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Patrícia é fisioterapeuta integrante de equipe de atenção domiciliar em seu município e está se dirigindo à residência de um idoso para o primeiro atendimento. O paciente tem o diagnóstico de DPOC e passou por uma longa estadia hospitalar. Cerca de 30 minutos antes do atendimento, o paciente iniciou um quadro de desconforto respiratório. Normalmente, sua SpO2 varia entre 88% e 89% em casa sob oxigenoterapia domiciliar via cânula nasal (4 L/min). O paciente utiliza uma máscara facial simples com fluxo de 1,5 L/min. Ao aferir os sinais vitais do paciente, observou-se FC: 107 bpm, FR: 24 rpm, PA: 134/86 mmHg e SpO2: 84%. Patrícia questiona o familiar e descobre que o filho decidiu trocar por conta própria o método de fornecimento de O2 e reduzir o fluxo. Ela realiza a troca para a cânula nasal de baixo fluxo a 4 L/min, obtendo estabilização clínica, e orienta os familiares. Com base no cenário descrito acima, qual é o motivo técnico da escolha de Patrícia?
Reverter a hipoxemia através da restauração do fluxo basal de 4 L/min e evitar o aumento da resistência à respiração e reinalação de CO2 devido ao uso da máscara simples com fluxo menor que 5 L/min.
Priorizar o conforto do paciente com a cânula nasal, permitindo que a SpO2 ultrapasse os 95% para compensar o período de desconforto respiratório agudo.
Reverter a hipoxemia através da restauração do fluxo basal de 4 L/min e favorecer a reinalação de CO2, uma vez que máscaras com reservatório não devem ser utilizadas com fluxos superiores a 5 L/min.
Utilizar a cânula nasal por ser um dispositivo de alto fluxo, garantindo que a FiO2 seja fixa e independente do padrão ventilatório do paciente.
Substituir a máscara facial simples pelo cateter tipo óculos apenas para facilitar a comunicação e alimentação, mantendo o fluxo reduzido de 1,5 L/min para evitar a toxicidade pelo oxigênio.