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Um homem de 34 anos foi encaminhado ao serviço de fisioterapia neurológica três semanas após receber o diagnóstico de Esclerose Múltipla. Relata fadiga intensa ao final do dia, dificuldade para caminhar em terrenos irregulares, sensação de instabilidade durante mudanças rápidas de direção e episódios de visão borrada previamente atribuídos à neurite óptica. Ao exame, apresenta força muscular grau 4 em membros inferiores, discreta espasticidade em flexores plantares, redução da sensibilidade vibratória distal, leve dismetria no teste dedo-nariz, marcha com aumento da base de sustentação e redução da velocidade. Durante a avaliação funcional, percorreu 320 metros no teste de caminhada de 6 minutos, realizou o Timed Up and Go (TUG) em 15 segundos e obteve escore 43 na Berg Balance Scale. Na avaliação da fadiga, apresentou pontuação elevada na Modified Fatigue Impact Scale (MFIS). Nesse contexto, a conduta MAIS adequada é:
Priorizar o fortalecimento muscular e a redução da espasticidade, postergando o treinamento de equilíbrio até que a força muscular esteja completamente restabelecida.
Implementar um programa individualizado com exercícios aeróbicos, fortalecimento muscular, treino de equilíbrio e marcha, utilizando estratégias para manejo da fadiga e acompanhamento funcional periódico.
Basear o plano terapêutico exclusivamente nos achados da Escala de Ashworth Modificada, uma vez que a espasticidade é o principal determinante da funcionalidade na esclerose múltipla.
Indicar treinamento em dupla tarefa após a normalização completa da marcha, pois sua realização nas fases iniciais aumenta comprovadamente a frequência de surtos e acelera a incapacidade funcional.