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O ciclotron é um dispositivo que acelera partículas...

O ciclotron é um dispositivo que acelera partículas carregadas, como prótons, utilizando um campo elétrico alternado entre dois eletrodos semicirculares (“dees”) e um campo magnético uniforme perpendicular ao plano dos dees. Esse campo magnético força os prótons a seguirem uma trajetória circular, enquanto o campo elétrico os acelera a cada meio ciclo, aumentando progressivamente o raio da órbita até atingirem a energia desejada. A Figura 7 mostra um esquema adaptado da patente do ciclotron inventado por Ernest O. Lawrence.


Figura 7 — Diagrama adaptado da patente americana nº 1.948.384 de 1930 do ciclotron, mostrando o caminho em espiral que as partículas carregadas seguem.


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Considere que você seja um docente de Física e está supervisionando uma simulação computacional no laboratório onde os alunos estão utilizando um modelo de ciclotron para estudar a produção de flúor-18 (18F), um radioisótopo usado em tomografia por emissão de pósitrons (PET). Durante a atividade, os alunos configuram o ciclotron com um campo magnético uniforme de intensidade B = 1,5 T e aceleram prótons até uma energia cinética de 11 MeV, visando à reação nuclear 18O(p,n)18F em um alvo de água enriquecida com 18O. No entanto um dos grupos relata que os prótons estão saindo da trajetória esperada, colidindo com as bordas dos eletrodos semicirculares (“dees”), o que pode comprometer a eficiência da produção do radioisótopo. O raio máximo da câmara do ciclotron é de 30 cm, e a carga do próton é q = +1,6 x 10-19 C, com massa m0 = 1,67 x 10-27 kg. Sabe-se que a aproximação não relativística é válida para essa energia. Nessa situação, a fim de ajustar o experimento para corrigir a trajetória dos prótons e garantir a produção eficiente de 18F, considerando o papel da força magnética no confinamento das partículas, você deve orientar os alunos a


A

aumentar o campo magnético B para comprimir o raio da trajetória, mantendo a órbita abaixo de 30 cm. Assim, a força magnética continua atuando como centrípeta, preservando o equilíbrio dinâmico em cada semicírculo.


B

reduzir a energia cinética dos prótons para 5 MeV, diminuindo a velocidade e, consequentemente, o raio da órbita, sem alterar o campo B, para evitar colisões nas bordas.


C

ajustar o campo elétrico alternado para aumentar a frequência de oscilação, o que corrige a trajetória sem modificar B, mantendo a espiral dentro dos 30 cm.


D

ignorar o problema, pois a colisão com os dees não afeta a reação nuclear e a produção de 18F pode prosseguir normalmente.


E

diminuir o campo magnético B para aumentar o raio da órbita, permitindo que os prótons atinjam o alvo sem restrições, otimizando a eficiência da reação.