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Um paciente de 45 anos, com diagnóstico de lesão medular completa em nível T10 (paraplegia), após avaliação funcional, recebe a indicação para o uso de órteses longas (KAFO - Knee-Ankle-Foot Orthosis) bilaterais e um andador para treino de marcha terapêutica. O objetivo do uso destes dispositivos é permitir a ortostase e a deambulação em um padrão de marcha pendular, promovendo benefícios fisiológicos e psicológicos. O fisioterapeuta é responsável por treinar o paciente no uso correto das órteses, ensinar as transferências e a sequência da marcha, além de fortalecer a musculatura necessária para a tarefa. Com base nesse contexto de treino de marcha com órteses longas em um paciente com lesão medular, assinale a alternativa que descreve uma conduta essencial.
O paciente deve ser instruído a manter os joelhos em flexão durante o uso das KAFOs para absorver melhor o impacto, sendo o travamento em extensão completa um erro técnico que deve ser evitado durante a deambulação.
O fortalecimento da musculatura dos membros superiores, cintura escapular e depressores dos ombros (como o grande dorsal e peitoral maior) é um pré-requisito fundamental para que o paciente consiga elevar o corpo e realizar a fase de balanço da marcha pendular com o andador.
O treinamento deve focar exclusivamente na velocidade da marcha, incentivando o paciente a dar passos o mais rápido possível, independentemente da qualidade do movimento, para maximizar o gasto energético e os benefícios cardiovasculares.
As órteses devem ser utilizadas apenas durante a sessão de fisioterapia, sendo contraindicado seu uso em casa para treino de ortostatismo ou pequenas locomoções, devido ao alto risco de dependência do equipamento.