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Um paciente de 48 anos, digitador, procura o serviço de fisioterapia com quadro de dor e travamento persistente no terceiro quirodáctilo da mão dominante, diagnosticado clinicamente como dedo em gatilho. Ele relata receio de realizar infiltrações ou cirurgia e deseja saber qual a melhor abordagem conservadora fundamentada em evidências. Qual deve ser a conduta e a orientação do fisioterapeuta?
Prescrever o uso de uma órtese dinâmica que permita a mobilização de todas as articulações dos dedos durante o dia, associando-a ao fortalecimento muscular imediato para evitar a atrofia por desuso.
Recomendar o uso contínuo de uma órtese estática que imobilize apenas uma articulação (MCF ou IFP) em extensão por 6 semanas, podendo prolongar o uso até 12 semanas caso os sintomas persistam.
Indicar exclusivamente a aplicação de recursos eletrofototérmicos (como ultrassom e parafina) e exercícios resistidos, visto que estudos clínicos randomizados de alta qualidade garantem a superioridade isolada dessas técnicas
Orientar que a injeção de corticosteroides é a única opção com sucesso a longo prazo, pois a fisioterapia, embora reduza a dor imediata, apresenta taxas de recorrência de sintomas muito superiores à infiltração
Em caso de evolução para cirurgia, orientar que o fortalecimento progressivo deve ser iniciado já na primeira semana pós-operatória, visando o retorno ao trabalho e atividades esportivas em até 15 dias.