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A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma das principais causas de morte e de incapacidade física em todo o mundo caracterizada pela limitação ao fluxo aéreo, sendo geralmente progressiva e só parcialmente reversível por meio da utilização de broncodilatadores. A incapacidade provocada pela doença e a limitação das atividades de vida diária, levam os indivíduos com DPOC a permanecer na posição sentada grande parte do dia. É considerável o efeito benéfico de diferentes programas de exercícios físicos sobre a saúde de pessoas com DPOC, pois eles incluem a redução dos sintomas e do risco de mortalidade, melhora na qualidade de vida relacionada à saúde e na saúde mental e aumento da capacidade funcional e da força muscular. Sobre os Programas de Exercício Físico para pessoas com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é correto afirmar que:
O treinamento aeróbio com resistido de leve a moderada intensidade, em comparação a calistenia e exercícios respiratórios de baixa intensidade, obtiveram melhores efeitos na vida diária, na capacidade de exercício, força muscular, e no estado funcional de indivíduos com DPOC.
O Índice BODE é um índice multidimensional que inclui quatro fatores para prever o risco de morte em pessoas com DPOC: índice de massa corporal (body mass index=B); grau de obstrução das vias aéreas (airflow obstruction=O), dispneia (dyspnea=D) e capacidade ao exercício por meio do teste de caminhada de doze minutos (exercise capacity=E).
Um programa de treinamento combinado (aeróbio e resistido) de alta intensidade durante 12 semanas, três vezes por semana durante 60 minutos, incluindo ciclismo, caminhada e treinamento resistido, além do treinamento em circuito, promove maior aumento da força muscular dos membros superiores e do nível diário de atividade física, quando comparado ao treino de baixa intensidade.
De acordo com II Consenso Brasileiro sobre DPOC, a dispneia (falta de ar) pode ser considerada o principal sintoma associado à incapacidade física, redução da qualidade de vida e pior prognóstico, e é geralmente progressiva com a evolução da doença. Muitas pessoas com DPOC referem a dispneia na fase inicial da doença, pois atribuem parte da incapacidade física ao envelhecimento e à falta de condicionamento físico.