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No contexto da fisioterapia neurológica, especialmente em pacientes com lesão do sistema nervoso central, analise as assertivas a seguir.
I. A espasticidade está associada ao aumento do reflexo de estiramento dependente da velocidade.
II. Lesões do neurônio motor superior cursam, em geral, com flacidez permanente.
III. A facilitação neuromuscular proprioceptiva utiliza padrões funcionais e estímulos sensoriais para otimizar o movimento.
Está correto o que se afirma em:
II e III, apenas.
I e III, apenas.
I e II, apenas.
I, II e III.
Paciente com hemiparesia direita pós-AVE recente apresenta dificuldade de controle postural em sedestação; o objetivo imediato da fisioterapia neurológica é:
Treinar corrida e saltos bipodais.
Melhorar estabilidade de tronco e reações de equilíbrio em sedestação.
Focar apenas em exercícios respiratórios domiciliares.
Restringir movimentos ativos no lado acometido.
Estimular apenas tarefas de membro superior não dominante.
Leia o caso a seguir.
Mulher de 62 anos, sete meses após acidente vascular cerebral isquêmico, apresenta hemiparesia leve, marcha em circundução e dificuldade funcional. Os familiares acreditam que não há mais possibilidade de recuperação funcional.
Nesse caso, considerando os princípios da neuroplasticidade e da reabilitação neurológica, como a reabilitação dessa paciente deve ser mantida?
Até o limite temporal de três meses após o evento neurológico.
Enquanto forem realizados exercícios de mobilização passiva.
Enquanto houver potencial para obtenção de ganhos funcionais.
Durante a ocorrência de melhoras espontâneas.
Considerando a reabilitação fisioterapêutica após acidente vascular cerebral, assinale a alternativa correta sobre o papel do treino orientado à tarefa na recuperação motora e funcional.
O treino motor se fortalece quando prioriza padrões facilitados em segmentos isolados, deixando a função global para fase tardia da recuperação.
O treino orientado à tarefa, com prática repetida, progressão de dificuldade e vínculo com objetivos funcionais, ocupa lugar central na reabilitação.
A normalização do tônus conduz o processo motor e, por isso, costuma anteceder o treino de atividades funcionais em programas mais eficazes.
O reaprendizado motor depende prioritariamente da compensação proximal, razão pela qual a prática contextualizada entra depois da estabilização postural.
O treino funcional perde rendimento quando varia o ambiente, porque a aprendizagem motora exige repetição invariável da mesma tarefa clínica.
Um homem de 34 anos foi encaminhado ao serviço de fisioterapia neurológica três semanas após receber o diagnóstico de Esclerose Múltipla. Relata fadiga intensa ao final do dia, dificuldade para caminhar em terrenos irregulares, sensação de instabilidade durante mudanças rápidas de direção e episódios de visão borrada previamente atribuídos à neurite óptica. Ao exame, apresenta força muscular grau 4 em membros inferiores, discreta espasticidade em flexores plantares, redução da sensibilidade vibratória distal, leve dismetria no teste dedo-nariz, marcha com aumento da base de sustentação e redução da velocidade. Durante a avaliação funcional, percorreu 320 metros no teste de caminhada de 6 minutos, realizou o Timed Up and Go (TUG) em 15 segundos e obteve escore 43 na Berg Balance Scale. Na avaliação da fadiga, apresentou pontuação elevada na Modified Fatigue Impact Scale (MFIS). Nesse contexto, a conduta MAIS adequada é:
Priorizar o fortalecimento muscular e a redução da espasticidade, postergando o treinamento de equilíbrio até que a força muscular esteja completamente restabelecida.
Implementar um programa individualizado com exercícios aeróbicos, fortalecimento muscular, treino de equilíbrio e marcha, utilizando estratégias para manejo da fadiga e acompanhamento funcional periódico.
Basear o plano terapêutico exclusivamente nos achados da Escala de Ashworth Modificada, uma vez que a espasticidade é o principal determinante da funcionalidade na esclerose múltipla.
Indicar treinamento em dupla tarefa após a normalização completa da marcha, pois sua realização nas fases iniciais aumenta comprovadamente a frequência de surtos e acelera a incapacidade funcional.
No tratamento de um paciente com hemiparesia espástica após um acidente vascular encefálico, a abordagem terapêutica baseada no Conceito Neuroevolutivo Bobath foca exclusivamente na facilitação dos padrões de movimento normais, sem se preocupar com a inibição dos padrões de tônus e posturas anormais.
Certo
Errado
Um indivíduo com doença de Parkinson apresenta bradicinesia, episódios de freezing e redução importante da amplitude da marcha. Considerando abordagens fisioterapêuticas contemporâneas, assinale a alternativa que representa qual estratégia possui maior evidência funcional.
Exercícios passivos contínuos de baixa intensidade.
Restrição de atividades com dupla tarefa.
Alongamentos globais como única intervenção.
Estímulos externos auditivos e visuais associados a treino funcional.
Imobilização temporária para controle motor.
Leia o caso clínico a seguir.
Paciente sofreu um acidente automobilístico e foi arremessado para fora do carro pela falta do uso de cinto de segurança, sofrendo um traumatismo raquimedular.
Diante deste tipo de caso, o fisioterapeuta deve considerar que:
a hipertensão postural é um problema frequente em pacientes com lesão medular acima do nível mediotorácico, que ocorre devido à perda do controle simpático da atividade vasoconstrictora periférica
durante a avaliação, os pacientes que apresentam dano medular a nível T1 frequentemente são classificados como tetraplégicos.
a disreflexia autonômica é causada por estímulos dolorosos ou desconfortáveis, tendo como sinais: a dor de cabeça, o aumento da pressão arterial, a visão borrada, a sudorese acima do nível da lesão, dentre outros.
durante a fase de choque medular, o paciente apresenta arreflexia, paralisia flácida e hipotonia abaixo do nível da lesão. Diante desse quadro, o tratamento fisioterapêutico deve enfatizar as transferências de peso com o intuito de aumentar o tônus muscular.
Um fisioterapeuta atua em uma Unidade de AVC e é chamado para avaliar um paciente de 62 anos, 18 horas após o início dos sintomas de um AVC isquêmico. O paciente está clinicamente estável, com NIHSS de 12. Com base nas recomendações do consenso brasileiro de reabilitação do AVC, qual deve ser a conduta imediata e a justificativa CORRETA?
Adiar a mobilização ativa para o período entre 24 e 48 horas após o ictus, uma vez que a mobilização precoce intensiva dentro das primeiras 24 horas não contribui para um desfecho funcional favorável e pode ser prejudicial.
Iniciar mobilização intensiva imediatamente (fora do leito), pois a mobilização precoce nas primeiras 24 horas é o principal preditor de desfecho funcional favorável.
Manter repouso absoluto por 72 horas, visto que qualquer estímulo motor na fase hiperaguda aumenta o risco de transformação hemorrágica.
Realizar apenas exercícios passivos no leito, pois estes são definidos pelo protocolo como a forma primária de mobilização precoce para pacientes com NIHSS > 10.
Mobilizar o paciente imediatamente apenas se ele tiver sido submetido à terapia de reperfusão, pois o uso de trombolíticos isenta o paciente dos riscos de hipoperfusão cerebral.
Analise as seguintes asserções e a relação proposta entre elas:
I. Indivíduos com doença de Parkinson demonstram alterações motoras que podem comprometer a execução de sequências longas e complexas de movimentos como a marcha. Uma estratégia para isso no atendimento de fisioterapia é a adoção de pistas visuais.
PORQUE
II. As pistas visuais permitem uma melhor eficácia de movimentos sequenciais, com ganhos no comprimento e velocidade das passadas, bem como redução dos episódios de congelamento (freezing).
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da I.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa da I.
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
As asserções I e II são proposições falsas.
Em doença de Parkinson moderada, o fisioterapeuta organiza treino de marcha; indique a estratégia frequentemente utilizada:
Orientar passos cada vez menores para reduzir oscilação.
Evitar qualquer estímulo visual para não distrair o paciente.
Manter o paciente sempre em decúbito para evitar quedas.
Utilizar pistas auditivas e visuais rítmicas para facilitar o padrão de marcha.
Incentivar mudanças bruscas de direção sem apoio.
Paciente com doença de Parkinson hospitalizado apresenta rigidez, bradicinesia e dificuldade para iniciar movimentos. Qual conduta fisioterapêutica favorece autonomia imediata?
Treinar movimentos rápidos sem pistas externas.
Evitar comandos verbais para não aumentar a dependência.
Utilizar pistas visuais e auditivas para facilitar iniciação e ritmo motor.
Realizar apenas mobilizações passivas para preservar articulações.
Priorizar exercícios de alta resistência muscular.
Leia o caso a seguir.
Paciente do sexo masculino, 68 anos, com diagnóstico de doença de Parkinson (Hoehn & Yahr estágio 2) há 5 anos, apresenta rigidez muscular em membros superiores e inferiores, tremor de repouso em mãos, bradicinesia e episódios de congelamento da marcha (freezing). Possui também diabetes mellitus tipo 2 com hemoglobina glicada de 8,5% e neuropatia periférica leve em pés.
A conduta fisioterapêutica indicada para esse paciente, considerando as duas condições clínicas, é
prescrever exercícios em piscina aquecida de alta intensidade sem monitorização, priorizando a redução do tremor de repouso por meio da imersão.
restringir a intervenção a exercícios respiratórios e relaxamento, evitando mobilização ativa pelo risco de hipoglicemia durante o esforço físico.
indicar uso de órteses rígidas em membros superiores e inferiores para controle postural e prevenção de quedas associadas ao freezing.
realizar exercícios de mobilidade e alongamento, treino de marcha com pistas externas, treino de equilíbrio e orientações sobre cuidados com os pés.
Um paciente de 72 anos, 6 meses pós-AVE isquêmico em território da artéria cerebral média direita, evoluiu com uma síndrome complexa de dor regional no membro superior esquerdo, caracterizada por dor em queimação, alodínia, hiperalgesia, edema, alterações de coloração e temperatura da pele, e sudorese excessiva. A avaliação funcional mostra limitação severa da ADM e uso funcional da mão. Este quadro é compatível com a Síndrome Dolorosa Complexa Regional (SDCR) tipo I. Qual abordagem fisioterapêutica é considerada a mais eficaz por atuar na reorganização cortical e na dessensibilização central?
Focar em crioterapia e imobilização do membro com uma órtese de repouso para controlar a dor e o edema, evitando qualquer movimento que gere dor.
Utilizar um programa de fortalecimento de alta intensidade para o membro afetado, a fim de combater a fraqueza e melhorar a circulação.
Implementar a Terapia do Espelho, na qual o paciente observa o reflexo do membro não afetado enquanto realiza movimentos, associada à Terapia de Imagens Motoras Graduadas (Graded Motor Imagery - GMN) e dessensibilização tátil progressiva.
Realizar sessões de TENS em modo convencional (alta frequência) como única modalidade, focando no alívio sintomático da dor.
Aplicar técnicas de terapia manual de alta velocidade (thrust) nas articulações do punho e mão para restaurar a mobilidade articular.
Marcos está realizando o atendimento de um homem de 55 anos que teve um AVC recentemente. Ao realizar a avaliação da espasticidade, Marcos notou um ligeiro aumento de tônus muscular, manifestado como uma dificuldade inicial, seguida de resistência mínima durante (menos da metade) da amplitude de movimento. Ao tomar nota na ficha de avaliação do paciente, o fisioterapeuta se deparou com a Escala de Ashworth Modificada, apenas com números, sem descrição. Com base na avaliação de Marcos, qual é o valor correspondente na escala?
1.
1+.
2.
3.
Durante a avaliação de um paciente com Lesão Medular, o fisioterapeuta identifica o nível neurológico motor. Para classificar o nível motor como C7, o músculo-chave testado deve apresentar grau de força igual ou superior a 3 (com o nível acima sendo grau 5). O músculochave correspondente a C7 é o:
Bíceps braquial.
Extensor radial longo do carpo.
Flexor profundo dos dedos.
Abdutor do dedo mínimo.
Tríceps braquial.
A estimulação elétrica funcional (FES) tem sido utilizada na reabilitação de crianças e adolescentes com paralisia cerebral, especialmente em protocolos voltados à melhora da marcha e do controle motor. Considerando os mecanismos de ação e os efeitos terapêuticos da FES, assinale a alternativa correta:
A FES atua prioritariamente na modulação sensorial, sendo sua aplicação limitada à melhora da propriocepção, sem impacto significativo na função motora.
A FES é indicada principalmente para o controle da dor, sendo sua principal aplicação clínica voltada à analgesia e bloqueio dos nociceptores.
A FES induz contração muscular funcional por meio de estímulos elétricos, podendo favorecer controle motor, coordenação e reeducação da marcha.
A FES apresenta efeito predominante na redução da espasticidade, sem influência relevante na organização do movimento ou na marcha.
A FES promove contração muscular, porém, sem repercussão sobre padrões funcionais de movimento, restringindo-se ao ganho isolado de força.
Considerando as fases de recuperação motora pós Acidente Vascular Encefálico descritas por Brunnstrom, a intervenção fisioterapêutica deve ser adaptada ao nível de sinergia do paciente. Sobre as estratégias de tratamento nesta patologia, analise as afirmativas a seguir:
I.Na fase inicial de flacidez, o posicionamento adequado no leito é crucial para prevenir subluxação de ombro e o desenvolvimento de padrões posturais viciosos.
II.O fenômeno de Souques, caracterizado pela extensão dos dedos ao elevar o membro superior acima de noventa graus, pode ser utilizado para facilitar a abertura da mão.
III.O fortalecimento muscular por meio de exercícios de resistência máxima é a estratégia prioritária na fase de espasticidade severa para reduzir o tônus muscular.
Está correto o que se afirma em:
II apenas.
I, II e III.
I e III apenas.
III apenas.
I e II apenas.
Um paciente de 58 anos, sexo masculino, após acidente vascular cerebral isquêmico há 3 meses, apresenta hemiparesia à direita, diminuição da força muscular em membros superiores e inferiores direitos, dificuldade para realizar a marcha sem auxílio e limitação para atividades de autocuidado, como vestir-se e tomar banho. Relata ainda dificuldade para retornar ao trabalho e dependência parcial de familiares para atividades domésticas. O domicílio possui escadas, sem corrimão.
Com base na Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), assinale a alternativa que melhor representa uma abordagem adequada para a avaliação fisioterapêutica segundo esse modelo:
Restringir a avaliação aos códigos de funções do corpo, uma vez que atividades e participação não são contempladas pela CIF.
Avaliar, de forma integrada, funções e estruturas do corpo, limitações em atividades, restrições de participação e fatores ambientais, como as escadas sem corrimão.
Classificar apenas a lesão cerebral como principal determinante da incapacidade funcional.
Focar exclusivamente na mensuração da força muscular e do tônus, por se tratar de funções do corpo.
No manejo fisioterapêutico das lesões neurológicas centrais, o método que enfatiza controle postural e inibição de padrões anormais de movimento denomina-se
método Kabat.
método Bobath.
método McKenzie.
método Mulligan.
método Maitland.