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O fato de que o atual professor de filosofia seja um funcionário do Estado pode definir um papel institucional mais ou menos importante na reprodução do estado de coisas, mas não esgota necessariamente a fertilidade do lugar em que se inscreve. As escolas, ou as instituições educativas em geral, são lugares de encontros entre pessoas, saberes, tradições, pensamentos. Portanto, a dimensão eventual de toda prática educativa, e da filosófica em especial, constitui o suplemento permanente de toda repetição, por mais intensa ou fechada que aparente ser. Todo saber está sempre exposto a ser interpelado e nisso a filosofia joga sua condição de possibilidade.
(Alejandro Cerletti. O ensino de filosofia como problema filosófico, 2009. Adaptado)
Segundo Cerletti, mesmo como funcionário do Estado, o professor de filosofia pode fazer do ensino uma prática de resistência porque a
função do professor é impor práticas disciplinadoras.
prática educativa abre-se ao diálogo e à interpelação.
docência filosófica se realiza pela reprodução dos clássicos.
prática escolar objetiva sobretudo a preservação do status quo.
realidade institucional limita o papel da atividade filosófica.