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Uma paciente de 45 anos, sexo feminino, procura atendimento fisioterapêutico com queixas de dor persistente, edema e sensação de calor em ambos os punhos, articulações metacarpofalângicas (MCF) e interfalângicas proximais (IFP). Ela relata que os sintomas se iniciaram de forma insidiosa há cerca de 7 meses, com piora progressiva e uma rigidez matinal que ultrapassa uma hora de duração. Ao exame físico, o fisioterapeuta observa tumefação simétrica nas MCFs, hipotrofia de músculos interósseos dorsais e uma leve tendência ao desvio ulnar dos dedos. A paciente apresenta exames laboratoriais positivos para o Fator Reumatoide e Anti-CCP. Considerando o caso relatado, assinale a alternativa CORRETA:
A rigidez matinal prolongada e o acometimento simétrico de pequenas articulações sugerem uma artropatia degenerativa (osteoartrose), na qual o sítio primário de agressão é o osso subcondral.
As deformidades observadas, como o desvio ulnar e os dedos em pescoço de cisne, ocorrem devido ao desequilíbrio muscular puramente neurológico, sem relação com a inflamação da membrana sinovial.
A membrana sinovial é o sítio mais atingido pela inflamação crônica, onde a formação do "pannus" promove a destruição da cartilagem articular e erosões ósseas, justificando as instabilidades e deformidades futuras.
O tratamento fisioterapêutico deve focar exclusivamente no ganho de força, uma vez que a AR é uma doença limitada às estruturas periarticulares e não apresenta riscos de manifestações sistêmicas ou viscerais.
Os achados radiográficos típicos para esta fase da doença incluem o aumento do espaço articular e a osteosclerose subcondral, evidenciando a perda da autolerância imunológica.