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Um fisioterapeuta recebe para avaliação um lactente de 14 meses com diagnóstico de síndrome de Down (SD). Durante a anamnese, os pais relatam que a ainda não adquiriu a marcha independente. Eles demonstram ansiedade para que o filho comece a andar e questionam sobre a necessidade de órteses supramaleolares (SMOs) imediatas para "dar firmeza" e sobre o tempo total de tratamento fisioterapêutico. Com base nas evidências científicas atuais, qual deve ser a conduta e orientação clínica?
Orientar que, devido à trissomia ser do tipo livre, o grau de comprometimento motor será necessariamente moderado, exigindo o uso imediato de órteses para corrigir o alinhamento biomecânico e garantir a participação social
Explicar que o desenvolvimento motor na SD segue etapas muito distintas das crianças típicas, não sendo possível prever o atraso motor, e que as intervenções devem focar exclusivamente na correção das funções e estruturas corporais prejudicadas
Recomendar o uso de órteses supramaleolares imediatamente, antes da aquisição da marcha, visto que as evidências demonstram que esse dispositivo acelera a aquisição dos marcos motores brutos, como correr e pular, medidos pelo GMFM.
Informar que o desenvolvimento motor desse lactente tende a ser parecido com o de crianças típicas, embora mais lento, e que a intervenção deve priorizar a prática direcionada a atividades e participação social, sobrepondo-se ao foco exclusivo em deficiências estruturais
Esclarecer que o tratamento fisioterapêutico é crucial apenas nos primeiros três anos de vida para aproveitar a plasticidade neural, podendo ser interrompido após essa janela, pois não há evidências de alterações funcionais na adolescência ou vida adulta.