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Uma paciente de 55 anos, com histórico de diabetes mellitus...

Uma paciente de 55 anos, com histórico de diabetes mellitus tipo 2, procura atendimento fisioterapêutico relatando dor intensa no ombro direito, que piora à noite e dificulta tarefas simples como vestir-se e pentear o cabelo. Ao exame físico o fisioterapeuta observa perda progressiva e significativa das amplitudes de movimento ativa e passiva da articulação glenoumeral. A paciente está muito ansiosa e acredita que a dor desaparecerá sozinha em poucos meses, sem necessidade de intervenção. Considerando a condição clínica da paciente, qual deve ser a análise e a conduta do fisioterapeuta?


A

Informar à paciente que, por ser diabética, o seu prognóstico de ganho de amplitude de movimento é significativamente pior do que o de pacientes idiopáticos, embora o risco de dor recorrente seja o mesmo em ambos os grupos.


B

Priorizar a avaliação da rotação externa com o braço em abdução de 90°, pois esta é a posição recomendada para tencionar o intervalo rotador e obter um diagnóstico diferencial mais preciso na fase de congelamento.


C

Indicar o uso primordial de modalidades físicas, como ultrassom e diatermia por ondas curtas, uma vez que estas apresentam forte evidência científica na literatura para a redução da dor e ganho de função a longo prazo.


D

Realizar educação em saúde explicando o curso natural da doença, respeitar os níveis de irritabilidade tecidual durante a terapia manual e focar o tratamento no retorno funcional, visto que o diabetes é um fator de risco para um pior prognóstico e maior recorrência da dor.


E

Garantir à paciente que a capsulite adesiva é uma condição estritamente autolimitada, assegurando que 100% dos casos evoluem para a resolução completa dos sintomas e recuperação total do movimento em até 12 meses, independentemente do tratamento.