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Paciente do sexo masculino, 68 anos, tabagista de longa data, com carga tabágica estimada em 60 anos-maço.¬¬Deu entrada na UTI com queixa de dispneia progressiva, inicialmente aos médios esforços, mas com piora há três dias. Apresenta dispneia, tosse produtiva e febre (38,5 ºC). Ao exame físico, encontra-se hipotenso (90/50 mmHg), taquicárdio (FC: 130 bpm), eletrocardiograma com ritmo sinusal, sem drogas vasoativas até o momento. Ao exame neurológico, apresenta-se confuso (Escala de Glasgow de 14). À avaliação respiratória, apresenta taquipneia (f = 30 rpm), com uso de musculatura acessória, SpO2 de 83% com cateter de oxigênio a 2 lpm. Tosse produtiva e pouco eficaz. À ausculta pulmonar, apresenta redução do murmúrio vesicular e roncos apicais. Tórax em tonel. Avaliação musculoesquelética e funcional não foi possível devido ao quadro clínico.
A partir dessas informações, é correto afirmar:
O indivíduo não tem o diagnóstico formal de DPOC e, embora as informações sugiram o diagnóstico, elas não são úteis ao fisioterapeuta no direcionamento do tratamento.
A taquipneia e o uso de musculatura acessória indicam aumento do trabalho ventilatório, mas é uma característica do indivíduo tabagista, portanto, sem necessidade de intervenção imediata pela equipe.
A hipertermia, a taquicardia e a hipotensão são fatores que indicam possível infecção, que poderá ser controlada somente com antibioticoterapia.
A SpO2 de 83% associada ao quadro de taquipneia e uso de musculatura acessória indicam necessidade imediata de suporte adicional (oxigênio, ventilação não invasiva ou invasiva), a depender da evolução clínica.
Como não foi possível realizar a avaliação funcional desse paciente e não há relato de disfunção musculoesquelética prévia, o fisioterapeuta deve considerá-lo como de baixo risco para declínio funcional.