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Um paciente idoso, em pós-operatório de cirurgia abdominal alta, evolui com hipoventilação devido à dor incisional e ao posicionamento restrito no leito. Na ausculta pulmonar, são identificados murmúrios vesiculares diminuídos difusamente, e a radiografia de tórax sugere a presença de atelectasias laminares em bases pulmonares. O fisioterapeuta precisa selecionar uma técnica de terapia de expansão pulmonar para reverter este quadro, considerando que o paciente está lúcido, orientado e colaborativo. Assinale a alternativa que apresenta a intervenção mais apropriada para este cenário.
Técnica de expiração forçada (huffing) associada à drenagem postural em Trendelenburg, para mobilizar as secreções retidas nas bases pulmonares, que são a causa primária da hipoventilação e do colapso alveolar.
Ventilação não invasiva (VNI) com dois níveis de pressão (BIPAP) em modo espontâneo, com pressões elevadas (IPAP > 20 cmH2O), aplicada de forma contínua por 24 horas para garantir a reexpansão completa dos pulmões.
Exercícios diafragmáticos com resistência manual aplicada sobre o abdome durante a fase inspiratória, visando exclusivamente o fortalecimento do diafragma para que ele possa superar a restrição imposta pela dor.
Espirometria de incentivo a fluxo ou a volume, instruindo o paciente a realizar inspirações lentas e profundas, seguidas de uma pausa inspiratória de 2 a 3 segundos, com o objetivo de otimizar a ventilação colateral e aumentar o gradiente de pressão transpulmonar para a reabertura de unidades alveolares colapsadas.