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Um paciente de 35 anos apresenta dor lombar crônica inespecífica há mais de 1 ano. Ele já realizou múltiplos exames de imagem que não mostram alterações estruturais significativas. Ele tem medo de se movimentar (“cinesiofobia”), crenças negativas sobre sua coluna (“está desgastada”) e um comportamento de evitação de atividades. Qual modelo de atendimento fisioterapêutico é o mais indicado para este perfil de paciente, de acordo com as diretrizes clínicas atuais?
Um modelo biomédico, focado em terapia manual para “corrigir” supostas disfunções vertebrais e repouso para aliviar a dor.
Um modelo biopsicossocial, que combina educação em neurociência da dor (para ressignificar as crenças do paciente), terapia cognitivo-funcional e exposição gradual ao movimento e às atividades temidas, visando a autogestão.
Um modelo passivo, baseado exclusivamente na aplicação de eletrotermofototerapia para analgesia, com múltiplas sessões semanais.
Um modelo cirúrgico, encaminhando o paciente para uma avaliação de artrodese lombar, apesar da ausência de instabilidade.
Um modelo focado em fortalecimento do “core” com exercícios como a prancha isométrica, sem abordar os fatores psicossociais.