Questões de Concurso sobre Dialética

 
 
Disciplina
Assunto 1
Banca
Instituição
Cargo
Ano
Carreira
Área de formação
Escolaridade
Dificuldade
 
Comentários:
Professores
Alunos
Meus Comentários
Vídeo
 
Minhas questões:
Resolvidas
Não resolvidas
Certas
Erradas
 
Tipo de questão:
Certo e errado
Múltipla escolha
Incluir questões:
Anuladas
Desatualizadas
 
Questões:
Todas as questões
 
Filtro simplificado
 
Questões
Todas as questões
 
6 questões encontradas
Questões por página
20
Mais recentes
 

Sobre as origens da dialética é correto afirmar que(,)


A

na Roma Antiga, a palavra dialética representava um modo de resistência.


B

na Grécia Antiga, o termo dialética designava uma dúvida sistemática.


C

a dialética é uma ilusão de tudo que é imutável.


D

a dialética considera todas as coisas em movimento, relacionadas umas com as outras.


E

a dialética, na Grécia Antiga, era um modo de tratar da verdade.

Dialética: além da lógica


Durante séculos, a hegemonia do pensamento metafísico nos acostumou a reconhecermos somente um tipo de contradição: a contradição lógica. A lógica, como toda ciência, ocupa-se da realidade apenas em um determinado nível; para alcançar resultados rigorosos, ela limita o seu campo e trata de uma parte da realidade. As leis da lógica são certamente válidas, no campo delas; e nesse campo de validade – a contradição é a manifestação de um defeito no raciocínio. Existem, porém, dimensões da realidade humana que não se esgotam na disciplina das leis lógicas. Existem aspectos da realidade humana que não podem ser compreendidos isoladamente: se queremos começar a entendê-los, precisamos observar a conexão íntima que existe entre eles e aquilo que eles não são. Henri Lefebvre escreveu, com razão: “não podemos dizer ao mesmo tempo que determinado objeto é redondo e é quadrado. Mas devemos dizer Lógica e Dialética que o mais só se define com o menos, que a dívida só se define pelo empréstimo”. As conexões íntimas que existem entre realidades diferentes criam unidades contraditórias. Em tais unidades, a contradição é essencial: não é um mero defeito do raciocínio. Num sentido amplo, filosófico, que não se confunde com o sentido que a lógica confere ao termo, a contradição é reconhecida pela dialética como princípio básico do movimento pelo qual os seres existem. A dialética não se contrapõe à lógica, mas vai além da lógica, desbravando um espaço que a lógica não consegue ocupar. Para desbravar esse novo espaço, a dialética modifica os instrumentos conceituais de que dispõe: passa a trabalhar, frequentemente, com determinações reflexivas e procura promover uma “fluidificação dos conceitos”.


(KONDER, Leandro. O que é dialética. São Paulo: Brasiliense, 1981. p. 48-9. Coleção Primeiros Passos Blernentos de lógica – CAPÍTULO.)


Dialética advém do grego dialetiké. Não há um consenso sobre a origem do termo dentro da história da filosofia. A Dialética, principalmente, durante a Idade Média, perdeu força, configurou-se como secundária, ou como um método acessório ao método científico. Filósofos como Denis Diderot e Jean-Jacques Rousseau foram responsáveis pelo fortalecimento da dialética. Assinale a, a seguir a alternativa que apresenta corretamente o nome do filósofo e uma breve descrição relacionada à sua ideia de dialética.


A

O método dialético de Sócrates está ligado à sua descoberta da essência do homem como alma (psyché) e tendo o modo consciente a despojar a alma da ilusão do saber.


B

Diderot coloca, como a maioria dos filósofos, o processo dialético como uma “guerra” e entende que é a guerra a força por trás do movimento constante, mas contraditório da natureza.


C

Para Heráclito, a dialética se configura na ideia de um sentido último para o desenrolar dos eventos humanos, onde os eventos são presos a moral, consubstanciada na volta ao ordenamento natural.


D

Rosseau acredita na razão como guia, da qual a filosofia deveria se alicerçar para desvendar a verdade e constituir um sólido conhecimento. Elaborou sua metodologia segundo os moldes das ciências exatas.

A filosofia contemporânea é demarcada pelo surgimento de novas correntes de pensamento a partir de meados do século XIX, a exemplo do positivismo, do materialismo histórico-dialético e do existencialismo, as quais têm entre seus representantes, respectivamente:


A

Martin Heidegger, Hegel e John Locke.


B

Nietzsche, David Hume e Immanuel Kant.


C

Jean-Paul Sartre, Karl Marx e Friedrich Engels.


D

Augusto Comte, Karl Marx e Sören Kierkegaard.


E

Augusto Comte, Karl Marx e Jean Jacques Rousseau.

Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) sobre os conceitos de dialética.

-

( -) Em Platão, processo pelo qual a alma se eleva do nível das aparências sensíveis às realidades inteligíveis ou ideias.

( -) No método socrático, busca da verdade por meio de perguntas feitas para expor o que é sabido ou para expor as contradições e dificuldades do interlocutor.

( -) Em Hegel, movimento racional ou raciocínio que nos permite ultrapassar uma contradição entre tese e antítese, por meio da síntese.

( -) Para Marx, orientação filosófica que considera que todo o conhecimento humano tem origem exclusiva na experiência humana, externa o interna.

( -) Em Kant, uso indevido da lógica para induzir à ilusão de uma crença.

-

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.


A

V • V • V • F • V


B

V • F • V • V • F


C

V • F • F • V • F


D

F • V • V • F • V


E

F • F • V • V • V

De acordo com Abbagnano (2000), o termo dialética recebeu diferentes significados ao longo da História da Filosofia. Todavia, é possível identificar quatro significados fundamentais.

A qual dos significados abaixo corresponde a concepção de dialética pensada por Georg Wilhelm Friedrich Hegel?


A

Dialética como método de divisão.


B

Dialética como lógica.


C

Dialética como síntese dos opostos.


D

Dialética como lógica do provável.

No sentido mais amplo do progresso do pensamento, o esclarecimento tem perseguido sempre o objetivo de livrar os homens do medo e de investi-los na posição de senhores. Mas a terra totalmente esclarecida resplandece sob o signo de uma calamidade triunfal”.


(ADORNO, T. W. e HORKHEIMER, M. Dialética do Esclarecimento. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1985, p. 17.)


A Dialética do Esclarecimento se inicia com o trecho acima citado, fornecendo a chave geral de leitura desse ensaio: mostrar as duas faces do esclarecimento, ao mesmo tempo libertador e aprisionador.


Com relação à crítica de Adorno e Horkheimer ao esclarecimento, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.


( ) O movimento das Luzes do século XVIII, contrariamente a seu esforço, não destruiu o mito, transformando o próprio esclarecimento em uma mistificação, pois usou as mesmas funções assertivas e controladoras que se dispôs a combater.

( ) O conhecimento científico, longe de emancipar a razão, aborda a realidade em perspectiva já limitada pelo jogo de interesses sociais e historicamente situados, o que explica que a crítica iluminista da razão é suscetível de se deixar instrumentalizar pelo interesse.

( ) A arte escapa à dominação social da natureza, pois é o único campo capaz de mostrar como se conquista a autonomia do sujeito, através da fruição estética, justificando, com isso, a distância ética e estética entre arte superior e cultura popular.


As afirmativas são, respectivamente,


A

F, V e F.


B

F, V e V.


C

V, F e F.


D

V, V e F.


E

F, F e V.

 
 
Gerar simulado