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Um paciente de 65 anos, após um acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico em hemisfério direito, apresenta hemiparesia esquerda. Durante a avaliação da marcha, o fisioterapeuta observa um padrão característico: o paciente realiza uma abdução e rotação externa do quadril esquerdo, seguida de uma circundução da perna para avançar o membro, compensando a dificuldade de flexão do quadril e joelho, além da dorsiflexão do tornozelo. Esse padrão é adotado para evitar que o pé arraste no chão. Considerando a cinesiologia e a biomecânica da marcha patológica, esse padrão descrito é tecnicamente conhecido como marcha ceifante ou hemiplégica. Assinale a alternativa que descreve corretamente uma característica biomecânica fundamental dessa marcha.
Demonstra uma base de sustentação alargada com oscilações do tronco (marcha atáxica), resultado direto da lesão cerebelar, e não da via piramidal.
É primariamente causada por uma fraqueza do glúteo médio, levando a uma queda pélvica contralateral (sinal de Trendelenburg) durante a fase de apoio no lado afetado, forçando a circundução.
Caracteriza-se por uma flexão exagerada do quadril e joelho (marcha escarvante) para compensar a queda do pé, sendo o contato inicial feito com o antepé.
Envolve uma hiperextensão do joelho no membro afetado durante a fase de apoio médio, combinada com uma elevação pélvica excessiva no lado não afetado para facilitar o balanço.
Apresenta uma fase de apoio prolongada no membro inferior não afetado (direito) e uma fase de balanço encurtada e modificada (circundução) no membro inferior parético (esquerdo).