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Joana, 58 anos, auxiliar de cozinha, foi diagnosticada com diabetes mellitus tipo 2 há dez anos e apresenta histórico de sedentarismo, sobrepeso e controle glicêmico inadequado (HbA1c 8,9%). Durante consulta de rotina na unidade de atenção primária, foi identificada redução da sensibilidade tátil e vibratória nos pés, além de fraqueza muscular e rigidez articular em tornozelo e antepé, dificultando a marcha e o equilíbrio. Apesar de ainda não apresentar úlceras, Joana relata cansaço ao caminhar curtas distâncias, queixas de dor na sola dos pés e episódios frequentes de tropeços. O exame físico revelou encurtamento do tendão de Aquiles, diminuição da força nos músculos intrínsecos do pé e limitação na dorsiflexão do tornozelo, caracterizando um risco elevado para o desenvolvimento de complicações do pé diabético. A equipe multiprofissional indicou medidas preventivas para reduzir o risco de complicações do pé diabético em pacientes com alteração da marcha. Entre elas, destaca-se:
Imobilizar os pés com enfaixamento elástico permanente.
Evitar qualquer movimento de tornozelo para não causar dor.
Aplicar diariamente gelo nos pés para reduzir a circulação local.
Realizar exercícios específicos para mobilidade e fortalecimento de pé e tornozelo.