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Em paciente com artrite reumatoide em fase crônica, o fisioterapeuta define condutas para preservar função articular; indique a orientação adequada:
Evitar qualquer exercício para não piorar a dor.
Utilizar apenas exercícios de alta intensidade com carga máxima.
Manter imobilização prolongada de todas as articulações acometidas.
Realizar exercícios de baixo impacto, mobilização suave e proteção articular.
Incentivar apenas atividades de impacto como corrida.
A Estimulação Elétrica Neuromuscular (EENM) possui uma ampla aplicação na prática clínica da fisioterapia traumato-ortopédica e é considerada um padrão-ouro quando comparada à inatividade ou ao exercício em situações de redução do uso muscular significativo ou déficit de controle motor. Várias revisões sistemáticas com metanálise destacam as vantagens da EENM em desfechos funcionais em diversas situações clínicas dentro da fisioterapia traumato-ortopédica.
A partir desse contexto, analise as assertivas a seguir.
I- A EENM é eficaz para minimizar a fraqueza muscular e melhorar a funcionalidade em pacientes submetidos a cirurgias ligamentares e meniscais no joelho.
II- Em doenças que causam hipertrofia muscular progressiva, a EENM auxilia na redução da massa muscular e na melhora da funcionalidade.
III- A aplicação da EENM na região torácica pode interferir nas funções vitais dos órgãos internos, como o coração, devendo ser evitada.
IV- A EENM é usada para reduzir a ativação muscular voluntária durante a inibição artrogênica.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
I e II.
III e IV.
II e III.
I e III.
I e IV.
P.T., 23 anos, caiu de uma altura de 2 metros, fraturou o olécrano e foi tratado com imobilização por meio de gesso. Na fase inicial do tratamento (0 a 3 semanas), o fisioterapeuta deve focar o tratamento em
mobilização passiva do cotovelo, limitando a flexão a 90º, com posicionamento do braço em um travesseiro durante o período noturno.
realizar enfaixamento compressivo para controle do edema, mantendo o membro junto ao corpo; não realizar exercícios com o membro acometido.
educar o paciente a utilizar a tipoia de forma contínua, mantendo o membro junto ao corpo; não realizar exercícios com o membro acometido.
mobilização ativo assistida do cotovelo, limitando a flexão a 90º, com posicionamento do braço junto ao corpo durante o uso da tipoia.
exercícios ativos com punho e mão, mantendo o uso da tipoia junto ao corpo.
Na fisioterapia em traumato-ortopedia, o ganho de amplitude articular após período de imobilização não deve ser conduzido sem considerar a diferença entre rigidez capsular, encurtamento muscular e bloqueio doloroso. Quando a restrição apresenta padrão capsular típico, a perda de movimento tende a seguir uma proporção característica da articulação acometida. Esse raciocínio depende principalmente da análise de:
cadeia fascial superficial.
padrão capsular.
dor miofascial referida.
automatismo postural.
sinergia cruzada.
A respeito da atuação da fisioterapia no pós-operatório imediato de fraturas ao redor do joelho, é CORRETO afirmar que a prioridade do fisioterapeuta nessa etapa é a:
Recuperação da amplitude de movimento, que deve iniciar no primeiro dia de pós-operatório.
Recuperação da força muscular, que deve iniciar no primeiro dia de pós-operatório.
Cicatrização de tecidos moles.
Redução da dor, apenas.
Considerando que a paciente apresenta sinais de irritabilidade tecidual no ombro, qual deve ser a abordagem inicial da fisioterapia para esta articulação?
Amplitude de movimento ativo-assistida, tração articular e deslizamentos grau I.
Uso de tipóia constante, tração articular e deslizamentos grau III.
Amplitude de movimento passiva, tração articular e deslizamentos grau III.
Imobilização completa do ombro para repouso tecidual, focando apenas em exercícios para dedos e cotovelo.
Alongamentos estáticos prolongados associados a deslizamentos grau IV.
A Síndrome de Dor Regional Complexa (SDRC) é uma condição debilitante que pode ocorrer pós-trauma. Analise as afirmativas a seguir sobre a distinção entre o Tipo I e o Tipo II e as características clínicas:
I. A SDRC Tipo I (antiga Distrofia Simpático-Reflexa) ocorre sem lesão nervosa periférica definível, enquanto a SDRC Tipo II (antiga Causalgia) está associada a uma lesão comprovada de um nervo periférico.
II. Ambas as formas caracterizam-se por dor desproporcional ao evento incitante, alodínia, alterações vasomotoras (mudança de cor/temperatura), sudomotoras (edema/suor) e tróficas na extremidade afetada.
III. O tratamento fisioterapêutico na fase aguda deve priorizar a imobilização absoluta do membro afetado com talas gessadas por 30 dias para evitar qualquer estímulo doloroso, pois o movimento agrava a distrofia irreversivelmente.
Está correto o que se afirma em:
I e II apenas.
I e III apenas.
I, II e III.
II e III apenas.
Durante o exame físico de um paciente com suspeita de fibromialgia, o fisioterapeuta, seguindo os critérios para classificação propostos pelo Colégio Americano de Reumatologia, na avaliação dos pontos dolorosos, dentre os 18 possíveis pontos existentes, para caracterização da afecção, deve observar a presença de:
4 pontos bilaterais.
Ao menos 8 pontos bilaterais.
11 ou mais pontos.
Pontos na região dos ombros.
Pontos na região da coluna lombar.
Em pacientes com osteoartrite de joelho, a conduta fisioterapêutica baseada em evidências prioriza exercícios voltados para:
fortalecimento muscular.
imobilização prolongada.
descarga articular total.
repouso absoluto.
O processo de consolidação de fraturas é um evento biológico complexo dividido em fases, que se sobrepõem. O fisioterapeuta deve compreender essas fases para aplicar cargas adequadas em cada momento. Assim, analise as afirmativas a seguir.
I. A fase inflamatória inicial é marcada pela formação do hematoma no foco da fratura, que fornece o arcabouço inicial para a migração celular.
II. A fase de calo mole (fibrocartilaginoso) sucede a inflamatória, onde há proliferação de tecido fibroso e cartilaginoso, proporcionando estabilidade relativa, mas ainda não suportando carga total.
III. A fase de remodelação (Lei de Wolff) é a etapa final, onde o calo ósseo primário (tecido ósseo trabecular) é substituído por tecido fibroso denso para restaurar a forma original do osso.
Está CORRETO o que se afirma em:
II apenas.
I e II apenas.
I e III apenas.
I, II e III.
Um paciente com artrite reumatoide apresenta dor, rigidez matinal prolongada e limitação funcional nas mãos. Na fase de maior atividade inflamatória, a fisioterapia deve ser planejada com ênfase em:
exercícios vigorosos de resistência manual, para impedir deformidades articulares por sobrecarga mecânica.
imobilização contínua das mãos, para evitar qualquer movimento durante o período sintomático.
manipulação articular de alta velocidade, para restaurar amplitude em articulações inflamadas.
proteção articular, controle de dor, manutenção de mobilidade, conservação de energia e orientação funcional.
Analise o texto abaixo a respeito dos exercícios terapêuticos em pacientes com artrite.
O treinamento .............................................oferece a vantagem de ............................... da musculatura periarticular pela ............................... articular disponível e ............................... a nutrição da cartilagem. Certas precauções precisam ser seguidas, em especial no ............................... de músculos em torno de articulações instáveis.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.
deformativo • relaxamento • condição • mantendo • cuidado
pliométrico • fortalecimento • condição • mantendo • fortalecimento
máximo • cuidado • cápsula • estimulando • fortalecimento
dinâmico • fortalecimento • amplitude • aumentando • fortalecimento
tranquilo • cuidado • amplitude • estimulando • relaxamento
No atendimento imediato a um atleta que sofreu um trauma musculoesquelético agudo, o fisioterapeuta deve compreender a cascata de eventos que compõem o ciclo da lesão para intervir de forma eficaz. Analise as sentenças abaixo sobre o processo de lesão e a resposta inflamatória e assinale a alternativa CORRETA:
I - A lesão primária é o dano tecidual imediato e irreversível resultante da força traumática, enquanto a lesão secundária é a morte celular adicional causada por isquemia (hipóxia) ou dano enzimático.
II - Os neutrófilos, que dominam as primeiras 6 a 24 horas após a lesão, realizam a limpeza dos tecidos necróticos de forma específica, sem causar danos aos tecidos saudáveis circundantes.
III - A resposta vascular inicial ao trauma é caracterizada por uma vasoconstrição localizada transitória (cerca de 10 minutos), mediada pela norepinefrina, seguida por uma vasodilatação que aumenta o volume sanguíneo na área.
Apenas a sentença I está correta.
Apenas as sentenças I e II estão corretas.
Apenas as sentenças I e III estão corretas.
Apenas as sentenças II e III estão corretas.
Todas as sentenças estão corretas.
Um paciente de 48 anos, digitador, procura o serviço de fisioterapia com quadro de dor e travamento persistente no terceiro quirodáctilo da mão dominante, diagnosticado clinicamente como dedo em gatilho. Ele relata receio de realizar infiltrações ou cirurgia e deseja saber qual a melhor abordagem conservadora fundamentada em evidências. Qual deve ser a conduta e a orientação do fisioterapeuta?
Prescrever o uso de uma órtese dinâmica que permita a mobilização de todas as articulações dos dedos durante o dia, associando-a ao fortalecimento muscular imediato para evitar a atrofia por desuso.
Recomendar o uso contínuo de uma órtese estática que imobilize apenas uma articulação (MCF ou IFP) em extensão por 6 semanas, podendo prolongar o uso até 12 semanas caso os sintomas persistam.
Indicar exclusivamente a aplicação de recursos eletrofototérmicos (como ultrassom e parafina) e exercícios resistidos, visto que estudos clínicos randomizados de alta qualidade garantem a superioridade isolada dessas técnicas
Orientar que a injeção de corticosteroides é a única opção com sucesso a longo prazo, pois a fisioterapia, embora reduza a dor imediata, apresenta taxas de recorrência de sintomas muito superiores à infiltração
Em caso de evolução para cirurgia, orientar que o fortalecimento progressivo deve ser iniciado já na primeira semana pós-operatória, visando o retorno ao trabalho e atividades esportivas em até 15 dias.
O atendimento fisioterapêutico em serviços de urgência e emergência deve priorizar a estabilização clínica, a prevenção de complicações e a atuação integrada com a equipe multiprofissional. Em sala de emergência, um paciente politraumatizado, hemodinamicamente estável, apresenta fratura de fêmur e contusão torácica, com respiração superficial e dor importante. A conduta do fisioterapeuta nesse cenário é
iniciar treino de marcha com carga parcial, mesmo diante da instabilidade funcional.
atuar na estabilização, favorecer ventilação adequada e prevenir complicações respiratórias e tromboembólicas.
restringir a atuação a alongamentos dos membros superiores, sem considerar o quadro clínico global.
observar o paciente, sem intervenção ativa, aguardando evolução espontânea.
A Artrite Reumatoide é uma doença inflamatória crônica que exige cuidados específicos durante as fases de exacerbação e remissão para preservar a função articular. Sobre o manejo fisioterapêutico de pacientes com Artrite Reumatoide, assinale a alternativa correta.
A aplicação de calor profundo por meio de ondas curtas é a modalidade de escolha durante a fase de sinovite ativa para acelerar a reabsorção do edema intra-articular.
Exercícios de alto impacto e ganho de amplitude de movimento vigoroso são recomendados na fase crônica para reverter as deformidades em 'pescoço de cisne' já estabelecidas.
O uso de órteses de repouso para punho e mão deve ser desencorajado, pois a imobilização favorece a anquilose óssea precoce mesmo em quadros de dor intensa.
A crioterapia é formalmente contraindicada em todas as fases da doença devido ao risco de fenômeno de Raynaud secundário e aumento da rigidez matinal sistêmica.
Durante os períodos de inflamação aguda, a cinesioterapia deve focar em exercícios isométricos de curta duração para manter o trofismo muscular sem sobrecarregar a articulação.
Em fratura de rádio distal tratada conservadoramente, após retirada do gesso, o foco inicial da fisioterapia em traumato-ortopedia é:
Aumento de carga axial máxima no membro.
Treino de corrida leve com apoio de mãos.
Recuperação de mobilidade articular, força e função de punho e mão.
Estímulo a atividades esportivas sem restrição.
Uso exclusivo de órteses rígidas permanentes.
Na fisioterapia em traumatologia e ortopedia, a limitação dolorosa de movimento acompanhada de espessamento capsular caracteriza clinicamente a
bursite trocantérica.
tendinopatia calcária.
instabilidade articular.
capsulite adesiva.
osteonecrose asséptica.
Leia o caso a seguir.
Paciente do sexo masculino, 58 anos, com antecedente de infarto agudo do miocárdio há 2 anos e uso de antiagregante plaquetário, sofreu fratura transtrocantérica de fêmur direito após queda e foi submetido a fixação com haste cefalomedular. No segundo dia de pós-operatório, apresenta-se hemodinamicamente estável, com liberação ortopédica para carga parcial.
Considerando o risco aumentado de tromboembolismo venoso e complicações cardiorrespiratórias, a conduta fisioterapêutica indicada é
manter o paciente em repouso no leito até o sétimo dia de pós-operatório, restringindo a movimentação ativa para proteção do foco de fratura.
realizar exercícios isométricos de quadríceps no membro operado associados a exercícios resistidos de alta intensidade para membros superiores.
iniciar mobilização ativa de membros inferiores, exercícios respiratórios, sedestação e deambulação progressiva conforme tolerância clínica.
aplicar mobilização passiva contínua no membro operado em amplitude máxima associada a exercícios respiratórios com pausa inspiratória prolongada.
Uma paciente de 52 anos com diagnóstico de artrite reumatoide apresenta dor e edema em múltiplas articulações das mãos, rigidez matinal superior a uma hora e limitação funcional importante durante atividades de vida diária. Durante a avaliação observa-se presença de processo inflamatório ativo nas articulações metacarpofalângicas e interfalângicas proximais. Considerando a fase ativa da doença, assinale a alternativa que indica qual intervenção fisioterapêutica é mais indicada.
Exercícios suaves de amplitude de movimento associados a estratégias de conservação de energia.
Exercícios resistidos intensos para manutenção da força muscular global.
Mobilizações articulares de alta velocidade para reduzir a rigidez.
Imobilização completa das articulações acometidas por longos períodos.
Alongamentos passivos vigorosos para aumentar a mobilidade articular.