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Na mobilização neural aplicada a sintomas compatíveis com mecanossensibilidade do nervo mediano, o fisioterapeuta precisa diferenciar excursão neural de aumento de tensão. A técnica de deslizamento neural é caracterizada por:
aumentar tensão nas extremidades proximal e distal do trajeto neural, favorecendo alongamento sustentado do nervo e provocação sintomática controlada.
combinar movimentos que tensionam uma extremidade e aliviam a outra, favorecendo excursão neural com menor aumento de carga.
manter a articulação distal em posição fixa, mobilizando o segmento proximal até reproduzir parestesia tolerável e perda transitória de amplitude.
associar extensão cervical e extensão do punho em mesma direção de tensionamento, elevando deformação neural para reduzir aderências perineurais.
alternar contração isométrica e alongamento dos flexores do punho, modificando a interface muscular antes da mobilização do trajeto neural.
Refere-se a tratamento na fisioterapia motora da paralisia facial, EXCETO:
Método Kabat facial;
Método Rood com escovação;
Estimulação com corrente elétrica (farádica em ponto motor);
Manobra de Epley;
Exercícios de mímica facial em frente ao espelho.
Diferentes abordagens fisioterapêuticas visam facilitar o movimento e regular o tônus muscular em pacientes com lesões do sistema nervoso central. Sobre os princípios dos recursos e técnicas cinesioterapêuticas em neurologia, assinale a alternativa correta.
Na facilitação neuromuscular proprioceptiva (FNP), os padrões em diagonal são empregados para promover o relaxamento do músculo agonista por meio de resistência isométrica sustentada sem que ocorra mobilidade articular no membro.
O Conceito Neuroevolutivo Bobath atua a partir de pontos-chave de controle (como cabeça, ombros e pelve) para modular a inibição de padrões anormais de tônus postural e facilitar a execução do movimento normal.
A crioterapia é um importante recurso térmico que atua potencializando os disparos dos fusos musculares, sendo frequentemente indicada para o aumento da espasticidade como suporte para o ortostatismo do paciente.
A estimulação elétrica funcional (FES) atua provocando a contração direta de músculos hipertróficos com o objetivo principal de gerar fadiga neuromuscular e redução instantânea do quadro álgico da musculatura preservada.
A terapia com o uso da bola suíça baseia-se na aplicação de mobilizações passivas no leito, com foco na estabilização mecânica restrita ao membro inferior, sem interferir no controle postural e equilíbrio do tronco.
Na prevenção da trombose venosa profunda (TVP), no paciente com AVE, qual conduta se repete para pacientes nas fases agudas, tanto conscientes quanto inconscientes?
Mudança de decúbito a cada 4 horas.
Manobras de higiene brônquica.
Mobilizações passivas de membros superiores e inferiores.
Uso de tipoia quando o paciente estiver sentado.
Acerca da avaliação fisioterapêutica e da interpretação cuidadosa das provas de função muscular aplicadas em pacientes com lesões neuromusculares, assinale a opção correta.
A validade do teste manual de força muscular pode ser comprometida em casos de espasticidade e padrões de movimento anormais, de modo que é necessário documentar compensações musculares e modificações de posição quando presentes.
Em pacientes com lesões de neurônio motor superior, a coativação anormal e as sinergias obrigatórias inviabilizam qualquer estimativa de força, de modo que não é necessária a observação de atividades funcionais.
A aplicação padronizada do teste manual de força muscular garante a validade e a confiabilidade adequadas, independentemente da presença de posturas anormais ou de lesões do neurônio motor superior.
O uso de dinamômetros portáteis e sistemas isocinéticos elimina a necessidade de registro das adaptações realizadas durante a prova manual, já que fornecem medidas objetivas de força.
A ausência de movimentos articulares isolados em lesões do neurônio motor superior indica fraqueza muscular grave, não sendo necessário que o profissional considere fatores como espasticidade ou padrões de movimento estereotipados para o diagnóstico.
Uma criança de 8 anos com histórico de meningite bacteriana apresenta sequelas neurológicas com hemiparesia espástica. A avaliação através da escala GMFCS indica nível II. O desenvolvimento neuropsicomotor mostra atraso nas habilidades motoras grossas. A intervenção fisioterapêutica deve enfatizar
a normalização completa do tônus muscular através de técnicas inibitórias.
a preparação para uso de dispositivos assistivos devido ao prognóstico reservado.
a recuperação total das habilidades perdidas através de estimulação intensiva.
a otimização da função motora residual e prevenção de complicações secundárias.
Uma paciente de 25 anos com diagnóstico de hanseníase multibacilar apresenta lesão do nervo ulnar, com perda de sensibilidade no 4º e 5º dedos e fraqueza dos músculos interósseos e lumbricais, resultando em uma deformidade em “mão em garra”. O diagnóstico é de neuropatia periférica com déficit sensório-motor e risco de incapacidade funcional. Na prevenção de incapacidades, a intervenção fisioterapêutica deve priorizar
a aplicação de calor profundo para melhorar a condução nervosa periférica.
a orientação para autocuidado, exercícios e uso de órteses preventivas.
a estimulação elétrica de alta frequência para analgesia e regeneração.
o fortalecimento dos músculos antagonistas para corrigir a deformidade instalada.
O fisioterapeuta, ao avaliar um paciente que teve um membro amputado ou cujos nervos sensitivos desse membro foram destruídos, relata a queixa persistente de sensação da “presença do membro”. Adicionalmente, o paciente descreve que essa sensação é acompanhada por dor, frequentemente caracterizada como uma sensação de queimação, elétrica, ou de cãibra, podendo persistir por muitos anos após a perda do membro.
Qual termo clínico descreve corretamente essa condição sensorial e dolorosa que se manifesta no membro ausente?
Disestesia Pós-Cirúrgica
Dor Nociceptiva Somática
Dor em Membro Fantasma
Sensação de Membro Remanescente
Alodinia
Em relação às observações neurológicas, a avaliação rápida e fácil do estado neurológico geral do paciente pode ser realizada por meio da técnica ACVPU, em que cada letra traz uma ação específica. Nesse sentido, o que representa a letra P9?
Não responde.
Confusão aguda.
Responde à dor.
Responde à voz.
O paciente está alerta.
Há evidências de que a Imagética Motora auxilia o tratamento de pacientes com Lesão Medular.
Para executar essa técnica, nesses pacientes, o fisioterapeuta deve solicitar ao paciente que
feche os olhos e faça respirações profundas, concentrando seu pensamento em diminuir a tensão muscular.
feche os olhos e imagine estar em um local que lhe traz boas lembranças do período anterior à lesão medular.
imagine movimentos ou tarefas específicas sem que simultaneamente realize os movimentos fisicamente.
imagine realizar movimentos nos músculos comprometidos enquanto faz movimentos em frente ao espelho com músculos não comprometidos.
realize movimentos fisicamente que acionem os músculos não comprometidos e imagine realizar os movimentos com os músculos comprometidos.
Os nervos cranianos são comumente lesionados por traumatismos ou doenças, e os testes de sua integridade são parte essencial de todo exame físico. Existem 12 pares de nervos cranianos, que suprem funções motoras e sensitivas ou ambas. Para a realização do adequado exame clínico, é necessário conhecer a anatomia funcional de cada um dos 12 pares de nervos cranianos. Assinale a alternativa que apresenta corretamente as suas funções.
O nervo troclear e o vestibulococlear apresentam funções exclusivamente sensitivas.
O nervo óptico, olfatório, abducente e acessório apresentam funções motoras.
Os nervos trigêmeo, facial, glossofaríngeo e vago apresentam funções motoras e sensitivas.
Os nervos oculomotor, trigêmeo e facial apresentam funções motoras e sensitivas.
Os nervos abducente, oculomotor, olfatório e hipoglosso apresentam funções motoras.
Um motorista alcoolizado atropelou uma adolescente que caminhava na calçada. Devido à gravidade do impacto, houve lesão medular torácica incompleta, nível L5. Após alta hospitalar e uma reabilitação precoce, intensiva e contínua, tanto na UTI quanto na enfermaria hospitalar, apresentou-se a um fisioterapeuta do Serviço Municipal para uma nova avaliação, em uso de cadeira de rodas, e algumas queixas específicas nos membros inferiores. Diante desse caso, é CORRETO afirmar que o fisioterapeuta, após realizar a avaliação fisioterapêutica, com detalhada anamnese, realizando exame físico e cinésio-funcional específico para a paciente, e estabelecendo um diagnóstico fisioterápico preciso, poderá agir da seguinte forma:
I- Classificar a lesão incompleta, confirmando que a função sensitiva está preservada e a função motora está ausente abaixo do nível neurológico da lesão, incluindo os segmentos sacrais S4-S5, prescrevendo treino estático de transferência.
II- Classificar a lesão incompleta, confirmando que função motora está preservada abaixo do nível neurológico da lesão e mais da metade dos músculos abaixo do nível neurológico tem grau de força inferior a três. Prescrever em seu protocolo de tratamento treino dinâmico de transferência.
III- Classificar a lesão incompleta, confirmando que a função motora está preservada abaixo do nível neurológico da lesão e pelo menos metade dos músculos abaixo do nível neurológico tem grau de força igual ou superior a três. Prescrever em seu protocolo de tratamento exercício ativo de flexão de tronco com bola suíça, trabalhando apenas metade da ADM, evoluindo para ADM total de acordo com a resposta da paciente ao exercício.
IV- Classificar a lesão incompleta, confirmando que a função motora está ausente acima do nível neurológico da lesão e pelo menos metade dos músculos acima do nível neurológico tem grau de força igual ou superior a três. Prescrever em seu protocolo de tratamento estabilização rítmica em tronco com paciente em sedestação.
V- Classificar a lesão incompleta, confirmando que apresenta ausência de função sensitiva e motora, inclusive nos segmentos sacrais S4-S5. Prescrever em seu protocolo de tratamento reversão dinâmica em tronco com paciente em sedestação.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
I, II, III e IV.
II, III, IV e IV.
I, II e III.
IV e V.
I, III, IV e V.
Após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC), João, 60 anos, apresenta hemiparesia à direita, dificuldades de equilíbrio e coordenação prejudicada. Ele tem dificuldades para realizar atividades cotidianas, como tomar banho e se alimentar sozinho. Com esse quadro, qual seria a intervenção fisioterapêutica mais indicada para a reabilitação deste paciente?
Realização de exercícios de fortalecimento muscular global para aumentar resistência e força, com foco em melhorar a força geral do corpo.
Aplicação de exercícios respiratórios para melhorar a ventilação pulmonar.
Treinamento de marcha com o auxílio de órteses para melhorar o equilíbrio e a mobilidade.
Uso de estimulação elétrica funcional para melhorar a força muscular dos membros inferiores.
Realização de alongamentos para melhorar a flexibilidade das articulações afetadas.
Uma paciente de 55 anos, diagnosticada com esclerose múltipla, apresenta tremores nas mãos, rigidez muscular e dificuldades motoras progressivas. Ela relata perda de coordenação motora, dificuldades para caminhar e espasticidade nos membros inferiores. Qual seria a intervenção fisioterapêutica mais indicada para melhorar a funcionalidade e a mobilidade dessa paciente?
Realizar exercícios de fortalecimento muscular global, sem focar nas questões de coordenação motora e equilíbrio.
Focar em exercícios de alongamento passivo para reduzir a espasticidade e melhorar a amplitude de movimento.
Aplicar técnicas de mobilização articular para aliviar a rigidez articular e melhorar a função.
Realizar treinamento de equilíbrio e coordenação motora, com ênfase na marcha e controle postural.
Usar órteses para estabilizar as articulações e reduzir os efeitos da espasticidade, sem realizar exercícios ativos.
Na avaliação de um paciente com lesão medular completa em nível de T10, o fisioterapeuta utiliza a escala de Ashworth Modificada para graduar a espasticidade dos isquiotibiais. Ao realizar o movimento passivo de extensão do joelho, o profissional sente um aumento acentuado do tônus, com o movimento passivo sendo difícil de ser realizado. Essa descrição corresponde a qual grau na escala?
1.
2.
3.
4.
No manejo fisioterapêutico de um paciente com Doença de Parkinson em estágio intermediário (Hoehn & Yahr 3), a intervenção deve focar nos déficits motores característicos da doença. Analise as estratégias terapêuticas a seguir:
I.Utilização de pistas visuais, como marcas no chão, e pistas auditivas, como o uso de um metrônomo, para melhorar a iniciação e a cadência da marcha.
II.Treinamento de dupla tarefa, combinando uma atividade motora (ex: caminhar) com uma atividade cognitiva (ex: nomear objetos), para simular situações cotidianas e melhorar a performance funcional.
III.Implementação de um programa de exercícios com ênfase em movimentos de grande amplitude e rotação de tronco, como os princípios do método Lee Silverman Voice Treatment (LSVT) BIG.
Está correto o que se afirma em:
II e III, apenas.
I, II e III.
I e III, apenas.
I e II, apenas.
O conhecimento das principais órteses e suas indicações nos distúrbios neurológicos pediátricos é parte fundamental na atuação do fisioterapeuta da área de reabilitação. A prescrição de dispositivos apropriados para cada diagnóstico e necessidade clínica deve ser utilizada como método complementar de tratamento, tendo como objetivo auxiliar a reabilitação física e contribui para uma recuperação mais segura, rápida e eficaz, favorecendo a autonomia, a funcionalidade e a melhora da qualidade de vida em pacientes com comprometimentos neuromusculoesqueléticos. Diante do exposto, são cuidados de higiene e utilização das órteses, exceto:
o paciente e seus familiares devem sempre ser informados pelo profissional responsável sobre o tempo de uso de uma órtese, a forma de colocação e higienização, a necessidade de manutenção preventiva e de revisões periódicas.
uma órtese só deve ser indicada por profissional habilitado e após avaliação detalhada dos déficits do paciente e dos efeitos que sua aplicação pode gerar. Os benefícios provenientes do uso das órteses estão relacionados com a prescrição correta e com o posicionamento adequado do membro no dispositivo.
comunicar o responsável pelo paciente caso este apresente vermelhidão, feridas, hematomas na pele ou danos na órtese. Deve se ter cuidado com áreas de hiperpressão e úlceras.
nunca usar a órtese curta com meias de algodão para proteger a pele, tomar banho com a órtese, apertar excessivamente os velcros e tiras, além de expor a órtese/tutor ao sol.
Um paciente apresenta paresia flácida em membros inferiores, arreflexia, anestesia em "sela de montaria" (área perineal), além de incontinência urinária e disfunção sexual. A avaliação neurológica confirmou uma síndrome da cauda equina, com envolvimento predominantemente das raízes sacrais.
Considerando a abordagem fisioterapêutica nesse quadro, assinale a opção que melhor descreve os objetivos da intervenção.
Estimular o tônus muscular com técnicas de facilitação tônica reflexa, foco em controle cefálico e equilíbrio de tronco.
Promover fortalecimento muscular de MMSS, alongamentos passivos em MMII e treino de habilidades cognitivas.
Reduzir a espasticidade e promover o controle postural estático, com foco na ativação voluntária de musculatura antigravitacional.
Prevenir complicações secundárias, promover o fortalecimento residual, o treino de transferências, a marcha com órtese (se viável) e a reeducação vesical e intestinal.
Focar exclusivamente na estimulação elétrica funcional para MMII, pois a lesão medular completa impede a reabilitação funcional.
Equipamentos para pessoas com disfunções do SNC podem ser considerados como suportes para permitir alinhamento e estabilização, sem impedir o desenvolvimento motor.
Em um paciente hemiplégico, as tipoias são utilizadas para
reverter uma subluxação.
evitar estiramento capsular.
apoiar paciente na posição supina.
estimular os movimentos do ombro afetado sem dor.
compensar a perda de controle tronco/ membros.
(PMM/URCA 2025) Um paciente de 70 anos, com diagnóstico de Doença de Parkinson, apresenta o fenômeno de "congelamento da marcha" (freezing of gait), principalmente ao iniciar o movimento, passar por portas estreitas ou ao tentar girar. Qual das seguintes intervenções fisioterapêuticas se baseia em um mecanismo de ''bypass" do circuito dos gânglios da base, utilizando vias visuais e auditivas para facilitar o movimento?
Treino de força de alta intensidade para os membros inferiores.
Alongamento passivo dos músculos dos membros inferiores para reduzir a rigidez.
Terapia de Contensão Induzida para o lado menos afetado.
Utilização de pistas rítmicas externas (ex: um metrônomo, música com batida marcada ou faixas coloridas no chão) para regular a cadência e o comprimento do passo.
Exercícios de relaxamento e meditação para reduzir a ansiedade associada ao congelamento.