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No antigo tempo da criação do mundo com toda sua beleza, os Munduruku viviam dispersos, sem unidade e guerreando entre si. Era uma situação muito ruim que tornava a vida mais difícil e indócil. Foi aí que ressurgiu Karú-Sakaibê, o grande Criador, que já havia realizado tantas coisas boas para este povo. Contam os velhos que foi ele quem criara as montanhas e as rochas soprando em penas fincadas ao chão. Eram também criações dele os rios, as árvores, os animais, as aves do céu e os peixes que habitam todos os rios e igarapés. Karú-Sakaibê, tendo percebido que o povo que ele criara não estava unido, decidiu voltar para unificá-lo e lembrá-lo como havia sido trazido do fundo da Terra quando ele decidiu enfeitar a Terra com gente que pudesse cuidar da obra que criara.
MUNDURUKU, D. Contos indígenas brasileiros. São Paulo: Global, 2005.
É possível afirmar que a influência ameríndia pode ser discutida em sala de aula com uma proposta filosófica e pedagógica na qual se evidencia o(a)
caráter ambíguo da Constituição Federal frente à questão indígena no território nacional.
Lei n. 11 645/2008 como elemento contigente à consolidação epistêmica dos povos originários.
criacionismo expressado pelos Munduruku como reflexo das crenças indígenas.
contribuição dos saberes dos povos origirinários na formação da cultura e do pensamento brasileiro.