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O tratamento inicial de pacientes idosos com disfunções neurológicas quase sempre é realizado com o uso de fármacos que auxiliam na prevenção de novos eventos e no controle de sintomas, mas a fisioterapia tem papel imprescindível na evolução da saúde e na melhora do estado geral do paciente. Diante deste pressuposto, assinale a alternativa incorreta com relação a abordagem fisioterapêutica nas disfunções neurológicas do paciente idoso.
A abordagem da fisioterapia nas disfunções neurológicas do paciente idoso é ampla e tem por objetivo principal melhorar as capacidades funcionais do indivíduo, mantendo o paciente o mais independente possível dentro das suas condições gerais de saúde e, apesar de inúmeras afecções, com características abrangentes, afetarem o paciente gerontológico, algumas condições neurológicas são mais prevalentes nesta população, e recursos terapêuticos direcionados são fundamentais para o melhor prognóstico do paciente. Sendo de suma importância considerar a individualidade do paciente pois, cada indivíduo é único e o tempo de resposta para o tratamento é variado e, quanto antes for iniciado o atendimento fisioterapêutico neurofuncional, maiores serão as possibilidades de resposta para o paciente.
A fisioterapia atua nos distúrbios neurológicos em várias frentes, e o tratamento deve ser sistêmico e planejado, oferecendo possibilidades de prevenção e reabilitação ao paciente, restabelecendo dentro das possibilidades de cada caso, a capacidade funcional e a qualidade de vida. No paciente idoso, além das disfunções neurológicas, não é comum haver outras condições associadas ao envelhecimento e todos esses parâmetros não precisam estar associados aos objetivos do tratamento fisioterapêutico neurofuncional, visando a desenvolver o mínimo possível de independência, além também ser desnecessário orientar o paciente e os cuidadores sobre sinais, sintomas e evolução das principais doenças neurológicas que acometem os idosos.
O distúrbio neurológico pode limitar as atividades do seu paciente idoso de forma leve ou acentuada, sendo indicado o uso de órteses como muletas, bengalas, andadores e cadeira de rodas. Durante a avaliação ou nas sessões de tratamento, o fisioterapeuta pode observar que o seu paciente apresenta desvio do centro de gravidade, instabilidades constantes ou que ele caminha se apoiando às paredes, a indicação de um andador ou de uma bengala, de acordo com a sua avaliação, auxiliará este paciente nas atividades diárias e ainda contribuirá para prevenção de queda, um risco constante para indivíduos idosos. Portanto, como parte do tratamento, o fisioterapeuta atua na indicação e no treino para uso adequado de equipamentos e acessórios de mobilidade, incluindo as transferências de peso e regulagem dos acessórios quando pertinente.
O planejamento fisioterapêutico neurofuncional se inicia com a avaliação adequada do idoso composta por uma investigação detalhada e o tratamento fisioterapêutico por sua vez, deve ser pautado pelas possibilidades reais, com expectativas adequadas e lembrando que o objetivo primário é garantir o máximo de autonomia e independência condizente com o quadro do paciente, retardando o surgimento de deformidades, fraquezas e atrofias, mantendo ou melhorando as amplitudes de movimento, a força muscular, os padrões respiratórios e de marcha, e consequentemente a funcionalidade do paciente.