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Na fisioterapia respiratória de pacientes pós-cirurgia cardíaca, é comum a presença de complicações como a redução da capacidade vital e o desenvolvimento de atelectasias. Um estudo controlado randomizado aponta que a utilização de ventilação não invasiva (VNI) associada a técnicas de mobilização precoce pode reduzir significativamente o tempo de internação e as complicações respiratórias. Considerando a aplicabilidade clínica dessas intervenções, analise as proposições e assinale a mais apropriada para um paciente submetido a uma revascularização do miocárdio:
A VNI deve ser utilizada com pressão inspiratória positiva contínua (CPAP) de 12 cmH2O associada à mobilização passiva dos membros superiores e inferiores, com o objetivo de prevenir hipoxemia e melhorar a perfusão tecidual.
O uso de pressão positiva ao final da expiração (PEEP) de 10 cmH2O durante a VNI é eficaz na reexpansão pulmonar, devendo ser aplicada de forma intermitente em pacientes com comprometimento cardiorrespiratório para evitar fadiga muscular.
A mobilização precoce associada à VNI com níveis de CPAP acima de 15 cmH2O é a intervenção de escolha para aumentar a capacidade vital em pacientes com ventilação prolongada, sendo necessário evitar a mobilização ativa durante as primeiras 48 horas pós-operatórias.
A aplicação de VNI com pressão inspiratória (IPAP) de 14 cmH2O e pressão expiratória (EPAP) de 6 cmH2O, associada a exercícios de expansão torácica, é recomendada para melhorar a ventilação alveolar e prevenir complicações respiratórias.
A VNI deve ser evitada em pacientes com função cardíaca comprometida, pois o aumento da pressão torácica pode levar à redução do retorno venoso e ao aumento da pressão pulmonar, exacerbando a insuficiência cardíaca.