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O que está em jogo é um esforço intelectual múltiplo que não se prenda às formas e métodos de historiografia filosófica hegemônicos no Ocidente. Para dar curso a este objetivo, vale colocar a História da Filosofia em afroperspectiva. Em linhas bem gerais, uma abordagem filosófica afroperspectivista é pluralista, reconhece diversos territórios epistêmicos, empenhada em avaliar perspectivas e analisar métodos distintos e com uma preocupação especial para a reabilitação e incentivo de trabalhos africanos e afrodiaspóricos em prol da desconstrução do racismo epistêmico antinegro e da ampliação de alternativas para uma sociedade intercultural e não hierarquizada. Em outros termos, um tipo de ação afirmativa no campo epistêmico.
(Renato Noguera. O Ensino de Filosofia e a Lei no 10.639, 2011. Adaptado)
Quando associada a um horizonte intercultural, a Filosofia em afroperspectiva enfatiza a
relação entre revisão historiográfica e práticas menos hierarquizadas.
indiferença diante das conexões entre filosofia e experiências históricas.
preservação de fronteiras entre produção acadêmica e mudanças sociais.
valorização da dimensão teórica sem implicações concretas na vida social.
produção de consensos teóricos desconsiderando tensões conceituais históricas.