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Uma paciente de 82 anos, com diagnóstico de Doença de Parkinson (DP), osteoartrose dos joelhos e osteoporose, é encaminhada para o atendimento fisioterapêutico após episódios recorrentes de quedas no domicílio e dificuldade progressiva para realizar atividades de vida diária. Durante a avaliação, observam-se postura em flexão anterior do tronco, marcha festinada, diminuição do balanço dos membros superiores, bradicinesia, redução do equilíbrio dinâmico e fraqueza muscular dos membros inferiores. A cuidadora relata, ainda, lentificação cognitiva leve e medo constante de novas quedas. Nesse contexto, assinala a alternativa CORRETA.
O treinamento funcional associado a exercícios de equilíbrio, fortalecimento muscular e estímulos motores pode auxiliar na melhoria da mobilidade e na prevenção de quedas em idosos com DP, ainda que a progressão natural da doença limite parcialmente os ganhos funcionais obtidos.
Pacientes idosos com DP devem realizar exercícios de marcha e equilíbrio com extrema cautela e, em alguns casos, evitar sua prática frequente, uma vez que estímulos motores excessivos podem favorecer o aumento da rigidez muscular e a exacerbação do tremor de repouso.
Em indivíduos idosos com osteoporose, os exercícios resistidos tendem a ser amplamente restringidos, devido à maior fragilidade óssea e ao potencial risco de fraturas durante esforços musculares.
Na DP em idosos, devem ser priorizadas estratégias de conservação energética e de redução da sobrecarga motora, sendo o repouso funcional prolongado uma medida importante para minimizar o desgaste físico decorrente da progressão da doença.