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Um paciente atendido na clínica-escola de Fisioterapia referiu dor lombar, com irradiação para a face posterior do membro inferior direito até a região plantar homolateral, associada a parestesia, episódios de falseio durante a marcha e dificuldade para realizar flexão plantar contra resistência.
No exame fisioterapêutico, observaram-se alterações sensitivas em dermátomos, déficit de força em miótomos compatíveis com comprometimento das raízes L5, S1 e S2, além de diminuição do reflexo aquileu à direita.
Diante desse quadro clínico, o médico da equipe multidisciplinar solicitou uma ressonância magnética da coluna lombossacral.
Considerando as evidências atuais e o papel dos exames complementares no diagnóstico das radiculopatias lombares, é importante que o Fisioterapeuta responsável pelo caso saiba que a ressonância magnética está indicada, porque
permite confirmar isoladamente o diagnóstico clínico de radiculopatia, independentemente dos achados do exame físico.
é o exame de escolha para a avaliação de estruturas neurais, dos discos intervertebrais e demais tecidos moles da coluna lombar.
confirma a intensidade da dor referida pelo paciente, permitindo graduar objetivamente sua incapacidade funcional.
deve ser solicitada rotineiramente nos casos de dor lombar irradiada, mesmo na ausência de déficits neurológicos ou sinais de gravidade.
substitui o exame físico na identificação da raiz nervosa acometida, sendo considerada o método mais importante para definição do diagnóstico fisioterapêutico.