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A marcha necessita da perfeita integração dos sistemas...

A marcha necessita da perfeita integração dos sistemas central, vestibular e musculoesquelético, permitindo o deslocamento livre de um lugar a outro. A análise da marcha é de suma importância e tem como auxiliares na avaliação diversos equipamentos. Além disso, é necessário que o fisioterapeuta realize a análise da marcha do seu paciente, para a observação de alterações musculoesqueléticas, para a observação de alterações em algumas patologias, assim como para prescrição de tratamento, prescrição de prótese e auxiliadores da marcha. Existem diversas situações em que a marcha deve ser analisada, como em situações de lesões nos membros inferiores ou alguma patologia que afeta a marcha. Considera-se que na marcha normal, existe uma simetria natural entre os lados esquerdo e direito, mas na marcha patológica, muitas vezes existe um padrão assimétrico. Diante do exposto a respeito das marchas patológicas, assinale a alternativa que apresenta a descrição correta de marcha claudicante ou antálgica.


A

Marcha em bloco devido à rigidez muscular característica, ocasionando também uma dificuldade em iniciar os movimentos (ficam parados em um lugar movimentando apenas o tronco, até que conseguem dar um passo). Neste tipo de marcha, os pacientes apresentam passos curtos, com a cabeça e o tórax inclinados para a frente. Não apresentam balanços dos braços e têm dificuldade de iniciar movimento e mudar de direção.


B

Marcha característica de pacientes com acidente vascular encefálico (AVE), que realizam um semicírculo com o membro espástico (sem apresentar os movimentos de flexão de membros inferiores). O membro superior permanece flexionado, pronado e em adução.


C

Esta marcha é muito comum em pacientes com paralisia cerebral que, devido à hipertonia dos membros inferiores, faz com que eles se cruzem a cada passo, além de arrastar os pés.


D

Consiste em uma marcha autoprotetora, ou seja, reduzindo o período de apoio no membro afetado e deixando diminuindo o período de balanço do membro não comprometido, resultando em velocidade reduzida e menor comprimento de passo. Essa marcha pode estar relacionada a uma debilidade de membros inferiores ou a lesão mais grave.