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A filosofia pré-socrática é caracterizada pela preocupação cosmológica, concentrando-se na busca do princípio (monismo) ou dos princípios (pluralismo) capaz(es) de explicar o mundo natural.
São filósofos pluralistas:
Tales de Mileto e Anaximandro de Mileto.
Parmênides de Eléia e Zenão de Eléia.
Empédocles de Agrigento e Anaxágoras de Clazômenas.
Diógenes de Apolônia e Arquelau de Atenas.
Havia, no período pré-socrático, a crítica ao caráter antropomórfico dos deuses.
Certo
Errado
O filósofo pré-socrático que defendeu que a realidade é composta por quatro elementos que se unem e separam mediante as forças primordiais do amor e do ódio é
Zenão de Eleia.
Tales de Mileto.
Empédocles de Agrigento.
Anaximandro de Mileto.
Demócrito de Abdera.
TEXTO I
Em conjunto: todo e não todo, unido e separado, em consonância e em dissonância. De todos um e de um todos. (Fragmento B10)
TEXTO II
Deus é dia-noite, inverno-verão, guerra-paz, saciedade-fome. (Fragmento B67)
Pré-socráticos. São Paulo: Nova Cultural, 1996.
A característica do pensamento do filósofo Heráclito, registrada nos fragmentos mencionados, é a ênfase na
qualidade imperecível do mundo.
degradação material da natureza.
imobilidade imanente do universo.
distribuição dicotômica do cosmos.
desordem incontornável das coisas.
Os filósofos pré-socráticos buscavam um ou mais princípios fundamentais que explicariam a existência das coisas da forma como as percebemos.
Certo
Errado


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Os filósofos pré-socráticos buscaram descobrir o princípio organizador de todas as coisas.
Um desses pensadores foi Heráclito, para o qual a realidade é caracterizada
pela transformação e alternância dos contrários.
pela movimentação dos átomos no vazio.
pela combinação e separação de quatro elementos.
pela complementaridade entre forma e matéria.
pela modificação de uma substância ilimitada.
O mito está presente na filosofia não apenas em seus momentos iniciais, com os Pré-Socráticos, mas é visível também na argumentação platônica, cujo exemplo mais conhecido de relação entre mito e razão é a “Alegoria da caverna”. Nessa narrativa, Platão busca ilustrar:
Como a poesia serve ao propósito de libertar as pessoas da ignorância.
Como o teatro é essencial na formação do cidadão ateniense.
De que maneira uma educação baseada em mitos corrompe a formação dos gregos.
O caminho de preparação do filósofo em direção ao saber mais elevado.
Como a finalidade da vida é a ideia de “lógos” ou razão.
Um grupo de estudantes discutia sobre as origens do pensamento científico e como ele se relacionava com as explicações naturais do mundo propostas pelos primeiros filósofos. Durante a conversa, um deles afirmou que Tales de Mileto acreditava que a água era o princípio originador de todas as coisas. Outro estudante mencionou que Anaxímenes também identificava um elemento natural como a origem de tudo, mas que esse elemento não era a água. Com base no pensamento dos pré-socráticos da Escola Jônica, identifique qual era o elemento proposto por Anaxímenes como princípio originador de todas as coisas.
A terra, pois os primeiros pensadores associavam o elemento sólido à estabilidade e permanência da natureza.
O fogo, pois Heráclito, outro pensador pré-socrático, via o fogo como símbolo da transformação contínua que rege a Physis.
O éter, porque os filósofos pré-socráticos buscavam no céu e nas forças astrais uma explicação transcendente para a origem de todas as coisas.
O ar, pois Anaxímenes acreditava que, por meio de processos de rarefação e condensação, o ar se transformava nos demais elementos naturais.
“A maior parte dos que primeiro filosofaram pensaram que os princípios de todas as coisas fossem apenas materiais. Com efeito, afirmam que aquilo de que todos os seres são constituídos e aquilo de que derivam originalmente e em que terminam por último, é elemento e é princípio dos seres, enquanto é uma realidade que permanece idêntica mesmo com a transmutação de suas afecções. E, por esta razão, creem que nada se gere e que nada se destrua, pois tal realidade sempre se conserva.”
Fonte: Aristóteles, Metafísica, livro I, 3. In: Reali, G. & Antiseri, D. História da Filosofia – Filosofia Pagã Antiga. Volume 1. São Paulo: Paulus, 2023.
A Filosofia Pré-socrática é marcada, dentre outras características, pela busca por se compreender o que fosse(m) o(s) princípio(s) gerador(es) de todas as coisas e como dele(s) derivam as coisas. Base de toda Filosofia Ocidental, marque a alternativa CORRETA, sobre a Filosofia Pré-socrática:
O Pitagorismo acolhia elementos religiosos do Orfismo, e de tal modo eram as crenças dessa Escola, que não se pode dizer que a doutrina por eles apresentada se tratava de uma Filosofia. O Pitagorismo é, em si, mais mitologia do que Filosofia, não havendo nem mesmo uma teoria de princípio gerador.
Para Tales de Mileto, o arché era a água. Para Anaximandro, o arché era a terra. Para Anaxímenes, o arché era o ar.
Parmênides possui uma postura inovadora e revolucionária, uma vez que a doutrina filosófica da Cosmologia é de tal modo abalada, do ponto de vista conceitual, que se transforma em uma Ontologia.
Anaxágoras acreditava que o fogo era o princípio fundamental, e considerou todas as coisas como transformações do fogo. Era evidente porque Anaxágoras atribuiu ao fogo a natureza de todas as coisas: o fogo estava em constante mudança e em busca de harmonia.
A deusa do poema de Parmênides indicava três vias (elementos da doutrina do eleata), a saber: a da verdade absoluta; a das opiniões falazes que conduzem ao erro; e o caminho do Ser Absoluto e Imutável.
Leia o seguinte trecho sobre a filosofia nascente:
Um dos aspectos fundamentais da mentalidade científico-filosófica inaugurada por Tales consistia na possibilidade de reformulação e correção das teses propostas. À estabilidade dos mitos arcaicos e à estagnação das esparsas e assistemáticas conquistas da ciência oriental, os gregos, a partir de Tales, propõem uma nova visão-de-mundo cuja base racional fica evidenciada na medida mesma em que ela é capaz de progredir, ser repensada e substituída.
(SOUZA, Os Pré-Socráticos, In: Os Pensadores, 1978, p. XXII)
I.A partir da perspectiva do logos, Anaximandro afirmou que o universo teria sido resultante de modificações ocorridas no princípio originário por ele denominado de ápeiron (infinito e/ou ilimitado).
Il.Segundo Anaximandro, o ápeiron estaria animado por um movimento eterno, que ocasionaria a separação dos pares de opostos.
Ill.Anaxímenes, por sua vez, defende que o universo resultou das transformações do pneuma ápeiron (ar infinito).
IV.O pensamento da escola de Mileto, além de identificar qual a physis, mostrava-se um processo que tornava compreensível a passagem da unidade primordial das coisas à sua multiplicidade e diferenciação.
É correto o que se afirma em:
I, II, III e IV.
III, apenas.
I, II e IV, apenas.
II e IV, apenas.
I e III, apenas.


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Algumas das questões [...] não nos parecem em absoluto “filosóficas”. As respostas a essas questões, procuraríamos, hoje, de preferência nas ciências empíricas, como a física. São questões sobre fenômenos naturais como a chuva, o raio, o trovão etc. (meteorologia); descrições do cosmo (cosmologia); explicações sobre a formação do universo (cosmogonia). Não existe, entretanto, diferença entre assuntos filosóficos e assuntos científicos quando começa a especulação racional. As ciências que hoje são empíricas nasceram especulativas, e os resultados dessas especulações não podiam de forma alguma ser comprovados.
(REZENDE, Antônio. Curso de Filosofia [...]. 13ª ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2005. P. 22.)
O enunciado faz referência à filosofia
pré-socrática em analogia ao campo científico atual.
cosmogônica como refutação à ciência do século XX e XXI.
socrática de maneira antagônica ao campo científico atual.
pitagórica como pressuposto básico para a ciência moderna.
Os primeiros filósofos buscavam, por meio de um princípio racional (em grego, arkhé), encontrar uma explicação para a origem de todas as coisas; contudo, os Pré-Socráticos divergiam acerca de que elemento era esse, bem como se era apenas um ou múltiplos elementos. Assim, aqueles que identificavam apenas um elemento constitutivo para todas as coisas são designados “monistas”; os que afirmam não haver apenas um princípio, mas vários, são categorizados como “pluralistas”. Tendo essa divisão em mente, assinale a alternativa que apresenta apenas nomes de Pré-Socráticos pluralistas.
Tales de Mileto, Anaxímenes de Mileto e Anaximandro de Mileto.
Empédocles de Agrigento, Demócrito de Abdera e Leucipo de Abdera.
Heráclito de Éfeso, Parmênides de Eleia e Zenão de Eleia.
Pitágoras de Samos, Filolau de Crotona e Anaxágoras de Clazômenas.
Anaximandro de Mileto, Anaxágoras de Clazômenas e Arquitas de Tarento.
Para os filósofos pré-socráticos, a noção de “Arché” (unidade primordial) deu ensejo a várias perspectivas de pensamento filosófico sobre a origem e o modo como o mundo e a natureza se estabeleceram, o que é retratado na obra de vários desses filósofos. Tendo em vista isso, a concepção de "Arché" de acordo com o filósofo pré-socrático Demócrito é:
Demócrito identifica o "Arché" como um princípio único e indeterminado, do qual tudo se origina.
Ele considera que o "Arché" é composto por quatro elementos fundamentais: terra, água, ar e fogo.
Demócrito afirma que o "Arché" é uma substância imutável e eterna, transcendente à realidade sensível.
Para Demócrito, o "Arché" consiste em partículas indivisíveis chamadas átomos, que compõem todas as coisas.
Os pré-socráticos são considerados os primeiros filósofos, surgindo aproximadamente entre o século VI a. C até por volta do século IV a.C. A maior parte desse grupo de filósofos buscou entender a origem de todas as coisas (Arkhé), estudando o conceito do movimento, que é amplo e encontra uma definição diferente dependendo do filósofo, ou da escola filosófica. Na discussão desse período, destacam-se dois filósofos: Heráclito de Éfeso (544-484 a. C) e Parmênides de Eleia (544-450 a. C). Tendo no horizonte o pensamento desses dois filósofos, assinale a alternativa INCORRETA:
Heráclito entendia que o princípio de todas as coisas era o fogo primordial, “eterno e vivo, que ora se acende, e ora se apaga”.
As coisas para Parmênides apenas são, sendo o ser uma propriedade essencial e imutável.
O lógos no entendimento de Heráclito é aquilo que, por sua própria natureza, transforma-se em todas as outras coisas de forma constante e sem cessar.
Quando Parmênides afirma que a mobilidade do ser é o princípio de todas as coisas, ele está buscando justificar as transformações que observamos no mundo sensível.
Para Parmênides, não podemos pensar em algo que não é, por isso é impossível pensar em uma coisa que pode ser e não ser ao mesmo tempo.
Relacione os pensadores pré-socráticos aos seus respectivos fragmentos.
1. Parmênides de Eleia
2. Empédocles de Agrigento
3. Heráclito de Éfeso
4. Anaximandro de Mileto
( ) “Todas as coisas se dissipam onde tiveram a sua gênese, conforme a culpabilidade; pois pagam umas às outras castigo e expiação pela injustiça, conforme a determinação do tempo.”
( ) “Deus é dia e noite, inverno e verão, guerra e paz, abundância e fome. Mas toma formas variadas, assim como o fogo, quando misturado com essências, toma o nome segundo o perfume de cada uma delas.”
( ) “Deixam-se levar, surdos e cegos, mentes obtusas, massa indecisa, para a qual o ser e o não-ser é considerado o mesmo e não o mesmo, e para a qual em tudo há uma via contraditória.”
( ) “Ainda outra coisa te direi. Não há nascimento para nenhuma das coisas mortais, como não há fim na morte funesta, mas somente composição e dissociação dos elementos compostos.”
Assinale a opção que mostra a relação correta, na ordem apresentada.
2 – 3 – 1 – 4.
2 – 1 – 3 – 4.
4 – 3 – 1 – 2.
4 – 2 – 1 – 3.
3 – 2 – 1 – 4.


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Ao longo dos séculos de sua existência, a civilização grega viu não apenas o surgimento da filosofia como também suas transformações e as mudanças de enfoque de suas investigações.
Assinale a opção que caracteriza a forma de investigação predominante no período pré-socrático.
Desenvolvimento de doutrinas voltadas para os exercícios da alma e para a realização do bem-estar individual.
Enfoque nas questões humanas, sua capacidade de conhecer, de bem agir e engajar-se na cidade.
Sistematização dos conhecimentos dos predecessores, organizando-os e compartimentando-os.
Busca de uma explicação racional para a totalidade da realidade, seu princípio básico e ordenação.
Produção de argumentação racional e sistemática para sustentar a impossibilidade de alcançar a verdade.
A passagem do mito ao logos ocorreu no contexto pré-socrático. Um filósofo representante desse período de transição, tido por muitos como o responsável por esse fenômeno, é:
Aristóteles.
Santo Agostinho.
Tales de Mileto.
Espinosa.
Os socráticos menores são definidos assim por oposição à Platão, indiscutivelmente o maior e mais brilhante discípulo de Sócrates. Foram três as mais importantes escolas socráticas menores, quais sejam:
Megárica, cínica e estoica.
Cínica, epicurista e megárica.
Estoica, epicurista e cirenaica.
Cirenaica, cínica e megárica.
Epicurista, estoica e cirenaica.
Ao deparar-se com a história da Filosofia e a relação com o conhecimento, encontra-se algumas indagações filosóficas, tais como: de onde surgiu o sol, os homens, as montanhas? É possível afirmar que a coisas surgiram de algum elemento ou substâncias existentes na natureza? Esse tipo de perguntas sobre a origem das coisas ou dos seres, baseando-se no cosmos foi realizada pelos pensadores:
Sofistas.
Socráticos.
Patrísticos.
Pré-socráticos.
Aristotélicos.
O filósofos pré-socráticos eram também conhecidos como filósofos da Physis ou da natureza. Seu objetivo era construir uma explicação racional e sistemática sobre o universo que substituísse a antiga cosmologia baseada nos mitos. Parmênides de Eleia foi um filósofo pré-socrático que concluiu que o ser é eterno, único, imóvel e ilimitado. Esse pensamento estava em oposição à ideia de que “tudo flui”, defendida por:
Tales
Platão
Heráclito
Anaximandro