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Um homem, 47 anos, trabalhador da indústria química, apresenta dispneia progressiva aos esforços há 18 meses, tosse seca persistente, fadiga e redução da tolerância ao exercício, com histórico de exposição ocupacional a agentes químicos e poeiras. Ao exame físico, observa-se redução da expansibilidade torácica, padrão respiratório superficial, leve dessaturação ao esforço, fraqueza de musculatura inspiratória e limitação funcional global. Com base no caso clínico, assinale a alternativa CORRETA.
O Teste de Caminhada de 6 minutos (TC6) deve ser evitado em pacientes com padrão restritivo por risco de dessaturação, sendo substituído por testes de esforço máximo em cicloergômetro, que oferecem maior segurança e precisão diagnóstica.
A Escala Modificada de Borg e o MRC são úteis para o acompanhamento subjetivo, uma vez que não possuem validade clínica para prescrição de exercício.
A avaliação da força muscular periférica por dinamometria não possui aplicabilidade em doenças respiratórias, pois a limitação funcional primária nesses casos é ventilatória.
A utilização de TC6, escalas de dispneia, espirometria, manovacuometria e questionários de qualidade de vida permite avaliação multidimensional da função respiratória e funcional; o tratamento deve incluir reabilitação pulmonar com exercício aeróbico.