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Um homem de 54 anos, agricultor, em pós-operatório de 3 semanas de amputação transtibial esquerda traumática, está em acompanhamento ambulatorial. Apresenta dor leve (EVA 3/10), dor fantasma intermitente, edema moderado no coto, leve retração em flexores de joelho e redução de força no membro contralateral por desuso. Na avaliação fisioterapêutica, foram utilizados EVA, MIV, TUG, AMPnoPRO, Escala de Borg, goniometria, perimetria do coto e Escala de Morse. Observou-se dependência leve para transferências na MIF, bom potencial funcional para prótese no AMPnoPRO e TUG aumentado. Foi indicado preparo para prótese transtibial modular com liner de silicone e pé dinâmico, além de órtese temporária em extensão de joelho, enfaixamento compressivo do coto e reabilitação funcional progressiva. Com base nesse caso, assinale a alternativa CORRETA.
Os resultados do TUG e da MIF, quando associados à boa pontuação funcional global, são suficientes para liberar marcha comunitária com prótese definitiva, desde que o paciente apresente estabilidade clínica e ausência de dor residual significativa.
O AMPnoPRO é uma ferramenta útil para estimar o potencial de deambulação com prótese, enquanto o TUG e a Escala de Morse contribuem para a análise funcional e identificação do risco de quedas durante o processo de reabilitação.
A utilização de órtese em extensão de joelho no pós-operatório recente de amputação transtibial deve ser evitada de forma rotineira, pois pode interferir no retorno venoso e aumentar o risco de complicações locais no coto.
Sistemas de suspensão por sucção com liner de silicone são preferencialmente indicados em amputações transfemorais, sendo seu uso em amputações transtibiais reservado apenas para casos de instabilidade do coto ou falha de adaptação inicial de encaixe protético.