que apresenta corretamente a concepção de alma defendida pelo filósofo grego.
Platão concebeu a alma humana como uma entidade bipartida, isto é, há uma parte racional que compõe a alma e outra parte definida como concupiscente, voltada para o mundo sensível.
Segundo Platão, a alma racional é incapaz de controlar os impulsos humanos e esta situação de desiquilíbrio interno na alma gera a produção de um estado de injustiça na cidade.
Platão compreendeu a alma humana como uma entidade tripartida ‒ alma concupiscente, alma irascível e alma racional ‒, atribuindo à racional o poder de controlar as demais partes da alma.
Platão compreendeu a alma como entidade coletiva, cujo bem-estar se alcança por meio da justiça distributiva, isto é, distribuir de forma equitativa os bens materiais produzidos pela cidade para se alcançar a saúde e a beleza.


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A ideia de justiça, objeto do diálogo A República, deve ser almejada tanto na configuração da alma dos indivíduos como na construção da cidade idealizada por Platão.
Certo
Errado
O diálogo A República, no qual Platão apresentou sua utopia ou projeto para a realização de uma cidade ideal, constitui uma referência para o pensamento político ocidental.
Certo
Errado
Assim como há uma tripartição nas cidades, também as almas são tripartites, constituídas de uma parte racional, uma parte apetitiva e uma parte impetuosa.
Certo
Errado
Péricles e a democracia ateniense
Depois de sua morte [Péricles] foi ainda mais admirado pelo valor de suas previsões quanto à mesma de fato, ele havia aconselhado os atenienses a manterem uma política defensiva, a cuidarem de sua frota e a não tentarem aumentar o seu império durante a guerra. Eles, porém, agiram contrariamente a tudo isto e, mais ainda, em assuntos aparentemente alheios à guerra foram levados por ambições pessoais e cobiça a adotar política nociva a si mesmos e aos seus aliados; enquanto produziram bons resultados, tais políticas trouxeram honras e proveitos somente a cidadãos isolados, mas quando começaram a fracassar foram altamente prejudiciais a toda a cidade na condução da guerra. A razão do prestígio de Péricles era o fato de sua autoridade resultar da consideração de que gozava e de suas qualidades de espírito, além de uma admirável integridade moral; ele podia conter a multidão sem lhe ameaçar a liberdade, e conduzi-la ao invés de ser conduzido por ela, pois não recorria à adulação com o intuito de obter a força por meios menos dignos; ao contrário, baseado no poder que lhe dava a sua alta reputação, era capaz de enfrentar até a cólera popular. Assim, quando via a multidão injustificadamente confiante e arrogante, suas palavras a tornavam temerosa, e quando ela lhe parecia irracionalmente amedrontada, conseguia restaurar-lhe a confiança. Dessa forma. [...]
(Filosofia Política/Política e Democracia TUCIDIDES. História da Guerra do Peloponeso, Livro II. In PLATÃO. A República. Livro VII. Brasilia, Ed. Univ. de Brasília, 1985, p. 88-89.In.: ARANHA, 2016.)
Também conhecido como a “Idade de Ouro de Atenas”, ou Período Clássico, foi uma época histórica de grande desenvolvimento da cidade de Atenas. Este período corresponde ao século V a.C. da história da Grécia Antiga, principalmente aos anos em que Péricles governou Atenas. Péricles, entre várias das suas ações, foi o responsável:
Pela permissão da participação de cidadãos atenienses e filhos de atenienses e maiores de 21 anos nas assembleias, onde se decidiam, praticamente, todos os âmbitos da vida social de Atenas.
Por mandar fazer grandes obras públicas, como o Partenon, o Propileus e a Muralha Longa. Além disso, defendeu a meritocracia e aperfeiçoou o sistema político implantado pelo legislador Clístenes.
Por decretar o fim da escravidão por dívidas e a libertação de todo ateniense que fosse alvo dessa prática. Além disso, dividiu a população em faixas de renda e criou novas instituições políticas como a Bulé e a Eclésia.
Pela transformação das estruturas políticas sociais e econômicas da cidade-estado Atenas, tendo instituído o ostracismo, que era a suspensão dos direitos políticos do cidadão ateniense quando ocorria um desrespeito à democracia.
Platão se tornou o principal influenciador dos filósofos présocráticos, e também dos sofistas, com sua doutrina das ideias, herdada do orfismo e dos pensadores egípcios.
Certo
Errado


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A justiça na cidade é a harmonia entre as suas partes, de forma que cada qual cumpra com sua função; entretanto, nas almas, a justiça corresponde a determinações advindas da metempsicose.
Certo
Errado
De acordo com seus conhecimentos a respeito do pensamento dos primeiros filósofos gregos, considere as proposições e responda:
I – Um dos temas recorrentes a filosofia de Sócrates, Platão e Aristóteles é a ética.
II – Platão afirmava que o mundo é organizado por ideias ou essências.
III – Com Sócrates tem início um tipo de filosofia fundamental que se tornou conhecida como patrística.
IV – O desenvolvimento da política grega, entendida como discurso de convencimento contribuiu para o surgimento da filosofia.
Dos itens acima:
Apenas os itens I e II estão corretos.
Apenas os itens II e III estão corretos.
Apenas os itens I, II e IV estão corretos.
Apenas os itens II, III e IV estão corretos.
Todos os itens estão corretos.
“O ser político, o viver numa pólis, significava que tudo era decidido mediante palavras e persuasão, e não através de força e violência. Para os gregos, forçar alguém mediante violência, ordenar ao invés de persuadir, eram modos pré-políticos de lidar com as pessoas, típicos da vida fora da pólis, característicos do lar e da vida em família, na qual o chefe da casa imperava com poderes incontestes e despóticos.”
(Arendt, 1999.)
Tendo em vista os pensamentos políticos e éticos de Platão e Aristóteles, analise as afirmativas a seguir.
I. Segundo Platão, há convicção de que a virtude se identifica com a sabedoria; e o vício com a ignorância. A virtude, portanto, pode ser aprendida.
II. De acordo com Platão, reaparece a ideia de que o sábio é o único capaz de se soltar das amarras que o obrigam a ver apenas sombras.
III. De acordo com Aristóteles, tudo o que fazemos é determinado pela condição humana que nos torna fadados ao mal e decepcionados com os outros.
IV. As pessoas comuns não podem desejar ou aspirar ao saber, uma vez que ele é destinado aos membros da seleta casta dos religiosos.
Está correto o que se afirma apenas em
I.
III.
I e II.
III e IV.
A cidade é por natureza anterior à família e a cada um de nós, individualmente considerado; é que o todo é, necessariamente, anterior à parte.
Aristóteles. A Política. Vega, 1998, p. 26. Disponível em <
http://www.dhnet.org.br/direitos/anthist/marcos/hdh_aristotele
s_a_politica.pdf> acesso em 28 Set. 21.
Inspirado (a) pelo texto acima, somado com seus conhecimentos sobre o assunto, relacione corretamente as colunas conforme algumas asserções conceituais de Aristóteles implicadas em “polis/política” na obra A Política:
1. CIDADE.
2. COMUNIDADE.
3. O HOMEM.
4. FAMÍLIA.
5. ALDEIA.
a. É uma certa forma de comunidade.
b. É uma comunidade formada de acordo com a natureza.
c. É por natureza, um ser vivo político.
d. Constituída em vista de algum bem.
e. É a primeira comunidade formada por várias famílias.
1d, 2a, 3b, 4c, 5e
1b, 2e, 3c, 4d, 5a
1e, 2b, 3a, 4d, 5c
1d, 2e, 3c, 4a, 5b
1a, 2d, 3c, 4b, 5e
Como metáfora, o conceito de tábula rasa foi utilizado por Aristóteles (em oposição a Platão) e difundido principalmente por Alexandre de Afrodísias, para indicar uma condição em que a consciência é desprovida de qualquer conhecimento inato — tal como uma folha em branco, a ser preenchida. Esta ideia continuou a ser desenvolvida pela filosofia da Grécia Antiga; a epistemologia da escola estoica enfatiza que a mente inicia vazia, mas adquire conhecimento à medida que o mundo exterior impressiona.
Disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/T%C3%A1bula_rasa
Na modernidade, opondo-se ao racionalismo cartesiano, um novo filósofo negou a possibilidade de termos nascido com esquemas mentais que nos dão informações sobre o mundo. Em vez disso, defendeu a ideia de que o conhecimento é criado através da experiência, com a sucessão de eventos que vivemos, o que deixa um resíduo em nossas memórias.
O ser humano é como uma entidade que existe sem nada em mente, uma tabula rasa em que não há nada escrito.
Indique abaixo o filósofo e a ideia que ele defendia, respectivamente:
Soren Kierkegaard – existencialismo.
René Descartes – Racionalismo.
David Hume – empirismo.
Immanuel Kant – Idealismo.
Jonh Locke – empirismo.