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Durante a limpeza de recipientes de vidro em um laboratório, um técnico utiliza uma flanela seca para polir um béquer. Após alguns instantes, ele percebe que pequenos fragmentos de papel e poeira passam a ser atraídos pelo vidro, mesmo sem contato direto. Ao tocar o béquer em um balcão metálico, o profissional percebe que a atração desaparece; ao secar novamente o vidro com a flanela em dias muito secos, o efeito volta a ocorrer com mais intensidade. Com base nesses fatos e nos princípios da eletrização por atrito, polarização e condução elétrica, assinale a alternativa correta.
O vidro se carrega ao ser esfregado pela flanela, e a atração das partículas neutras ocorre por transferência direta de elétrons para o papel, sem participação do campo elétrico. O efeito some ao encostar o béquer no balcão porque cargas de mesmo sinal são induzidas no vidro.
O vidro se carrega por trocar elétrons com a flanela durante o atrito; as partículas neutras próximas são polarizadas (cargas induzidas) e atraídas. Ao tocar o béquer no balcão metálico, o vidro é descarregado por condução (aterramento/neutralização). A umidade reduz o efeito porque facilita a dissipação das cargas.
O vidro e as partículas de poeira tornam-se monopolos elétricos por fricção, e a atração observada é efeito magnético gerado. Ao tocar o béquer no balcão metálico, a força é cancelada.
A eletrização observada viola a conservação de carga, pois o vidro adquire carga sem que exista perda correspondente em outro corpo. O desaparecimento do fenômeno ao tocar o balcão é consequência da remoção do campo magnético local.
O vidro cria cargas elétricas nas partículas de papel por indução, transformando-as em condutores carregados; a umidade e o toque metálico apenas alteram a distribuição de cargas.