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Considere uma paciente de 77 anos de idade, 80 kg, internado há três dias em unidade de terapia intensiva (UTI), por acidente vascular encefálico (AVE) hemorrágico extenso.
O paciente encontra-se em estado comatoso e é assistido por ventilação mecânica, modo volume controlado. Apresenta a seguinte gasometria arterial: pH = 7,53, pO2 = 95 mmHg, pCO2 = 25 mmHg, HCO3 = 23,3 mEq/L e BE= +4,5 mEq/L.
No que se refere a esse caso clínico e considerando os conhecimentos correlatos, julgue os itens a seguir.
Esse quadro clínico pode ter um desfecho irreversível das funções cerebrais (telencéfalo e diencéfalo) e do tronco encefálico, o que caracterizaria morte encefálica (ME). Sabe-se que o AVE em conjunto com o traumatismo cranioencefálico (TCE) e a lesão cerebral hipóxico-isquêmica respondem por quase 90% das causas de ME. Vários testes, além de exames complementares, são utilizados para diagnosticar a ME. O teste da apneia avalia a função do tronco encefálico, mais especificamente do bulbo. A orientação é que PaCO2 deve ser superior a 55 mmHg, com ausência de incursões ventilatórias, para que o teste da apneia seja considerado positivo.