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A Resolução COFFITO nº 387/2011 fixa e estabelece os Parâmetros Assistenciais Fisioterapêuticos nas diversas modalidades prestadas pelo fisioterapeuta, com o objetivo de orientar o planejamento, a organização e a priorização da assistência fisioterapêutica nos diferentes níveis de complexidade. Sobre essa Resolução, assinale a alternativa correta.
Os parâmetros assistenciais representam o quantitativo máximo de clientes/pacientes assistidos por fisioterapeuta em turno de trabalho, considerando a complexidade do cuidado e a necessidade de assistência individualizada.
Os parâmetros assistenciais definem valores mínimos obrigatórios de atendimentos por fisioterapeuta, permitindo que o profissional ultrapasse esses limites conforme a demanda do serviço.
A Resolução aplica-se exclusivamente às instituições públicas de saúde, não abrangendo serviços privados ou domiciliares.
Os parâmetros assistenciais desconsideram o grau de complexidade clínica, sendo baseados apenas no tempo de permanência do paciente no serviço.
Um fisioterapeuta é designado para realizar o atendimento domiciliar de um paciente de 72 anos, estável hemodinamicamente, mas com alta complexidade clínica por ser dependente de ventilação mecânica invasiva. De acordo com o fluxo da saúde suplementar e a classificação de complexidade da assistência, o profissional deve organizar o plano terapêutico e a segurança do ambiente. Com base nas definições dos níveis de atenção e nas competências do fisioterapeuta na atenção domiciliar (AD), assinale a alternativa CORRETA que descreve a classificação deste paciente.
O paciente é classificado como AD1.
Por ser um caso de condição crônica agudizada sem dispositivos tecnológicos, o nível de atenção é o AD2.
A assistência é classificada como especializada.
O nível de atenção é definido unicamente pelo médico, cabendo ao fisioterapeuta apenas a execução das técnicas manuais.
O paciente enquadra-se no nível AD3 devido à complexidade.
O Sr. Sicrano, 65 anos, encontra-se em tratamento fisioterapêutico para recuperação de uma artroplastia total de quadril. Ele é um paciente dedicado, mas relata dor e demonstra receio durante a realização dos exercícios. Durante as sessões, o Sr. Sicrano deposita confiança no fisioterapeuta, Dr. Fulano, e frequentemente questiona sobre temas relacionados à saúde e qualidade de vida. Esperava-se que, de acordo com a conduta ética e profissional, o fisioterapeuta orientasse o paciente com base em evidências científicas, mencionando, por exemplo, a influência do estresse na percepção da dor e sugerindo a inclusão de técnicas de respiração, relaxamento e atividades prazerosas — como hobbies, caminhadas, meditação ou oração (caso o paciente já as praticasse) — como complementos benéficos ao tratamento. No entanto, o Dr. Fulano respondeu da seguinte forma: “Sr. Sicrano! Seu problema hoje é que se afastou de Deus. Essa falta de fé é a causa principal do sofrimento e das doenças. Na minha vida, só superei minhas dificuldades quando entendi que a minha religião é o único caminho para a verdadeira cura. A Medicina convencional ajuda, mas a cura espiritual é fundamental. Você deveria visitar o meu templo que frequento sempre. Lá temos grupos de oração que fazem milagres para pessoas com dores como as suas”.
Com base na RESOLUÇÃO COFFITO nº 424/2013, Art. 10, é CORRETO afirmar que:
não houve indução a convicções políticas, mas houve uma indução a convicções religiosas. O profissional não se limitou a expor suas crenças, mas buscou ativamente converter o paciente, o que pode levar a uma compreensão errônea do tratamento de fisioterapia.
não se caracterizou abuso da relação terapêutica, pois não houve aproveitamento da posição hierárquica ou da confiança depositada. O paciente, mesmo em vulnerabilidade clínica, não experimentou coerção ou obrigação moral de concordância, mantendo-se consciente de que sua recuperação física dependia primordialmente da adesão terapêutica.
a sessão de fisioterapia não sofreu desvio de sua finalidade, mantendo o enfoque na reabilitação científica, na execução adequada dos exercícios e no controle da dor. Não foi caracterizado desvirtuamento para proselitismo religioso nem há evidências significativas de conduta doutrinária.
a conduta não apresentou potencial danoso, pois não confundiu o paciente quanto à primazia do tratamento fisioterapêutico sobre questões de fé; não gerou constrangimento ou desconforto identificável porque o profissional atuou sem conhecimento prévio das convicções do paciente, que poderiam ser divergentes ou mesmo não existentes.
a conduta não comprometeu a confiança na profissão e na ciência, pois o paciente mantém a compreensão de que sua evolução está vinculada aos aspectos biológicos e funcionais do tratamento, sem atribuir seu sucesso ou insucesso a questões de fé.
Em pacientes tetraplégicos internados em unidade de terapia intensiva, a prevenção de lesões por pressão exige
atenção voltada para a nutrição.
mudanças posturais isoladas.
desconsideração das superfícies de apoio.
atuação integrada multiprofissional.
De acordo com Alencar (2021), qual das opções NÃO é uma característica dos Estudos Controlados Randomizados?
Selecionar pesquisados com características predefinidas e uma doença em comum para dar uma terapia à metade deles, dando placebo ou outra terapia à outra metade.
Podem entregar a mais forte evidência da existência de alguma relação de causa-efeito entre exposição (ou terapia) e doença (ou desfecho).
A randomização minimiza potenciais vieses e impacto de fatores confundidores.
É considerado padrão-ouro no estudo de terapias, porém ainda é suscetível a diversos vieses.
Na pirâmide fluida da Medicina Baseada em Evidências, sempre ocupam o topo da pirâmide.
O plano terapêutico deve ser individualizado, estabelecendo objetivos de curto, médio e longo prazo baseados nas necessidades do paciente. Acerca da construção das estratégias de tratamento, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
( )Os objetivos de curto prazo focam na redução de sinais e sintomas imediatos, como dor e edema, para facilitar a progressão dos exercícios.
( )O plano terapêutico segue diretrizes previamente estabelecidas, com ajustes pontuais ao longo do tratamento sem alterar sua estrutura inicial.
( )A seleção das técnicas de tratamento depende da evidência científica disponível, da experiência do profissional e das preferências do paciente.
( )O prognóstico fisioterapêutico estima a recuperação funcional esperada e o tempo necessário para atingir a independência nas atividades de vida diária.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
V, F, F, V.
F, F, V, V.
V, F, V, V.
V, V, V, F.
Sobre o tratamento conservador da escoliose idiopática juvenil, pode-se afirmar corretamente que
curvas acima de 20 graus em esqueletos maduros precisam ser monitoradas anualmente com radiografias.
a recomendação de uso de coletes toracolombossacrais rígidos em pacientes com esqueleto imaturo deve ser de pelo menos 8 horas diárias para ser efetivo.
natação é uma prática física complementar indicada nesses casos.
o uso de órteses rígidas toracolombossacrais é o tratamento preferido para pacientes de 3 anos até a adolescência, com curvas de 25-45 graus e crescimento significativo restante.
curvas maiores que 50 graus em pacientes com esqueleto maduro requerem tratamento cirúrgico.
Sobre o manejo do pé plano, assinale a alternativa correta.
A presença de síndrome de hipermobilidade articular (SHA) ou síndrome de Ehlers-Danlos hipermóvel (SEDh) não modifica significativamente a abordagem terapêutica do pé plano flexível.
Pés planos flexíveis com queixa álgica em adultos geralmente cursam com necessidade de estabilização cirúrgica e respondem pouco aos tratamentos de reabilitação com exercícios e palmilhas.
O pé plano flexível assintomático em crianças não requer tratamento.
A abordagem terapêutica multimodal do pé plano flexível doloroso com uso de analgesia medicamentosa, fisioterapia e palmilhas não supera o de fisioterapia isoladamente.
Em adultos, mesmo que assintomáticos, é recomendavel o uso de palmilhas com elevação do arco plantar e calçado esportivo antipronação.
No manejo conservador da escoliose idiopática durante o crescimento, a fisioterapia específica para escoliose ocupa um lugar próprio e distinto do exercício genérico.
Assinale a alternativa correta.
Os exercícios gerais simétricos substituem os programas específicos, porque o objetivo central está no condicionamento global do tronco e do equilíbrio.
A indicação dos exercícios específicos depende principalmente da presença de dor, enquanto progressão angular e crescimento têm papel secundário.
A fisioterapia específica cumpre papel acessório ao colete, já que sua função principal começa depois do encerramento do crescimento esquelético.
Os exercícios específicos para escoliose se apoiam em autocorreção tridimensional, treino em atividades diárias, estabilização da postura corrigida e educação.
A abordagem conservadora se organiza por observação ou cirurgia, ficando os exercícios fora do fluxo das curvas leves e moderadas durante o crescimento.
Um paciente pós-acidente vascular cerebral (AVC) apresenta hemiparesia direita e dificuldade para realizar marcha. A abordagem fisioterapêutica inicial deve priorizar:
Apenas fortalecimento muscular intenso.
Imobilização do membro afetado.
Repouso prolongado.
Treino funcional, equilíbrio e controle motor.
A escala de dor mais utilizada clinicamente para mensurar intensidade da dor é:
Escala de Glasgow
Escala Visual Analógica (EVA)
Escala de Ashworth
Escala de Berg
Durante o atendimento em diferentes níveis de atenção à saúde, o profissional deve integrar conhecimentos e técnicas específicas, considerando as particularidades clínicas de cada paciente para elaboração de um plano terapêutico seguro e eficaz. Com base nesses fundamentos, assinale a alternativa CORRETA.
Na área ortopédica, o uso de exercícios resistidos deve ser evitado nas fases iniciais de reabilitação musculoesquelética, sendo contraindicado até a completa resolução do processo inflamatório.
Na área neurológica, pacientes com lesão de neurônio motor superior apresentam tipicamente hipotonia e hiporreflexia, sendo indicadas técnicas de facilitação para aumento do tônus muscular e ativação reflexa.
No atendimento integrado, a avaliação deve contemplar aspectos funcionais, hemodinâmicos e neuromusculares, sendo fundamental a individualização das condutas.
No contexto cardiorrespiratório, a prescrição de exercícios aeróbicos deve ser baseada na frequência cardíaca máxima prevista pela idade.
O teste de pincelada, alisamento ou enxugadela, possui o objetivo de verificar a seguinte alteração:
Avaliar a condromalácia patelar.
Avaliar a plica medial do joelho.
Avaliar um mínimo edema no joelho.
Avaliar a plica do joelho.
Qual é o instrumento mais adequado para a mensuração e/ou graduação da espasticidade?
TUG.
Índice de Barthel.
Teste de Caminhada de 6 minutos (TC6’).
Escala de Ashworth Modificada.
Sinal de Babinski.
Utilize o caso clínico a seguir para responder às questões 40 e 41:
Antonieta, 68 anos, realizou cirurgia bariátrica há 3 anos, é hipertensa e diabética. Na manhã de domingo, acordou e apresentou dificuldade em movimentar o hemicorpo esquerdo, o que a impediu de se levantar da cama. Seu filho, assim que percebeu a situação, levou-a ao hospital mais próximo, onde foi diagnosticada após 4 horas com acidente vascular cerebral isquêmico. Após 2 semanas de internação, recebeu alta e foi encaminhada ao centro de reabilitação para iniciar a reabilitação.
Após 4 meses do início do programa de intervenção, após a reunião de equipe, optou-se por introduzir a terapia por contensão induzida (TCI), ao seu plano de tratamento. Na TCI de acordo com as diretrizes, o treinamento deve ser: intensivo (2 a 6 hs), repetitivo e padronizado.
A porcentagem do dia ativo recomendada para a realização da TCI é:
65 a 70%
75 a 80%
80 a 90%
50 a 60%
70 a 75%
Sobre a regulamentação da Atenção Domiciliar de Fisioterapia, suas modalidades de atuação, atribuições exclusivas sobre registros, consentimento e teleassistência, assinale a alternativa correta:
Na Atenção Domiciliar de Fisioterapia, a internação domiciliar corresponde apenas à visita periódica de um fisioterapeuta para reavaliação e não exige estrutura semelhante à hospitalar.
O uso de teleconsulta e telemonitoramento é permitido para acompanhamento domiciliar, desde que a decisão seja baseada em evidências científicas e vise benefício e segurança ao paciente.
É competência exclusiva do fisioterapeuta realizar consulta, estabelecer diagnóstico e definir o plano terapêutico domiciliar, incluindo a prescrição de órteses e próteses sem necessidade de registro em prontuário.
As empresas que prestam serviços de Fisioterapia em domicílio não necessitam de registro nos Conselhos Regionais, uma vez que a regulamentação se aplica aos profissionais físicos.
A documentação das ações de Atenção Domiciliar de Fisioterapia é facultativa e pode ser mantida apenas em formato verbal, desde que o paciente ou a família concorde.
O Sr. Beltrano, 65 anos, internado com Pneumonia, já se encontra no 3º dia de acompanhamento pela Fisioterapia. Durante o atendimento de rotina, o fisioterapeuta realiza novos testes funcionais para verificar a evolução do quadro, observando que o paciente ainda mantém “Deficiência Cinético-Funcional Respiratória (CBDF D04.01.2.1.2.1), afetando o lobo inferior do pulmão direito, com moderada redução da mobilidade e moderada presença de secreção”. Com base nesses achados atualizados, o profissional estrutura a manutenção das técnicas de higiene brônquica e reexpansão, estabelecendo metas específicas de curto prazo para viabilizar a alta hospitalar nas próximas semanas.
Considerando as etapas do processo de atendimento descritas no enunciado, o ato de verificar a evolução do quadro comparativamente ao estado inicial e a estruturação das metas e condutas para atingir o objetivo da alta correspondem, respectivamente, a quais etapas?
Diagnóstico Clínico e Alta.
Diagnóstico Fisioterapêutico e Prognóstico.
Avaliação e Intervenção.
Reavaliação e Plano de Tratamento.
Exame e Intervenção.
Durante a fase inflamatória ou exsudativa do reparo tecidual, que ocorre tipicamente nas primeiras 48 a 72 horas após a lesão aguda, o tecido conjuntivo apresenta um aumento da permeabilidade vascular e quimiotaxia. Nesse estágio, o planejamento terapêutico do fisioterapeuta deve priorizar a proteção biológica do tecido, fundamentando-se em:
Controle do quadro álgico e modulação da resposta inflamatória por meio de recursos de eletrotermofototerapia e compressão, respeitando a fragilidade do coágulo de fibrina.
Ganho de amplitude de movimento por meio de alongamentos estáticos sustentados, com o intuito de prevenir aderências teciduais no foco da lesão.
Estímulo ao anabolismo protéico por meio de exercícios resistidos com carga excêntrica progressiva, visando o alinhamento precoce das fibras colágenas.
Facilitação neuromuscular visando o retorno imediato à atividade de alto impacto, utilizando o estresse mecânico para acelerar a transição para a fase de maturação.
Instituição de imobilização gessada absoluta e prolongada, a fim de evitar qualquer sinal de angiogênese ou fibroplasia na zona de penumbra da lesão.
Após período prolongado de imobilidade, o paciente inicia reabilitação motora e apresenta fraqueza global, diminuição do controle postural e baixa tolerância ao esforço. Qual abordagem fisioterapêutica é mais coerente com a recuperação funcional segura?
Progressão gradual do treino motor, incluindo sedestação, ortostatismo assistido e exercícios funcionais.
Intervenções focadas apenas em fortalecimento de membros inferiores.
Treino motor intensivo sem monitorização.
Manutenção de imobilização parcial para evitar fadiga.
Evitar exercícios respiratórios para não elevar o gasto energético.
A prescrição de exercícios terapêuticos deve considerar as condições clínicas e funcionais do paciente. Um dos principais objetivos da cinesioterapia é:
Restringir movimentos articulares para evitar sobrecarga.
Restaurar ou melhorar mobilidade, função e capacidade funcional.
Promover imobilização prolongada das articulações afetadas.
Substituir completamente outras formas de tratamento.