Questões de Concurso sobre Filosofia Política

 
 
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De acordo com Marx, o capitalismo criou uma classe revolucionária, a qual, em virtude de suas condições de existência, deve se organizar para, no momento oportuno, fazer a revolução social rumo ao socialismo. Essa classe revolucionária que, pela definição do filósofo, é a classe de trabalhadores assalariados modernos que, destituídos dos meios de produção, se veem obrigados a vender sua força de trabalho para poder existir. Trata-se:


A

da burguesia.


B

do proletariado.


C

do capitalista.


D

do assalariado.

O pensamento filosófico sobre o que é o político trata sobre as relações de poder, não um poder sobre a natureza, o cosmos e os elementos que constituem o mundo. O poder a que nos referimos no pensamento político é aquele que manifesta o que ocorre nas relações entre as pessoas. Ao longo da tradição da filosofia política, o olhar e a interpretação sobre o poder versou sobre pontos distintos, embora não excludentes entre as diversas fundamentações teóricas acerca do exercício do poder. Compete àquele que exerce o poder a sua identificação com o Estado; pelo modo como governa, são representados os interesses do Estado e a necessária estabilidade das instituições. A filosofia política, portanto, nomeou tanto as formas de governo, em quantidade e qualidade dos que governam, e sua nomenclatura, quanto aquilo que pressupôs dos instrumentos qualitativos para as suas definições e os fundamentos das suas degenerações, segundo o que percebeu da maneira como as ações humanas podem degenerar e corromper a estabilidade do governo. Assim, a filosofia formulou e legou ao pensamento político uma


A

heptaclassificação das formas de governo, em que as três formas perfeitas geram uma forma sublime sem aumentar o número das formas degeneradas.


B

tripartição dos poderes, sendo todos eles positivos na sua forma perfeita, embora recaia sobre a democracia a imperfeição de realização.


C

hexaclassificação das formas de governo, sendo três as formas perfeitas e três as suas possíveis degenerações.


D

separação dos poderes, de modo que desenha uma pirâmide das estruturas de poder e a quem compete assumir qual posição na estratificação apresentada.


E

pentaclassificação do poder, em que as formas perfeitas são duas, a monarquia e a aristocracia, ao passo que a democracia sempre tende mais rápido para a sua degeneração.

“Submetendo-se cada um a todos, não se submete a ninguém em particular, e como não há um associado sobre o qual não se adquira o mesmo direito que se cede sobre si próprio, ganha-se equivalência de tudo o que se perde e maior força para conservar o que se possui”.


O trecho acima apresenta uma concepção de poder político que se fundamenta na noção de contrato. Essa concepção específica de contrato é apresentada em qual obra?


A

Os seis livros da república, de Jean Bodin.


B

Leviatã, de Thomas Hobbes.


C

Segundo tratado sobre o governo civil, de John Locke.


D

Do contrato social, de Jean-Jacques Rousseau.


E

À paz perpétua, de Immanuel Kant.

No livro “Necropolítica”, Achille Mbembe afirma que “a expressão máxima da soberania reside, em grande medida, no poder e na capacidade de ditar quem pode viver e quem deve morrer.”


Com base nessa formulação, o que caracteriza o conceito de necropolítica?


A

A necropolítica é uma política cujo pressuposto é a dinâmica decisória sobre quem pode viver e quem deve morrer, tratando certos grupos sociais como descartáveis ou “vidas matáveis”.


B

A necropolítica é uma forma de organização democrática que busca garantir igualdade de direitos entre os cidadãos, inclusive quanto aos cidadãos mortos. Daí seu caráter de resgate da verdade real.


C

O conceito refere-se à exclusão econômica causada pelo livre mercado e sua estratégia neoliberal, sem relação direta com violência ou morte.


D

Necropolítica é a substituição completa da política pela tecnologia e inteligência artificial, apenas máquinas mortas como meio do poder.


E

O termo descreve historicamente os efeitos do colonialismo no século XIX, sem conexão com o mundo contemporâneo.

É bastante comum a confusão entre termos como “Estado”, “governo”, “poder”, “partido” e “política”. Quanto ao termo “governo”, assinale a alternativa que apresenta a definição mais adequada.


A

Direção e administração do poder público; efetivação administrativa de programas e projetos que uma parte da sociedade propõe para o todo que a compõe.


B

Conjunto de instituições permanentes; órgãos e entidades que são ocupados de forma revezada e temporária.


C

Algo que, nas democracias liberais, é dividido em Executivo, Legislativo e Judiciário.


D

Conjunto de ideias que conformam certa visão de mundo, de modo a diagnosticar seus problemas e propor soluções para eles.


E

Agremiação que se forma, em uma democracia, com a finalidade de defender certo programa e disputar eleições.

Dentro da filosofia política moderna, o naturalismo se constitui como uma corrente que visa compreender a organização política e social a partir de princípios considerados naturais ou universais. Com base no exposto, assinale a alternativa correta sobre o conceito de naturalismo na política.


A

O naturalismo na política sustenta que as instituições e as estruturas de poder devem ser fundamentadas em leis naturais e imutáveis, que regulam a convivência humana e a organização social.


B

O naturalismo defende que o poder político é resultado exclusivo de um contrato social, sem nenhuma relação com leis naturais ou princípios universais.


C

O naturalismo propõe que as estruturas políticas surgem de um consenso social histórico, desvinculado de qualquer princípio natural ou universal.


D

O naturalismo considera a política uma construção puramente subjetiva, dependendo exclusivamente da percepção individual e do contexto cultural.


E

O naturalismo afirma que a organização política deve se basear apenas em valores culturais específicos de cada sociedade, sem referência a princípios universais.

Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando os tipos de liberalismo às suas respectivas definições.


Coluna 1


1. Liberalismo clássico.

2. Liberalismo social.

3. Neoliberalismo.


Coluna 2


( ) Busca restringir a ação do Estado ao policiamento, à justiça e à defesa nacional.

( ) Busca a separação entre Estado e sociedade e deriva de conquistas históricas da burguesia, como aquelas oriundas da Revolução Gloriosa (1688-1689).

( ) Busca ampliar a igualdade de oportunidades e atenuar as consequências da economia de livre mercado, como aquelas sentidas após a quebra da bolsa de 1929.

( ) Busca introduzir liberdades jurídicas, de que o maior exemplo é o instrumento do habeas corpus.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:


A

3 - 2 - 1 - 1.


B

1 - 1 - 2 - 2.


C

3 - 3 - 2 - 2.


D

3 - 1 - 2 - 1.


E

2 - 1 - 3 - 3.

Leia a estrofe da música Admirável chip novo, da cantora baiana Pitty:



Pense, fale, compre, beba

Leia, vote, não se esqueça

Use, seja, ouça, diga


Tenha, more, gaste, viva

Pense, fale, compre, beba

Leia, vote, não se esqueça


Use, seja, ouça, diga


Não, senhor, sim, senhor

Não, senhor, sim, senhor


PITTY. Admirável chip novo. [S.l.]: Deckdisc, 2003. 1 CD (3 min 38 s), estéreo. Faixa do álbum Admirável Chip Novo.


As frases no imperativo indicam


A

uma ideologia oriunda dos princípios tradicionais da sociedade.


B

uma coerção sofrida pelo indivíduo que pertence ao sistema.


C

uma coerção deliberada e aceita pelo indivíduo dentro da sociedade.


D

uma forma de agir, pensar ou se comportar de forma livre.


E

um modo de pensar e agir configurado em nosso livre-arbítrio.

Analise o trecho a seguir, da apresentação da obra “A Ideologia Alemã, de Marx e Engels”:


“Ao construir sua teoria – na luta constante para marcar uma clara delimitação em relação à presença monstruosa de um sistema de pensamento tão tentador como o hegeliano –, Marx e Engels concentraram o combate teórico inicial em uma diferenciação em relação aos pressupostos idealistas de Hegel. Na diferenciação com o ‘saber absoluto’, os dois filósofos revelam a natureza do seu materialismo, que remete para a produção e a reprodução das condições de existência dos homens. Dela decorrem as relações dos homens com a natureza e com suas formas de organização social, isto é, dos sujeitos com o que lhes aparece como a objetividade do mundo. Uma forma específica de apropriação da natureza determina as formas de organização social e a consciência. A apreensão do significado que as formas de reprodução da vida têm para a existência humana representa a primeira grande formulação do materialismo dialético para a compreensão da história e da consciência humana. A cada estado de desenvolvimento das formas de produção material da sua existência correspondem formas específicas de estruturação social, além de valores e formas de apreensão da realidade.

Destacar esse papel de pressuposto incontornável da produção da vida material significa, ao mesmo tempo, colocar o trabalho no centro das condições de vida e consciência humana” (Sader, 2007).


Com base no trecho acima e nos fundamentos do materialismo histórico-dialético, analise as assertivas a seguir:


I. A crítica marxista ao idealismo hegeliano se dá principalmente por meio da negação da dialética como método especulativo e da sua substituição por uma metodologia empírica baseada na observação das leis naturais.

II. A categoria “trabalho” aparece como a mediação fundamental entre o ser humano e a realidade objetiva, sendo o elemento que possibilita compreender tanto a estrutura social quanto as formas de consciência.

III. A concepção marxista rompe com a perspectiva hegeliana ao afirmar que a consciência dos indivíduos determina sua existência, o que fundamenta a centralidade do sujeito na história.

IV. A historicidade do ser humano está enraizada na capacidade de transformar a natureza por meio do trabalho, e de transmitir material e simbolicamente essas transformações às gerações futuras.

V. A crítica marxista à alienação assume que o trabalho, ao invés de ser a expressão da humanidade do sujeito, torna-se uma atividade estranhada, pois o homem não se reconhece naquilo que produz.


Quais estão corretas?


A

Apenas I, II e IV.


B

Apenas I, III e V.


C

Apenas II, III e IV.


D

Apenas II, IV e V.


E

Apenas III, IV e V.

A Pólis não é apenas a Cidade-Estado no sentido geográfico e demográfico, mas é a unidade espiritual de formação do cidadão, enquanto indivíduo moral não separado do todo, do cosmos que ela é, de modo que a vida pública é vida ética e a escolha do modo de vida é a manifestação das virtudes que orientam essa vida. A ética dos antigos gregos busca relacionar de maneira inseparável a condução da vida pública com os princípios morais que a orientam e, para tal, em relação a essa vivência integrada, na boa disposição entre as coisas necessárias e as coisas passageiras, o indivíduo moral é o mesmo que o indivíduo político e desenvolve no contexto da sua práxis a


A

imperturbabilidade da alma (ataraxia).


B

felicidade (eudaimonia).


C

arte (techné).


D

inteligência prática (phronesis).


E

magnanimidade (megalopsiquia).

O direito não é a justiça. O direito é o elemento do cálculo, é justo que haja um direito, mas a justiça é incalculável, ela exige que se calcule o incalculável; e as experiências aporéticas são experiências tão improváveis quanto necessárias da justiça, isto é, são momentos em que a decisão entre o justo e o injusto nunca é garantida por uma regra.


DERRIDA, J. Força de lei. São Paulo: Martins Fontes, 2010 (adaptado).


De acordo com o texto, ainda que estejam em desconformidade com o ordenamento jurídico, são exemplos de ação justa:


A

Casos de desobediência civil.


B

Repressões do aparato estatal.


C

Conflitos de natureza intercontinental.


D

Manifestações do movimento sindical.


E

Mobilizações de agremiações estudantis.

No contexto da filosofia política moderna, o contratualismo e o naturalismo representam abordagens distintas sobre a origem e a legitimidade do poder político. Considerando as definições e os conceitos fundamentais de ambas as correntes, assinale a alternativa que apresenta a comparação mais precisa entre elas.


A

O contratualismo afirma que o poder político se origina de um acordo explícito entre os indivíduos, enquanto o naturalismo sustenta que o poder político deriva de leis naturais imutáveis que governam a ordem social.


B

O contratualismo defende que o poder político é uma construção espontânea e sem fundamento racional, enquanto o naturalismo considera o poder político como uma instituição sem relação com a natureza humana.


C

O contratualismo propõe que o poder político é natural e imutável, enquanto o naturalismo acredita que o poder se origina apenas de um pacto social, sem qualquer base em leis universais.


D

O contratualismo e o naturalismo compartilham a ideia de que a autoridade política surge apenas por meio de um consenso social, sem qualquer referência a leis naturais ou universais.


E

O contratualismo e o naturalismo defendem que o poder político é sempre contingente e depende exclusivamente das circunstâncias históricas de cada sociedade.

No texto “As diferentes concepções de natureza na sociedade ocidental: da physis ao desenvolvimento sustentável”, Diogenes Rafael de Camargo e Kátia Vanessa Tarantini Silvestri afirmam: “O desenvolvimento sustentável se apresenta, formalmente e em ‘traje de gala’, na década de 1980, nos ‘discursos dos diferentes setores da sociedade, como a solução caída do céu, portadora de toda verdade e, por isso mesmo, capaz de resolver qualquer problema tangente à crise socioambiental de nosso tempo’. Mas, o grande problema desta proposição está na: ‘baixa problematização de suas premissas e meios de realização, dando ares de que seja uma proposta de legitimidade frágil e questionável’” (Adaptado).


Camargo e Silvestri ressaltam que a noção de desenvolvimento sustentável


A

supera a dicotomia ser humano-natureza ao incorporar saberes tradicionais.


B

sintetiza racionalidade econômica e justiça social em prol do bem comum.


C

opera como retórica ideológica que contribui para manter o status quo.


D

expressa um consenso técnico internacional sobre a proteção ambiental.


E

reflete um avanço ético diante dos limites de crescimento planetário.

Analise o quadro a seguir:


Ideologias:

- Nacionalismo exacerbado;

- Totalitarismo: não democrático;

- Partido único;

- Culto à personalidade do líder;

- Anticomunismo;

- Corporativismo;

- Expansionismo;

- Militarismo.


Fatores:

- Não atendimento de reivindicações territoriais pós 1ª Guerra Mundial (Itália tinha mudado para o lado da Tríplice Entente para ganhar territórios);

- Nacionalismo;

- Crise econômica;

- Inflação;

- Desvalorização da moeda;

- Desemprego;

- Superpovoamento;

- Revoltas, guerras, invasões.


Ascensão:

- 1919: Fundação do partido;

- Líder: Benedito Mussolini;

- Camisas negras: paramilitares;

- Extrema direita;

- Perseguição aos adversários;

- 1922: Marcha sobre Roma, passeata para mostrar o poder do governo.


Governo:

- Partido único (eliminação da oposição);

- Fim da Legislação;

- Corporações; Carta do Trabalho (1927);

- Obras públicas, agricultura, indústria;

- Tratado de Latrão (1929): acordo entre o Estado e a Igreja, soberania do Vaticano;

- Expansionismo: invasão da Etiópia (1935).


O quadro refere-se à seguinte ideologia política:


A

Comunismo.


B

Fascismo.


C

Nazismo.


D

Capitalismo.


E

Socialismo.

“Em cada caso, as correntes hegemônicas dos novos movimentos emancipatórios - como o feminismo, o antirracismo, o multiculturalismo e os direitos LGBTQ - se tornaram aliados (em alguns casos, de forma consciente e deliberada e, em outros, não) de forças neoliberais que buscavam financeirizar a economia capitalista, em particular os setores mais dinâmicos, orientados ao futuro e globalizados do capital, como Hollywood, TI e finanças. Como sempre, o capital conseguiu a melhor parte do negócio”.


O trecho acima sintetiza a ideia de “neoliberalismo progressista”, pois aponta como as pautas políticas de minorias históricas teriam sido apropriadas por grupos econômicos. O conceito de neoliberalismo progressista foi elaborado pela filósofa:


A

Seyla Benhabib.


B

Jodi Dean.


C

Rahel Jaeggi.


D

Judith Butler.


E

Nancy Fraser.

Em relação aos conceitos de Estado e Soberania, leia o trecho:


O Estado encontra-se personificado na figura do soberano. Sua principal função é garantir o perfeito funcionamento da sociedade, evitando a qualquer custo uma guerra de todos contra todos. O homem deve renunciar de seu poder individual e cedê-lo para um único soberano. Esse soberano, com posse do poder de todos os homens, funcionaria como agente de manutenção de ordem da sociedade.


No que tange aos conceitos de Estado e Soberania, o trecho acima pode ser relacionado ao seguinte filósofo:


A

John Locke.


B

Georg Wilhelm Friedrich Hegel.


C

Thomas Hobbes.


D

Jean-Jacques Rousseau.


E

Nicolau Maquiavel.

Ao considerar as categorias centrais da Filosofia Política moderna e suas implicações éticas, particularmente no tocante à relação entre liberdade, justiça e poder, assinale a alternativa correta.


A

A concepção de poder em Foucault retoma a ideia rousseauniana de vontade geral, buscando restaurar os vínculos entre direito natural e soberania popular.


B

Em Maquiavel, a política está subordinada à moral cristã, sendo a razão de Estado uma extensão natural dos princípios éticos do bem comum e da fraternidade entre os súditos.


C

Em Rawls, a justiça social é compreendida como uma extensão lógica do utilitarismo, negando o princípio de equidade e afirmando a maximização da felicidade como critério distributivo.


D

A modernidade filosófica introduz, com Hobbes, Locke e Rousseau, modelos distintos de contrato social, nos quais a legitimidade do poder político está fundada em uma razão normativa que pretende compatibilizar liberdade individual e ordem pública.


E

A tradição marxista elimina qualquer dimensão ética da política, considerando que o agir revolucionário é puramente técnico e desvinculado de juízos de valor.

No livro “Estado, governo e sociedade: para uma teoria geral da política”, Norberto Bobbio apresenta a assim chamada tipologia dos três poderes, que é uma tripartição assentada no critério do meio, isto é, “[...] que se refere ao meio de que se serve o detentor do poder para obter os efeitos desejados”. Os três poderes sociais, na tipologia apresentada por Bobbio, são:


A

Tecnológico, político e religioso.


B

Científico, religioso e econômico.


C

Econômico, ideológico e político.


D

Ideológico, coercitivo e informacional.


E

Religioso, tecnológico e informacional.

O pensamento político do filósofo paduano Marsílio, na sua obra O Defensor da Paz, antecipa em alguns séculos a reflexão política sobre a necessidade da centralidade do poder para configurar o governo na forma de um Estado. Para o autor, o elemento estruturante dessa configuração do poder é a constituição do Reino mediante as suas partes, sendo o governo a parts principans (a parte principal) da qual todas as outras extraem a sua natureza, inclusive o poder religioso. Só é possível a um Reino estabelecer-se em vista da sua finalidade se o poder nele exercido for unificado e centralizado em torno da sua causa final, que é a paz. Assim, o Rei governa em vista da finalidade própria e exigida pela razão para haver um governo e as partes subordinadas a esse poder, não intervindo nas relações que não competem à sua natureza, mas constituindo-se em harmonia e obediência ao governante


A

estabelecem o exercício do poder como forma nacional de costumes, valores, modos e estratégias de defesa militar.


B

garantem a ele o exercício livre e soberano das relações temporais, segundo as necessidades do Reino.


C

dão à Igreja o modelo de como se deve exercer a soberania nos assuntos que dizem respeito à fé, à doutrina e à liberdade religiosa no Reino.


D

promovem o direito e a justiça na exigência de que o Rei tem de prover o reino de bens espirituais e temporais.


E

fixam a divisão entre os poderes, estabelecendo a sua natureza jurídica e conferindo ao rei a condição moderadora entre eles.

Uma teoria política muito importante para a legitimação da monarquia foi a teologia política dos dois corpos do rei. Essa concepção político-teológica estará na base das teorias da monarquia absoluta por direito divino, estabelecendo:


A

Que o poder político e o poder religioso devem ser separados para que se evite confrontos sociais em torno de questões espirituais.


B

A vinculação entre eleição e unção do monarca, de modo que o Papa passa a ter centralidade no exercício do poder político.


C

Que o rei tem dois corpos, um aristocrático e um popular, isto é, um todo que governa o povo com a chancela da aristocracia.


D

A necessidade de um sistema eletivo para monarcas, de modo que uma coisa é a função política do rei e, outra, a personalidade individual do súdito.


E

Que o rei tem dois corpos, um humano e um místico; o corpo místico seria o fundamento de seu poder político, que é dado por Deus e não pode ser retirado nem pelo Papa.

 
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