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A espondilite anquilosante pode ser descrita como uma artropatia reumática sistêmica crônica e progressiva com surtos inflamatórios. Se desenvolve por meio de interações genéticas e fatores ambientais, porém sua etiologia ainda é incerta. Diagnósticos precoces são um desafio, mas podem reduzir de forma significativa os efeitos incapacitantes causados pela espondilite anquilosante e minimizar o impacto da doença nos pacientes e no sistema de saúde. E, a escolha dos melhores recursos fisioterapêuticos para o paciente depende da avaliação cinético-funcional e dos objetivos que serão propostos de forma individualizada. Assim sendo, a respeito da descrição das manifestações articulares da espondilite anquilosante, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) para o que se afirma e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) A manifestação clínica mais comum é a dor nas articulações sacroilíacas e/ou na coluna lombar, que pode irradiar para os membros superiores, sem parestesia. Inicialmente pode haver fases de melhora e de piora do quadro álgico, podendo não apresentar sintomas por dias e até meses, mas, com a completa instalação da doença, a dor ocorre diariamente. Os sintomas, em geral, pioram com o calor local e a mobilização articular e melhoram com o repouso. Por isso o paciente geralmente apresenta melhora da dor pela manhã e à noite, associada à hipermobilidade matinal.
( ) Apesar da sacroileíte ser a manifestação mais precoce da espondilite anquilosante, também podem ser afetadas as articulações periféricas e estruturas extra-articulares. Os tecidos subcondrais tornam-se granulomatosos e infiltrados com plasmócitos, linfócitos, mastócitos, macrófagos e condrócitos. Há erosão irregular e esclerose das articulações afetadas. O tecido é gradualmente substituído por fibrocartilagem e depois se torna ossificado. Quando essas lesões ocorrem na coluna vertebral, a junção do anel fibroso da cartilagem do disco e a margem do osso vertebral sofrem danos irreversíveis. As fibras anulares externas são substituídas por osso e há uma fusão das vértebras. Em estágios avançados da doença, a fusão geralmente ascende pela coluna, formando uma longa coluna óssea conhecida como “coluna em bambu”.
( ) Durante a inspeção, pode-se observar aumento e até mesmo presença de hiperlordose lombar, inicialmente por espasmo muscular doloroso e, posteriormente, por anquilose fibrosa e óssea. Há graus variáveis de aumento da mobilidade lombar em todos os planos.
( ) Na coluna torácica, além da dor, pode haver aumento da expansibilidade e diminuição da cifose. Considera-se a expansibilidade torácica alterada quando, por meio da cirtometria, medida no quarto espaço intercostal, o valor é igual ou superior a 2,5 cm.
( ) Na coluna cervical, pode ocorrer dor, limitação de movimentos, retificação e até mesmo perda da lordose fisiológica, caracterizando assim o sinal da flecha ou seta. Nos casos mais avançados, devido à perda das curvaturas fisiológicas da coluna e do desvio do eixo gravitacional, o paciente apresenta também uma semiflexão dos quadris e adquire a chamada “postura do esquiador”.
( ) Com relação aos sintomas extra-axiais, pode-se observar artrite periférica, normalmente nos membros inferiores, entesite, que pode se apresentar como tendinite calcânea, fascite plantar e entesite intercostal que causa dor na caixa torácica. A dactilite ou “dedo em salsicha” pode ocasionar tenossinovite do tendão flexor digital.
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