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Um paciente adulto, amputado transtibial unilateral há 8 meses por etiologia vascular, encontra-se em fase de reabilitação funcional avançada. Apresenta bom controle de tronco, força muscular preservada em quadril e joelho, porém queixa-se de desconforto no coto, instabilidade em terrenos irregulares e aumento do gasto energético durante a marcha com a prótese atual. Na análise biomecânica observam-se assimetria do tempo de apoio, aumento do momento flexor de joelho no membro protetizado e compensações no membro contralateral.
Considerando os princípios da prescrição, adaptação e treinamento de próteses, bem como os aspectos biomecânicos e funcionais da marcha protética, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta.
A substituição do pé protético por um modelo de baixa resposta dinâmica é indicada para reduzir o gasto energético, independentemente do nível funcional do paciente.
A presença de dor no coto indica, obrigatoriamente, falha no encaixe protético, sendo desnecessária a avaliação do alinhamento dinâmico e do padrão de marcha.
A escolha de um pé protético com maior retorno de energia, associada ao treinamento de marcha com ênfase no controle do joelho protetizado e na simetria do apoio, pode reduzir o gasto energético e melhorar a eficiência funcional.
O treinamento funcional deve priorizar exclusivamente exercícios de fortalecimento muscular do membro amputado, uma vez que ajustes proprioceptivos e treino em superfícies variadas não interferem no desempenho com prótese.
A instabilidade em terrenos irregulares está relacionada apenas à falta de força muscular, não sendo influenciada pelo tipo de componente protético ou pelo alinhamento da prótese.