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A dor musculoesquelética crônica deve ser compreendida a partir do modelo biopsicossocial, considerando a interação entre aspectos biológicos, psicológicos e sociais que influenciam a experiência dolorosa.
Nesse contexto, o Fisioterapeuta deve reconhecer os mecanismos neurofisiológicos envolvidos e selecionar estratégias terapêuticas baseadas nas melhores evidências científicas.
Assim, é correto afirmar que
os pacientes com dor musculoesquelética crônica podem apresentar sensibilização central, caracterizada por diminuição da responsividade do sistema nervoso central aos estímulos. Nesses casos, a cinesioterapia deve ser evitada, pois pode agravar permanentemente o quadro doloroso.
a presença de sensibilização central indica, obrigatoriamente, dor neuropática, sendo a educação em dor pouco efetiva devido às frequentes alterações emocionais apresentadas por esses pacientes. A terapia recomendada deve ser baseada em técnicas de mobilização neural.
os pacientes com dor musculoesquelética crônica podem apresentar mecanismos de dor nociplástica associados à sensibilização central, com alterações na modulação da dor, controle motor e percepção corporal. A abordagem multiprofissional, a educação em dor e a prescrição individualizada de exercícios físicos constituem estratégias no processo de reabilitação.
a sensibilização central pode ser completamente explicada pela Teoria das Comportas da Dor, sendo o tratamento fisioterapêutico baseado prioritariamente em recursos eletrofísicos para reduzir a excitabilidade do sistema nervoso central. A abordagem multiprofissional também é indicada.
a identificação de sensibilização central contraindica exercícios terapêuticos até que o paciente esteja completamente assintomático, sendo recomendadas apenas terapias passivas nas fases iniciais do tratamento. Aspectos psicossociais frequentemente influenciam o prognóstico fisioterapêutico neste perfil de paciente.