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(Spruit et al, 2013). A capacidade de exercício e a tolerância ao esforço em indivíduos com doença respiratória crônica, como a DPOC, é prejudicada e muitas vezes limitada por sintomas. A limitação ao esforço é complexa e multifatorial, reduzindo consideravelmente a qualidade de vida nestes indivíduos. São causas fisiopatológicas da limitação ao exercício nesta população:
As necessidades ventilatórias durante o exercício são frequentemente menores do que o esperado devido à redução do trabalho respiratório, redução da ventilação do espaço morto, troca gasosa prejudicada e redução da demanda ventilatória como consequência do descondicionamento e disfunção muscular periférica.
A acidemia lática é resultante do metabolismo anaeróbio pelos músculos durante o exercício de maior intensidade, do catabolismo do tecido muscular e da destruição das fibras musculares.
O sistema cardiovascular pode ser uma das causas limitantes ao exercício. Este sistema é afetado pela doença respiratória crônica de várias maneiras, sendo a mais importante o aumento da pós-carga do ventrículo esquerdo.
A disfunção muscular periférica em indivíduos com doença respiratória crônica pode ser atribuída ao descondicionamento induzido por inatividade, inflamação sistêmica, estresse oxidativo, tabagismo, distúrbios nas trocas gasosas, comprometimento nutricional, baixos níveis de hormônios anabólicos, envelhecimento e uso de corticosteróides.
O diafragma de indivíduos com DPOC sofre com a sobrecarga crônica e, em consequência, apresenta uma redução de sua capacidade, resultando em menor resistência à fadiga. Como resultado, os músculos inspiratórios destes indivíduos geram menos pressão do que indivíduos saudáveis.