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Depois da doença de Alzheimer, a doença de Parkinson é a doença neurodegenerativa mais comum, com rápido aumento de sua prevalência. E, embora o tratamento atual não altere a história natural da doença de Parkinson, o reconhecimento da doença e a instituição precoce de tratamento podem ajudar os pacientes a melhorar acentuadamente a sua qualidade de vida. A doença de Parkinson causa quatro sinais físicos clássicos, que resultam do comprometimento do sistema motor extrapiramidal, a parte do sistema motor envolvida na modulação e regulação do movimento: tremor, rigidez, bradicinesia e, instabilidade postural. Diante do exposto, com relação aos sinais físicos clássicos da doença de Parkinson, assinale a alternativa incorreta.
O tremor da doença de Parkinson é classicamente descrito como tremor de “empilhar pílulas”. Trata-se principalmente de um tremor ao movimento, observado com mais facilidade nos membros inferiores, mas que também pode ser postural. O tremor constitui o sintoma tardio na maioria dos pacientes com doença de Parkinson. Tende a começar bilateralmente e, em seguida, espalha-se unilateralmente no decorrer de vários meses a anos.
A rigidez refere-se à resistência ao movimento passivo de um membro. Em pacientes com doença de Parkinson, a rigidez é frequentemente, mas nem sempre, percebida ao exame como roda dentada, uma resistência espasmódica de interrupção e reinício (em vez de contínua) ao movimento. As manobras de ativação contralaterais (como instruir o paciente a abrir e fechar rapidamente a mão não afetada) podem ajudar a demonstrar a rigidez em roda dentada no exame, particularmente nos casos leves.
A bradicinesia refere-se a uma lentidão do movimento, porém os pacientes frequentemente a descrevem como sensação de fraqueza ou cansaço. Pode-se observar a presença de bradicinesia quando pede ao paciente para realizar uma tarefa como escrever ou abotoar uma camisa ou quando seu paciente entra no consultório com passos arrastados (o balanço dos braços também pode estar diminuído ou até mesmo ausente). Outras anormalidades da marcha podem incluir congelamento (freezing; incapacidade súbita e temporária de se mover) e festinação (tendência a uma aceleração involuntária). A “fácies em máscara” da doença de Parkinson é outro exemplo de bradicinesia: os movimentos faciais espontâneos diminuem, fazendo com que o paciente pareça menos emotivo.
A instabilidade postural manifesta-se como dificuldade de equilíbrio. O “teste de tração” mede a capacidade do paciente de manter uma postura ereta quando você o puxa para trás pelos ombros (o fisioterapeuta precisa estar preparado para segurar o paciente se ele for incapaz de responder à retropulsão e cair para trás).