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Gaston Bachelard, filósofo francês do século XIX, dedicou-se à filosofia da descoberta científica. Para ele, o historiador da ciência deve considerar ideias como fatos, enquanto o epistemólogo deve encarar fatos como ideias em um sistema de pensamento. No ensino elementar, Bachelard (2002) destaca a importância de extrair o abstrato do concreto, utilizando experiências para ilustrar teorias. Ele alerta que fenômenos interessantes podem envolver afetividade, prejudicando a objetividade científica. A ciência busca delinear e ordenar fenômenos, encontrando um equilíbrio entre concreto e abstrato, matemática e experiência, leis e fatos. Para isso, Bachelard valoriza experiências que fogem do comum, levando a contradições e discussões que resultam na criação de leis. Para Bachelard, o espírito científico proíbe que tenhamos uma opinião sobre:
Questões que não possuem relevância científica, pois o conhecimento científico baseia-se em fatos bem estabelecidos e verificados.
Questões que não compreendemos, pois todo conhecimento é resposta a uma pergunta. Se não há pergunta, não pode haver conhecimento científico.
Temas que não se enquadram nas teorias estabelecidas, pois a ciência busca sempre reforçar as teorias já existentes, não considerando novas perspectivas.
Assuntos que não tenham aplicação prática, pois a ciência busca soluções concretas para problemas reais.
Questões que envolvam aspectos subjetivos ou emocionais, pois a ciência deve se basear em observações objetivas e imparciais.