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Um paciente de 58 anos, com sequela de AVE (Acidente Vascular Encefálico) isquêmico há 6 meses, apresenta um padrão extensor de membro inferior caracterizado por extensão e adução de quadril, extensão de joelho e inversão de tornozelo. Durante a última semana, o cuidador relata que a rigidez do paciente aumentou subitamente, dificultando o posicionamento no leito e a higiene. Ao avaliar, o fisioterapeuta observa a presença de uma úlcera por pressão na região sacral que não existia anteriormente. Além disso, o paciente apresenta fraqueza muscular grave nos membros inferiores. Considerando as diretrizes clínicas para o tratamento da espasticidade, qual deve ser a conduta do fisioterapeuta?
Indicar imediatamente o bloqueio químico com toxina botulínica para todos os grupamentos musculares espásticos, visando reduzir o tônus antes de tratar a úlcera por pressão.
Iniciar exercícios de fortalecimento intensivo e cinesioterapia resistida, ignorando o aumento do tônus, já que a espasticidade é um fenômeno que desaparece completamente durante o sono.
Priorizar o tratamento da úlcera por pressão e das possíveis condições clínicas associadas, pois complicações como infecções e úlceras podem agravar a hipertonia.
Recomendar o uso de medicações antiespásticas sistêmicas (como baclofen ou tizanidina) como única forma de tratamento, visto que recursos físicos como a cinesioterapia não têm efeito sobre reflexos tônicos de estiramento.
Suprimir totalmente a espasticidade por meio de intervenção medicamentosa agressiva, desconsiderando que, em casos de fraqueza muscular grave, a hipertonia pode colaborar na função.