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Um homem de 68 anos, aposentado, sedentário, com obesidade grau I, procura atendimento médico na Unidade de Saúde da Família e é diagnosticado com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). É ex-tabagista (40 maços/ano) e fumou por oito anos. Relata aumento progressivo da dispneia nos últimos 12 meses, principalmente durante atividades de vida diária como subir escadas, caminhar mais de 100 metros e carregar objetos leves. Refere sensação frequente de aprisionamento de ar e fadiga aos esforços. Foi instruído a procurar a fisioterapia para um programa de reabilitação cardiorrespiratória a fim de melhorar a sua qualidade de vida. Na consulta com o fisioterapeuta, exclama: "Fico cansado ao caminhar pequenas distâncias e sinto dificuldade para soltar todo o ar dos pulmões". Inicia-se a avaliação do paciente: frequência cardíaca: 88 bpm; frequência respiratória: 24 irpm; pressão arterial: 130/80 mmHg; saturação periférica de O2 : 93% em ar ambiente. Na inspeção, nota-se: tórax em leve aumento do diâmetro anteroposterior, uso discreto de musculatura acessória, padrão respiratório predominantemente apical, expansibilidade torácica reduzida bilateralmente, predominando em bases pulmonares. Na ausculta pulmonar: murmúrio vesicular diminuído difusamente e sibilos expiratórios esparsos. Realiza-se também o teste de caminhada de 6 minutos: distância percorrida: 320 metros, com dispneia moderada ao final do teste (Escala de Borg = 5). As afirmativas a seguir descrevem diversas justificativas para a condição apresentada no caso clínico, marque a que apresenta a adequada interpretação fisioterapêutica para o caso.
O paciente apresenta uma condição restritiva associada ao tabagismo de longa data e redução do volume residual medido na espirometria, durante a prova de função pulmonar.
O paciente apresenta déficit ventilatório restritivo com redução do volume de reserva inspiratório (VRI) e diminuição da mobilidade torácica, fraqueza muscular respiratória leve e intolerância ao esforço.
O paciente apresenta déficit ventilatório obstrutivo com redução da capacidade vital funcional respiratória, que limita a movimentação do diafragma para realizar uma inspiração máxima.
O paciente apresenta padrão ventilatório obstrutivo moderado, associado a redução importante do volume de reserva expiratória (VRE).
O paciente apresenta redução do volume residual agravado pela obesidade abdominal, que limita a movimentação do diafragma e reduz a capacidade de expulsar ar adicional após uma expiração normal.