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A dor lombar (DL) e a cervical (DC) estão entre as razões mais frequentes de visitas a profissionais da saúde no mundo. A dor lombar é um sintoma extremamente frequente que ocorre tipicamente entre as margens das costelas inferiores e a prega glútea inferior, podendo ou não referir sintomas para os membros inferiores. Já a dor cervical, é descrita como uma experiência sensorial e emocional desagradável associada com lesão tecidual real ou potencial na região cervical, delimitada entre a linha nucal superior e a região escapular superior. O raciocínio clínico pode ser definido como a coleta e interpretação de dados biopsicossociais durante a avaliação dos pacientes com queixa de dor de coluna. Sua utilização é importante para definir o diagnóstico fisioterapêutico funcional biopsicossocial e informar corretamente o prognóstico ao paciente. E, dentre as etapas da avaliação fisioterapêutica na dor de coluna encontra-se o exame físico. Diante do exposto, com relação ao exame físico realizado pelo fisioterapeuta em pacientes com dor lombar e/ou cervical, assinale a alternativa incorreta.
O exame físico deve ser iniciado pela observação da postura e capacidade de enfrentamento do paciente desde o momento em que ele entra na sala de avaliação. A avaliação da marcha é importante para identificar possíveis adaptações, sinais e sintomas condizentes com quadro nosológico de dor radicular devido a estenose de canal associado com idade avançada (claudicação associada com dor irradiada e sinais neurológicos/reflexo, dermátomo e miótomo alterados).
No exame físico, o fisioterapeuta não realiza a inspeção da área na qual o paciente refere dor, apenas observam-se possíveis sinais e sintomas para diagnóstico diferencial nos membros próximos (pernas e braços). Além disso, outra etapa é a avaliação das amplitudes e padrões de movimento passivos da coluna e, se houver restrição, continua-se avaliando apenas passivamente o movimento quanto à quantidade e à sensação final de movimento, pois a avaliação do movimento ativo é dispensável. É incomum pacientes terem restrição de amplitudes de movimento de flexoextensão, inclinação lateral e/ou rotação em casos agudos com sensação final “vazia”, restrito pelo quadro álgico.
Movimentos funcionais que agravam e aliviam devem ser testados, deixando aqueles mais dolorosos por último para não prejudicar o julgamento do paciente durante o restante da avaliação. Devido à incapacidade de avaliar desempenho na sala de avaliação (ambiente controlado, não condizente com o contexto biopsicossocial do paciente), é importante a aplicação de testes funcionais validados e confiáveis para predizer a funcionalidade associada à queixa principal.
Para diagnóstico diferencial entre dor radicular e não específica na coluna cervical, há acurácia aceitável para os testes provocativos de Spurling, distração cervical, manobra de Valsalva e teste de tensão dos membros superiores. Já para o diagnóstico diferencial entre dor radicular e não específica lombar, há evidência para utilizar os testes de Lasegue e Slump. Além dos testes provocativos, é importante testar alterações dos parâmetros neurológicos (dermátomo, miótomo e reflexo) para diagnóstico diferencial entre dor idiopática e radicular.