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A mobilização precoce no ambiente da unidade de terapia intensiva (UTI) pode ajudar a reduzir os efeitos da imobilidade que, por sua vez, causa várias complicações que influenciam na recuperação de doenças críticas, incluindo atrofia e fraqueza muscular esquelética. Para se realizar uma mobilização precoce segura, devem-se levar em consideração fatores neurológicos, circulatórios e respiratórios do paciente. Considerando a abordagem manual e ativa fisioterapêutica dentro de uma UTI, assinale a alternativa correta.
Quando se fala em “precoce”, compreende-se que as atividades de mobilização devem ser iniciadas imediatamente após a estabilização das alterações fisiológicas importantes, e não exclusivamente após a liberação da ventilação mecânica ou da alta da UTI.
As técnicas de mobilização precoce surgiram com o intuito de aumentar quadros de dispneia e hipercapnia, sempre respeitando a individualidade e as condições clínicas apresentadas por cada um dos pacientes.
A imobilidade no leito deixa os músculos respiratórios independentes da ventilação mecânica, que acaba por assumir o trabalho respiratório, vindo a reduzir o trabalho exercido pela ventilação espontânea, ocorrendo assim o comprometimento da função respiratória.
As práticas terapêuticas não são progressivas e incluem atividades como exercícios de mobilidade no leito, sentadas na beira do leito, em ortostase, transferência para uma poltrona e deambulação.
Aproximadamente 80% dos pacientes que são internados na UTI desenvolvem alguma fraqueza generalizada por consequências relacionadas ao imobilismo.