Questões de Concurso sobre Platão

 
 
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Leia o trecho de diálogo a seguir para responder à questão.


Teeteto: Ah sim, Sócrates. Na verdade, uma vez ouvi alguém fazer essa distinção. Eu me esquecera disso, mas agora me lembro. Dizia ele que o conhecimento é a opinião verdadeira associada ao discurso racional, mas que a opinião verdadeira dissociada da explicação racional sai do âmbito do conhecimento; e que matérias que carecem de uma explicação racional são incognoscíveis [...] enquanto aquelas que contam uma explicação racional são cognoscíveis”


Fonte: (PLATÃO. Teeteto. In: ____. Diálogos I. Tradução e notas Edson Bini. Bauru: Edipro, 2007. Coleção Clássicos Edipro. p. 139).


Neste trecho do diálogo entre Sócrates e Teeteto, Platão apresenta três elementos explicativos que, juntos, caracterizam a definição clássica de conhecimento. A saber, esses elementos são


A

certeza, verdade e memória.


B

realidade sensível, formas e participação.


C

opinião, verdade e justificação racional.


D

sentidos, razão e entendimento.


E

conjecturas, experimentação e refutação.

E se lhe fosse necessário julgar daquelas sombras em competição com os que tinham estado sempre prisioneiros, no período em que ainda estava ofuscado, antes de adaptar a vista – e o tempo de se habituar não seria pouco – acaso não causaria o riso, e não diriam dele que, por ter subido ao mundo superior, estragara a vista, e que não valia a pena tentar a ascensão? E a quem tentasse soltá-los e conduzi-los até em cima, se pudessem agarrá-lo e matá-lo, não o matariam?


PLATÃO. A República. São Paulo: Fundação Calouste Gulbenkian, 1987.


Com base no Mito da caverna, um professor propôs uma atividade em que os estudantes deveriam responder à seguinte problemática: libertar-se ou ser libertado? As respostas seriam postadas em uma plataforma interativa e expostas em tempo real perante toda a turma, a fim de suscitar interação, debate e embate de ideias. Ao relacionar o pensamento de Platão ao uso de TDICs, esse professor


A

possibilitou a ideia de que uma vida segura e limitada permite a compreensão da verdade.


B

enfatizou a unidade de conhecimento como o projetado nas paredes da caverna.


C

promoveu a reprodução de ideias de liberdade preestabelecidas e, portanto, mais convincentes para a turma.


D

estimulou a reflexão e a expressão autônoma sobre a ideia e a vivência de um problema filosófico.

No diálogo Eutidemo, Platão, descrevendo os irmãos sofistas Eutidemo e Dionisodoro, afirma que eles possuem a habilidade de “brandir palavras como suas armas e de refutar quaisquer argumentos, não importa se verdadeiros ou falsos”. Mais adiante, vemos Dionisodoro provando ao jovem Ctesipo que seu pai é um cachorro:


Dionisodoro: “Simplesmente me responde: tens um cão?“

Ctesipo: “Sim“ [...]

Dionisodoro: “E ele tem filhotes?“

Ctesipo: “Sim” [...]

Dionisodoro: “Então esse cão é o pai deles?“

Ctesipo: “Certamente“ [...]

Dionisodoro: “Ora, o cão não é teu?“

Ctesipo: “Certamente“ [...]

Dionisodoro: “Portanto, considerando-se que ele é um pai e é teu, o cão passa a ser teu pai, e tu um irmão de

filhotes de cão, não é mesmo?”


Fonte: (PLATÃO. Eutidemo. In: ____. Diálogos II. Tradução e notas Edson Bini. São Paulo: Edipro, 2016. Coleção Clássicos Edipro. p. 174 e p. 220- 221, respectivamente).


Esse modo de discurso, muitas vezes empregado pelos sofistas, representava um problema para os filósofos atenienses daquele período histórico, já que muitas vezes era utilizado para inibir um diálogo legitimamente filosófico sobre o que se propunha debater. Marque a opção que caracteriza corretamente a forma de debater dos irmãos Eutidemo e Dionisodoro.


A

Discurso sofístico: visa promover as virtudes cívicas mais estimadas. Lida com preocupações políticas e evita tratar de temas mais abstratos como a verdade ou o conhecimento.


B

Discurso cínico: ataca os valores aceitos pela sociedade e promove uma vida mais simples e natural, mais próxima à vida de outros animais, por exemplo, dos cães.


C

Discurso erístico: tem por objetivo vencer um debate através do jogo de palavras e da distorção de significados, visando impressionar os ouvintes. Não possui compromisso com a verdade ou com o saber.


D

Discurso poético: procura educar e inspirar os ouvintes, transmitindo valores, tradições e mitos. Considerava-se que ia além da arte, alcançando o transcendente e uma conexão com o divino.


E

Discurso dramático: intenciona comover e chocar a plateia, levando os interlocutores a examinar as vicissitudes da condição humana e sua relação com a pólis, o sobrenatural e o destino.

No passo 558 b/c da República, Platão escreve:


“E a indulgência, não a mesquinharia, qualquer que seja, e o desprezo de tudo que tão seriamente dizíamos quando estávamos fundando a cidade, isto é, quando dizíamos que, a menos que tenha uma natureza superior, jamais será um homem bom quem, já desde a infância, não tenha brincado no meio de coisas belas e só se tenha ocupado com belas atividades? Com que soberba a democracia calca aos pés tudo isso, sem preocupar-se com que estudos se preparou quem busca a prática da política, enquanto, para conceder-lhe honras, basta que seja benevolente com o povo.”


(PLATÃO. A República. Tradução de Anna Lia Amaral de Almeida Prado. São Paulo: Martins Fontes, 2006, pp 327 - 328.).


No fragmento, há uma crítica baseada na noção de que a democracia desconsidera


A

a organização política que tem o poder de determinar papéis sociais aos cidadãos.


B

o fato de que a alma justa é a mais feliz possível e, consequentemente, mais benevolente.


C

a parte racional da alma que tem também desejos próprios e deve ser governada.


D

o entendimento de que os seres humanos, individualmente, não são autossuficientes.

Aristóteles, assim como Platão, também apresentou uma sequência de formas de governo. Demonstrando uma concepção de história diferente daquela propalada na Modernidade, o pensamento político aristotélico aponta um grande ciclo de formas de governo, que apresenta a seguinte ordem hierárquica, da melhor forma para a pior forma:


A

Monarquia, aristocracia, politia, democracia, oligarquia, tirania.


B

Tirania, oligarquia, democracia, politia, aristocracia, monarquia.


C

Democracia, aristocracia, monarquia, politia, oligarquia, tirania.


D

Timocracia, monarquia, oligarquia, tirania, poliarquia, diarquia.


E

Monarquia, democracia, aristocracia, oligarquia, politia, tirania.

A democracia é, como o próprio nome indica, a forma de governo na qual o povo exerce o poder político. Ora, o povo, viu-se, tem como grau de conhecimento máximo o conhecimento que Platão designa de opinião [...]. Assim, a rigor, a democracia é precisamente a forma de governo na qual a opinião pública é livre para se realizar, por assim dizer.


COMPARINI, Julio de Souza; NUNES, Silvio Gabriel Serrano; TOMELIN, Georghio Alessandro. Democracia e opinião pública em Platão. Cadernos de Ética e Filosofia Política, São Paulo, v. 42, n. 2, p. 40–54, 2º sem. 2023.


Segundo o texto, o fundamento da crítica de Platão à democracia está na


A

liberdade desmedida frente às normas que regulam a vida cívica.


B

escolha de governantes sem tradição política ou prestígio social.


C

ausência de alternância institucional no exercício do poder.


D

tensão entre igualdade política e hierarquia filosófica.


E

prevalência da doxa sobre a razão na vida pública.

Leia o trecho do diálogo platônico A República.


– Uma vez que os filósofos são aqueles que são capazes de atingir aquilo que se mantém sempre do mesmo modo, e que aqueles que o não são, mas que se perdem no que é múltiplo e variável, não são filósofos, qual das duas espécies é que de ser chefe da cidade?


(Platão. A República, 2010)


Segundo o critério estabelecido por Platão, os filósofos devem ser modelo de governantes porque


A

exercem a retórica para persuadir os cidadãos a seguir as leis.


B

acumulam experiência prática nos negócios públicos e militares.


C

preservam a tradição mítica e religiosa como base da unidade política.


D

possuem a capacidade de orientar a política segundo princípios universais.


E

representam a maioria da população e garantem legitimidade democrática.

Leia o trecho do diálogo platônico A República.


– Fica sabendo que o que transmite a verdade aos objetos cognoscíveis e dá ao sujeito que conhece esse poder, é a ideia do bem. Entende que é ela a causa do saber e da verdade, na medida em que esta é conhecida, mas, sendo ambos assim belos, o saber e a verdade, terás razão em pensar que há algo de mais belo ainda do que eles. E, tal como se pode pensar corretamente que neste mundo a luz e a vista são semelhantes ao Sol, mas já não é certo tomá-las pelo Sol, da mesma maneira, no outro, é correto considerar a ciência e a verdade, ambas elas, semelhantes ao bem, mas não está certo tomá-las, a um ou a outra, pelo bem, mas sim formar um conceito ainda mais elevado do que seja o bem.


(Platão. A República, 2010)


Em A República, a chamada “analogia do Sol” sobre a natureza do bem é utilizada por Platão como


A

princípio físico sobre a importância da luminosidade solar.


B

recurso usado para legitimar leis e costumes sociais.


C

hábito da experiência sensível tomado como guia da ação.


D

conjunto de opiniões políticas para a governança da polis.


E

instância que dá inteligibilidade ao conhecido e orienta o intelecto.

Leia o quadro a seguir:


- Jovem ateniense de família aristocrática;

- Praticante notável de esportes e interessado por política;

- Escreveu os diálogos socráticos, as principais fontes de conhecimento sobre os pensamentos de seu professor;

- Fundou a Academia, instituição de ensino de Filosofia e Política para os jovens atenienses;

- Fundou o Idealismo, doutrina filosófica que atribui ao conhecimento meramente racional e às Ideias a centralidade na busca pela verdade sem possibilidade de erro;

- Caráter concupiscível: mais ligado à liberdade e aos desejos, é o caráter de pessoas mais afeitas ao trabalho manual e artesanal;

- Caráter irascível: por serem dominadas por impulsos de raiva, essas pessoas estariam aptas ao serviço militar;

- Caráter racional: esse tipo de caráter estaria, mais próximo da racionalidade e, concomitantemente, da justiça, o que conferiria às pessoas que o têm a capacidade de governar, ou seja, de atuar na política.


O trecho acima relaciona-se com o seguinte Filósofo Antigo:


A

Diógenes.


B

Aristóteles.


C

Platão.


D

Sócrates.


E

Epicuro.

O trecho a seguir foi selecionado do início do Livro VII da República de Platão e descreve o que poderia acontecer ao escravo que havia escapado de uma certa caverna, caso decidisse retornar ao espaço subterrâneo:


“- Se, naquele tempo, entre eles [os prisioneiros que permaneceram na caverna] havia honras, louvores e também prêmios concedidos a quem observasse com um olhar mais aguçado os objetos que desfilassem diante deles e se lembrasse melhor do que costumava vir antes, depois ou simultaneamente e, a partir disso, tivesse mais capacidade para adivinhar o que estivesse por vir, na tua opinião, não achas que ele [o prisioneiro liberto que retorna à caverna] cobiçaria essas recompensas e invejaria os que entre eles fossem honrados e tivessem poder? Ou achas que ele passaria pela experiência de que fala Homero e preferiria, no trabalho da terra, sendo escravo de outro homem sem posses, sofrer qualquer coisa que fosse, a ter aquelas opiniões e viver daquela maneira?

- É assim, disse ele, que eu penso. Estaria mais disposto a sofrer o que fosse que a viver daquele modo.

- Reflete sobre isto! disse eu. Se, de novo, esse fulano descesse e se sentasse naquele mesmo local, não ficaria com os olhos toldados pela escuridão ao sair de repente do sol?

- É bem isso que aconteceria, disse.

- E se ele, a respeito da significação daquelas sombras precisasse competir com os que continuavam como prisioneiros, no momento em que sua visão estivesse fraca e antes que seus olhos estivessem bem - e esse tempo de acomodação não seria muito curto -, será que não seria motivo de riso? Não diriam dele que, tendo ido lá para cima, tinha voltado com os olhos lesados e que não valia a pena nem mesmo tentar ir até lá? E a quem tentasse libertá-los e conduzi-los lá para cima, se de alguma forma pudessem segurá-lo com suas mão e matá-lo, eles não o matariam?

- É bem isso que faria, disse”.


Fonte: (PLATÃO. A república. Tradução Anna Lia Amaral de Almeida Prado. São Paulo: Martins Fontes, 2006. p. 270).


Ao analisarmos os sentidos que podem ser hauridos da Alegoria da Caverna, com especial atenção à motivação do possível regresso do escravo, podemos afirmar que ele retornaria à caverna


A

para entender como os outros são mantidos ali e quem são seus algozes, para que possa incitar os prisioneiros a se rebelar contra seus captores.


B

devido à forte luminosidade na superfície que ofende seus olhos e o forçaria a retornar ao subterrâneo.


C

para divulgar seus ensinamentos e formar discípulos, por acreditar ser necessário salvar as almas daqueles que ainda se encontram perdidos na escuridão.


D

por compaixão para com os que ainda estão sendo manipulados e por entender que possui uma responsabilidade tanto pedagógica quanto política de ajudar e liderar os demais.


E

para ensinar a virtude, utilizando seus conhecimentos para impressionar os demais e, dessa forma, conseguir alunos dispostos a pagar por sua sabedoria.

Norberto Bobbio lembra que “[...] Platão identifica as peculiaridades morais – isto é, os vícios e as virtudes – das respectivas classes de dirigentes”. No pensamento platônico, isso é importante porque correlaciona o tipo de indivíduo à sua forma de governar, de modo que suas características pessoais afetam o ambiente social como um todo. Sobre o tema, analise o trecho abaixo:


“[...] é severo com os criados, mas não deixa de ter consciência deles, como quem recebeu uma educação perfeita; é brando para com os homens livres, submetendo-se inteiramente à autoridade; desejoso do comando, amante das honrarias, aspira a comandar não pela virtude das suas palavras, ou por outra qualidade qualquer do mesmo gênero, mas sim pela sua atividade bélica, pelo talento militar; terá igualmente a paixão da ginástica e da caça” (549a).


O tipo de governante a que o trecho se refere é o:


A

Timocrático.


B

Aristocrático.


C

Democrático.


D

Oligárquico.


E

Tirânico.

A cidade justa é governada pelos filósofos, administrada pelos cientistas, protegida pelos guerreiros e mantida pelos produtores. Cada classe cumprirá sua função para o bem da pólis, racionalmente dirigida pelos filósofos. Em contrapartida, a cidade injusta é aquela onde o governo está nas mãos dos proprietários — que não pensam no bem comum da pólis e lutarão por interesses econômicos particulares.


CHAUÍ, M. Convite à filosofia. São Paulo: Ática, 2000.


O texto apresenta a estrutura de governo da cidade ideal pensada por Platão, que postula uma indissociabilidade entre


A

cognoscência e relação intersubjetiva.


B

mitologia e teorias cosmogônicas.


C

cidadania e primazia da retórica.


D

moralidade e virtudes cardeais.


E

ética e exercício do poder.

Na República, Platão propõe um modelo educativo que visa à formação dos governantes da cidade ideal. Esse modelo baseia-se em uma educação progressiva e seletiva, estruturada para conduzir os indivíduos mais aptos ao conhecimento do Bem. Considerando a concepção platônica de educação, assinale a alternativa INCORRETA.


A

A educação platônica é concebida como um processo dialético que conduz a alma do sensível ao inteligível, culminando na contemplação da Ideia do Bem.


B

O papel da música e da ginástica na primeira fase da educação platônica é utilitário, servindo apenas para fortalecer o corpo e disciplinar os costumes, sem conexão com a formação moral e intelectual.


C

A seleção dos governantes ocorre por meio de um longo percurso educacional, no qual aqueles que demonstram maior capacidade racional avançam progressivamente até o estudo da dialética.


D

A matemática desempenha um papel central na educação dos filósofos, pois permite à alma desprender-se do mundo sensível e exercitar o pensamento abstrato necessário para a apreensão das Formas.


E

O mito da caverna, apresentado no Livro VII da República, ilustra o percurso educativo, desde a ignorância e a opinião até o conhecimento verdadeiro, obtido pela ascensão à luz da verdade.

A teoria do conhecimento de Platão está diretamente relacionada à sua ontologia e à distinção entre o mundo sensível e o mundo inteligível. Considerando essa teoria, assinale a alternativa que melhor expressa o papel da dialética na obtenção do conhecimento verdadeiro.


A

A dialética é o método de investigação filosófica que permite à alma ascender do conhecimento sensível à apreensão das Formas, culminando na contemplação da Ideia do Bem.


B

A dialética, segundo Platão, consiste na arte de argumentação persuasiva, por meio da qual se alcança a verdade relativa e se constrói o consenso entre os interlocutores.


C

A prática dialética se restringe à refutação das opiniões incorretas (elenchos), sem oferecer um caminho positivo para o conhecimento das realidades eternas.


D

O papel da dialética na teoria do conhecimento platônica é demonstrar a dependência da realidade inteligível em relação ao mundo sensível, garantindo a validade dos conhecimentos empíricos.


E

Platão define a dialética como um método subordinado à matemática, uma vez que a apreensão do inteligível ocorre exclusivamente por meio do raciocínio quantitativo.

Os princípios da Filosofia socrático-platônica se opõem ao estilo de pensar dos sofistas. Apesar do conhecido embate, a apresentação do pensamento e procedimento sofísticos na sala de aula permite aos estudantes o


A

desenvolvimento de atividades de argumentação focadas na persuasão alheia por meio do discurso eficaz.


B

exercício de categorização de conceitos e formulações lógicas de proposições alinhados ao modelo dedutivo de ciência.


C

diálogo reflexivo para o reconhecimento das contradições para a busca de coerência entre pensamento e ação conforme o ser.


D

treino discursivo de modelo dialético para o alcance do conhecimento da verdade e da realidade em consonância com a metafísica.

Leia com atenção o texto a seguir:


Praticamente todos os textos de Platão forma escritos em forma de ______________ e chegaram quase que integralmente até os filósofos posteriores.


Para Platão, a filosofia deveria ter como ponto de partida __________________. Através da análise crítica o filósofo buscaria superar as opiniões divergentes e estabelecer o consenso, que não seria atingido por nenhuma revelação divina, inspiração misteriosa ou autoridade exterior.


Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.


A

cartas • os discursos públicos


B

poesias • o exercício reflexivo


C

salmos • a aplicação de método


D

alegorias • a dúvida metódica


E

diálogos • o senso comum

Platão olhava com admiração para a forma de organização política de Esparta, embora fosse crítico ao fato de essa cidade honrar mais os guerreiros do que os sábios. A forma de governo espartana era, para Platão, a mais próxima da república ideal e caracterizava-se por ser uma:


A

Diarquia.


B

Timocracia.


C

Tirania.


D

Sofocracia.


E

Monarquia.

A noção de virtude grega é caracterizada por não comportar um sentido apenas moral. Assim, a análise desse conceito não se restringe somente ao campo da ética. Sócrates, no diálogo platônico “Mênon”, assume a posição sobre a natureza da virtude. Na obra, sustenta-se que a virtude:


A

Pode ser ensinada por meio da filosofia.


B

Se notabiliza pela adoração aos deuses.


C

É o justo meio entre dois extremos, em que um, é falta e, o outro, excesso.


D

É algo próprio daqueles que, por sua excelência, não podem ser escravizados.


E

Não pode ser ensinada, pois é algo que pertence à nossa natureza.

Agostinho de Hipona foi um dos principais introdutores da filosofia de Platão no ambiente intelectual e religioso do cristianismo.


É um ponto de divergência entre os filósofos.


A

a centralidade da virtude como caminho para a felicidade.


B

a continuidade da alma após a morte física.


C

a origem e o papel do mal na existência.


D

a existência de um mundo transcendente.


E

a possibilidade de atingir a perfeição moral na vida terrena.

De acordo com a Teoria das Ideias de Platão, é correto afirmar que


A

a matemática possibilita um conhecimento puramente inteligível.


B

a Doxa é inerente ao conhecimento inteligível.


C

o conhecimento sensível é o primeiro grau do intelecto.


D

o exercício da mania leva à contemplação das ideias verdadeiras.

 
 
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